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	<title>Carina Oliveira, Autor em Etaste</title>
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	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
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	<title>Carina Oliveira, Autor em Etaste</title>
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		<title>#resistir Carina Oliveira: Ai que saudades que eu já tinha…</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Carina Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2020 09:58:58 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>E porque não, por exemplo, ser obrigatório que o subsídio de refeição dos trabalhadores seja gasto em restaurantes, cantinas, refeições? É uma estruturação possível. Uma mão lava a outra e certamente com uma economia local a mexer, com este pequeno gesto, a roda começava a girar…</p>
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<p>Dentro de tudo aquilo que já foi dito deste confinamento pandémico a que estamos obrigados, eu queria confessar, em suspiro público, um sentimento que é partilhado por quase toda a gente: Que saudades de ir almoçar e jantar fora&#8230;<br>Anseio pela rentrée. Poucas coisas nos têm feito tanta falta quanto isso, porque é à mesa que muita da nossa socialização se faz. Somos “animais” sociais, vivemos de forma gregária. Precisamos disso como condição da nossa humanidade.<br>O relógio biológico durante esta crise também está comprometido, ninguém sabe a quantas anda, &#8220;é sábado ou domingo?&#8221;, &#8220;está na hora de almoço ou lanche?”. E isso também terá consequências.<br>A gestão possível tem sido feita ao dia. Por vezes à hora, quando se aguardam mais medidas e mais restrições ou mais alterações, nas horas das conferências de imprensa de conselho de ministros.<br>E quando isto “descongelar”? A preocupação é grande num sector como o da Restauração, intimamente ligado ao Turismo, de mãos dadas com a Hotelaria. A qualificação e a exigência estavam num patamar francamente bom. Havia mercado para todos, da cantina ao estrela Michelin. E havia aquilo a que me referi muitas vezes como o “problema bom”: havia escassez de recursos humanos, da cozinha ao bar e à sala. Desemprego é o lado mau da história.<br>E agora? Em tempo de situações excecionais, medidas excecionais. Estancámos momentaneamente o sector com as medidas de lay-off, mas precisamos de futuro. Planeamento de fundo para dar vida ao sector.<br>Não tenho fórmulas mágicas mas creio que é preciso pensar em reerguer isto. Precisamos de uma estrutura de serviço para o day after, que dê sustentabilidade aos grandes, pequenos e médios empresários.<br>Vejo ideias de quem arregaçou as mangas e não ficou a olhar para dentro do casulo, do take-away ao e-commerce.</p>



<p>Ocorre-me a frase que também uso muitas vezes, a da folha em branco…como é que poderia ser? Ignorando os quês e porquês, precisamos dessas ideias na folha em branco, estruturá-las e depois lutar por elas. Atrevo-me a uma, por absurda que pareça.<br>Explico-a com um sentimento que há dias também suspirava: quando isto reabrir, o que farei entre outras coisas, será almoçar e jantar fora todos os dias!<br>E porque não, por exemplo, ser obrigatório que o subsídio de refeição dos trabalhadores seja gasto em restaurantes, cantinas, refeições? É uma estruturação possível. Uma mão lava a outra e certamente com uma economia local a mexer, com este pequeno gesto, a roda começava a girar…mesmo que temporariamente, era uma ajuda a um sector que não pode estar à espera de um novo arranque do turismo para sobreviver. Porque senão não chega lá. Os ganhos são evidentes até numa perspetiva de saúde nutricional.<br>Da minha parte, que saudades que tenho do futuro…</p>
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