Após um considerável número de cancelamentos de reservas a verificarem-se nos últimos dias devido ao surto do COVID-19 em Portugal, vários restaurantes tomam medidas como forma de manter o seu negócio.

Para continuarem a manter-se em funcionamento, os restaurantes portugueses têm agora de limitar a lotação máxima do espaço a um terço, a fim de evitar riscos de contagem do novo coronavírus em Portugal. Esta foi uma das medidas anunciadas ontem, dia 12 de março, pelo primeiro-ministro português António Costa dentro de um conjunto de tantas outras pensadas para conter a disseminação do COVID-19 no país.

Horas antes do anúncio do primeiro-ministro, Alexandre Silva (Loco, Fogo, Alexandre Silva – Mercado da Ribeira), Ljubomir Stanisic (Grupo 100 Maneiras) e Rui Paula (Casa de Chá da Boa Nova, DOC e DOP) já davam conta nas redes sociais do elevado número de reservas canceladas nos seus restaurantes devido ao momento de crise que o país atravessa. “Estamos em agonia! Mesmo tendo instaurado (ainda mais) rigorosas medidas de higiene e segurança no trabalho, sucedem-se as desmarcações, os cancelamentos. Todas as horas são críticas e, a cada hora que passa, se torna mais difícil gerir o desespero – das equipas, o nosso, do setor”, escreveu Ljubomir. Horas mais tarde, Stanisic e Silva anunciaram que como forma de apoiar os seus restaurantes vão disponibilizar a compra de vouchers (com 15% de desconto) que poderão ser usados mais tarde, “quando tudo isto for passado”.

Pelo país inteiro, são cada vez mais os casos daqueles que optaram por encerrar por tempo indeterminado os seus espaços e aguardar por melhores tempos. Falamos dos restaurantes Jncquoi (Lisboa), Fifty Seconds (Lisboa), Sála (Lisboa), Prado (Lisboa), Beco (Lisboa), Euskalduna (Porto), Semea (Porto), O Frade (Lisboa), Ferrugem (Vila Nova de Famalicão), Alameda (Faro), Mini Bar Porto, Esporão (Reguengos de Monsaraz), só para dar alguns exemplos.

De acordo com a notícia avançada pelo Boa Cama Boa Mesa, entre aqueles que optaram por funcionar em regime de lotação reduzida ou escolheram reduzir o seu horário de funcionamento estão alguns restaurantes de José Avillez como o Belcanto (Lisboa), o Cantinho do Avillez (Cascais e Parque das Nações) ou o Mini Bar – Lisboa. Já outros, encontraram solução para os seus negócios nos serviços de take away, caso dos restaurantes em Lisboa de Vítor Sobral (Tasca da Esquina, Talho da Esquina, Peixaria da Esquina e Padaria da Esquina) — que segundo dá conta o Expresso encerram dia 16 de março os seus espaços físicos — e do Pigmeu, também na capital.