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	<title>António Amorim, Autor em Etaste</title>
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	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
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	<title>António Amorim, Autor em Etaste</title>
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		<title>#resistir António Amorim: Depois de vencermos esta, nada vai ser igual</title>
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		<dc:creator><![CDATA[António Amorim]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2020 14:20:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com dois negócios próprios,  A Fábrica do Pastel Feijão e o Restaurante Puro, sem sócios, sem intervenientes nem investidores torna-se tudo mais difícil.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-antonio-amorim-depois-de-vencermos-esta-nada-vai-ser-igual/">#resistir António Amorim: Depois de vencermos esta, nada vai ser igual</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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<p>Depois de vencermos esta, estamos preparados para tudo, nada vai ser igual. Tantos anos de sacrifícios, tantos sonhos, muita luta para concretizar e realizar alguns dos sonhos, e agora tudo muda.</p>



<p>Todo o envolvimento, a experiência, o desenrolar de uma experiência num restaurante mais vai parecer que estamos num contexto hospitalar. Nos meus espaços, sempre aprimorámos pela diferença, pelo desempenho, pelo serviço exemplar. E agora, vamos aprimorar pela segurança de todos e sem retornos.</p>



<p>Com dois negócios próprios, A Fábrica do Pastel Feijão e o restaurante Puro, sem sócios, sem intervenientes nem investidores torna-se tudo mais difícil. O que vou fazer? Depois de investir em meados de fevereiro uma boa fatia na comunicação do Puro com a aposta na &#8220;Melhor Francesinha de Lisboa”(rádio, outdoors, imprensa, etc), este vai ser o meu caminho.</p>



<p>Com nove empregados que tinha, passam a ser dois nesta fase inicial, sem pressa, cabeça fria e cautelosos vou procurar ajustar a oferta ao mercado atual. Uma vez mais quem sofre são as famílias que ficam para segundo plano, se não fossem os mais de 400 mil euros investidos não arriscaria tanto.</p>



<p>Agora, e agora o que fazemos? Take away é uma opção mas não uma solução. É sempre um problema.</p>



<p>Nada fazia prever este colapso global, embora admito que já tinha comentado com várias pessoas e amigos ainda em meados de 2019 que 2020 ia ser um ano difícil, ao contrário de que as pessoas diziam. A restauração com tanta oferta a rebentar pelas costuras, a viver de turistas na sua grande maioria e com as infelizes aplicações com comida em saldos de forma a obterem clientes não seria saudável por muito mais tempo. Para muitos dos espaços com apenas 10, 20 lugares vai ser um verdadeiro desafio e com sérias dificuldades. Não se consegue manter distanciamento social e a capacidade é incomportável para ser viável. É o meu caso n&#8217;A Fábrica do Pastel Feijão.</p>



<p>Em conversas entre amigos e colegas da área, a minha caminhada nestes dois, três anos a solo era essencialmente adaptar-me ao público-alvo português. É bom termos turistas no caso das grandes cidades, é bom estarmos na ribalta, mas o que todos queremos é ter um negócio saudável e sustentável. Numa rotura global os que vivem do turismo são os primeiros a sofrer. Neste sentido, o Puro começou apenas por ser um conceito especifico e fomos alterando gradualmente para ter outro tipo de  oferta e uma cozinha mais de conforto, algo que as pessoas procuram e sem modas. Basta pensarmos o que nós queremos quando estamos fora do local de trabalho, se não for para experimentar aquele novo que abriu é uma cozinha simples e de conforto. Falo por experiência própria, claro!</p>



<p>Estou certo que vamos sofrer muito nos próximos tempos, infelizmente muitos nem vão conseguir abrir. Convicto disso, penso que a frase ”vamos todos ficar bem” é demasiado otimista, não é uma realidade e já há muitas famílias que sofrem com isto.</p>



<p>Mais investimentos, novas medidas, os mesmos custos fixos com ou sem clientes, a única forma é reduzir na mão de obra. Encontrar soluções junto dos senhorios é uma matéria quase impossível pois não querem abdicar do valor já praticado e nem estão abertos a negociações. Esta seria uma primeira e ideal medida para vencer esta batalha.</p>



<p>Vencer vamos sempre! Sou guerreiro por natureza, trabalho desde os 13 anos na área. Fui paraquedista dez anos, fiz Missões de Paz em Timor e na Bósnia várias vezes e não vou desistir! Vou resistir a esta também!</p>
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