<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Isabel Loureiro, Autor em Etaste</title>
	<atom:link href="https://etaste.pt/perfil/isabelloureiro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://etaste.pt/perfil/isabelloureiro/</link>
	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Apr 2020 11:37:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://etaste.pt/wp-content/uploads/2017/02/icon_etaste_web.png</url>
	<title>Isabel Loureiro, Autor em Etaste</title>
	<link>https://etaste.pt/perfil/isabelloureiro/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">123931852</site>	<item>
		<title>#resistir Isabel Loureiro: Oito dias com um cozinheiro</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-isabel-loureiro-oito-dias-com-um-cozinheiro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-isabel-loureiro-oito-dias-com-um-cozinheiro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabel Loureiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2020 11:08:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[A Cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[António Loureiro]]></category>
		<category><![CDATA[chefes e restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[cozinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[isabel loureiro]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres de cozinheiros]]></category>
		<category><![CDATA[oito dias com um cozinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[resistir]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=23660</guid>

					<description><![CDATA[<p>O cozinheiro chegou a casa. Depois de ter suspendido a atividade do restaurante, o meu marido chega a casa. Sou casada com um cozinheiro que vai fazer, para o ano, 25 anos. Já não precisamos de trocar palavras, eu sinto o que lhe vai na alma.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-isabel-loureiro-oito-dias-com-um-cozinheiro/">#resistir Isabel Loureiro: Oito dias com um cozinheiro</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O cozinheiro chegou a casa.<br>Depois de ter suspendido a atividade do restaurante, o meu marido chega a casa. Sou casada com um cozinheiro vai fazer, para o ano, 25 anos. Já não precisamos de trocar palavras, eu sinto o que lhe vai na alma.&nbsp;<br>Dia 1 &#8211; O dia imediatamente a seguir: </p>



<p>Por autodeterminação, e por razões óbvias, o meu marido assume a cozinha da casa. Uma casa que terá seis comensais até tudo isto passar. Uma casa que eu estava habituada a organizar, a gerir, a planear o “comer” e onde, por vezes, também cozinhava (apesar de achar que não sei cozinhar, é verdade!). No dia imediatamente a seguir, a cozinha, rapidamente, passou a ser o centro de tudo. Ora então vejamos:<br>Dia 1: O cozinheiro e a bricolage.</p>



<p>Eu: Olha, já que estás em casa podíamos arrumar umas coisas&#8230;.</p>



<p>Ele: Sim, mas temos que ter disciplina.&nbsp;</p>



<p>Eu: Quê?</p>



<p>Ele: Fazemos assim, uns cortam, outros envernizam, outros pregam, outros pintam. Em 30 metros &nbsp;quero ter tudo pronto, ok?</p>



<p>(Será que ele está à espera que se diga, sim Chef?!)<br>Dia 2: O cozinheiro e o jardim.&nbsp;</p>



<p>Eu: Olha, precisamos de por uma corda naquela trepadeira para ela subir pela parede. Ajudas -me? Já fui buscar a corda, toma&#8230;</p>



<p>Ele: Isto não é corda! É fio de cozinha, não vês?!</p>



<p>Eu: Ops!<br>Dia 3: O Chef manda!&nbsp;</p>



<p>Ele: More (diminutivo nortenho de amor), vira o arroz e desliga-o daqui a dois minutos, deixa bringir os espargos durante 90 segundos e depois tiras para o gelo, ah e daqui a 5 minutos desliga este tacho e tira para o lado. Eu vou lá fora grelhar a carne e já venho!</p>



<p>Ele (dez minutos depois): A sério que ninguém desligou o arroz?!&nbsp;</p>



<p>Usou a expressão “ninguém” somos seis e a tarefa era minha, mas jamais o cozinheiro que também é marido, deitará as culpas à sua amada&#8230; jamais! Ele: Ninguém tirou o tacho para o lado?</p>



<p>Eu: Ops, more&#8230; bringi os espargos. Estão bem, não estão?</p>



<p>Ele: Sim, more, estão bem&#8230;.vai ficar tudo bem.<br>Dia 4: O Chef e a disciplina militar!</p>



<p>Ele: Como está toda a gente em teletrabalho, para a semana vou requisitar um de vocês, à vez, para a cozinha.</p>



<p>(Penso eu: Requisitar a quem?)&nbsp;<br>Dia 6: O Chef e a esposa vão às compras.</p>



<p>Saímos de casa, para ir às compras. Faltavam apenas cebolas e couves para a sopa. Pão não falta porque estamos a fazê-lo em casa.</p>



<p>Merceeiro: Olá Chef, que vai ser? Olhe lá, os da capital devem-se estar a ver à rasca porque lá só há supermercados e quando acabar a comida nos supermercados, quero ver&#8230;</p>



<p>Pois é &#8211; responde o meu marido que é de poucas palavras.&nbsp;</p>



<p>Diz o merceeiro: Chef, não precisa de cebolas ? Trouxe-as da minha horta hoje, acabadinhas de colher&#8230;</p>



<p>Dia 7: O Chef e a normalidade das coisas.</p>



<p>Depois de mais uma refeição sublime, equilibrada, saborosa e de cortar a respiração, feita pelo cozinheiro Mor, um dos miúdos pergunta: ⁃ Manheeeee (mãe)&#8230;  ⁃ Sim? Respondo. ⁃ Lembras-te quando estávamos no Alentejo e tu fazias os crepes? ⁃ Mmmm &#8230;. (disfarço) tenho saudades do Zé Júlio Vintém e da Catarina.  ⁃ E quando a mãe fazia os pastéis de soja&#8230; comenta o outro filho. ⁃ Já não somos vegetarianos, respondo a disfarçar novamente. ⁃ E aquela tarde da mãe que levava chantilly e morangos!, diz o outro.  ⁃ Ok já percebi&#8230;. querem que eu faça aquele prato, não é? ⁃ Sim mãe, a Michelândia &#8230;. diz o meu mais velho que já leva 21 anos. A Michelândia tem 19 anos e é o meu prato icónico&#8230; basicamente é arroz misturado com qualquer coisa, mas tem um ingrediente especial, um segredo que a torna única. ⁃ Olho para o meu marido e digo-lhe: More, amanhã cozinho eu&#8230; ⁃ Sim amor, responde ele &#8230;. amanhã a cozinha é tua.</p>



<p>Dia 8: Dia da família.</p>



<p>Eu: O que vamos comer?</p>



<p>Ele: Assado, já temperei ontem.</p>



<p>Eu: E a Michelândia?</p>



<p>Ele: Amanhã, amanhã fazes&#8230;<br>E venham muitos dias assim e quando “isto” acabar vamos continuar a cozinhar, cada um à vez e no seu lugar. Isto vai acabar, eu sei. Posso não saber cozinhar mas sei amar.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-isabel-loureiro-oito-dias-com-um-cozinheiro/">#resistir Isabel Loureiro: Oito dias com um cozinheiro</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23660</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
