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	<title>Filipe Barata, Autor em Etaste</title>
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	<title>Filipe Barata, Autor em Etaste</title>
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		<title>#resistir Filipe Barata: Todos ligados, todos distantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Filipe Barata]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Apr 2020 08:00:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Volvidas algumas semanas da pandemia de Sars-CoV-2 e de COVID-19, já é tempo de se fazer um balanço, inicial, intercalar, sabe-se lá por agora.</p>
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<p>Volvidas algumas semanas da pandemia de Sars-CoV-2 e de COVID-19, já é tempo de se fazer um balanço, inicial, intercalar, sabe-se lá por agora.</p>



<p>Este ano que passou mentalmente desde que começou a pandemia de Sars-CoV-2 e de COVID-19 ainda não chegou, contudo, no rigor das coisas e dos números, a um mês completo de clausura, de quarentena voluntária ou distanciamento social.</p>



<p>Dados e factos, esta aparente eternidade ainda não perfez um mês de calendário.</p>



<p>Essa é uma das ilações a retirar, por ser objetiva e facilmente mensurável, no que tange aos números, já que é pegar no calendário e fazer as contas, mas assim não é no que tange ao espírito, ânimo e às vivências de cada um.</p>



<p>E no setor da Restauração não é diferente.</p>



<p>Nesta eternidade em que caímos já se desesperou pelo fecho repentino de Restaurantes e pela impotência de ter de mandar colaboradores para casa, também de forma repentina, sem se saber sequer o título a que se fazia isso, já se desesperou pela falta de medidas concretas de apoio do Estado, já se regozijou com algumas delas, pese embora a sua aparição a conta gotas, como este novo tempo impõe.</p>



<p>Mas ainda se mantém a esperança que haja medidas mais concretas e eficazes, de injeção de dinheiro do Estado na economia, e não a mera disponibilização de mais linhas de crédito e consequente possibilidade de contrair mais dívida, de partir rumo ao desconhecido, e inevitável embrenhar nos labirintos do crédito e das garantias mútuas, pese embora a garantia do Estado.</p>



<p>Temos reagido, temos resistido, temos trabalhado, temos tomado decisões, umas vezes impelidos pela necessidade, algumas pela necessidade aparente, outras pelo medo, e outras ainda pela súbita falta dele.</p>



<p>Estes tempos desconhecidos e altamente desafiantes são também tempos de disrupção, de mudança, de rasgar com hábitos e costumes antigos e já enraizados, de inovar, de fazer sem medos e sem receios, de enveredar por situações não pensadas nem testadas.</p>



<p>E é assim que nos tempos que correm, de mão dada com as empresas de entregas ao domicílio que floresceram com o advento da economia criativa, e seus incansáveis e disponíveis colaboradores que tudo recolhem e tudo entregam, de sol a sol, faça chuva ou faça sol, também florescem as soluções de <em>take-away</em> de refeições e de produtos propostas pela Restauração.</p>



<p>No que tange à Restauração em particular, se é necessário, por um lado, tentar pagar contas no fim de cada mês, tentar gerar alguma receita a fim de assim solver os inúmeros compromissos assumidos e que estão em causa com o encerramento dos Restaurantes decretado por razões de saúde pública, também é necessário, por outro lado, ter presente que há muitas franjas da população que dependem da restauração e das refeições que esta serve dia após dia, em tempos normais ou de pandemia. Também aqui andam de mão dada um <em>poder</em> e um <em>dever.</em></p>



<p>Só mais adiante se poderá fazer contas e um balanço sério e objetivo deste proliferar de soluções de <em>take-away</em> de refeições e de produtos propostas pela Restauração, que para muitos foi uma opção e, para muitos outros, foi antes uma obrigação, mas é um sinal importante de resistência e de resiliência que advém de um setor onde o humanismo deve imperar e deve sobressair mesmo nas mais pequenas coisas.</p>



<p>Estamos, pois, todos ligados, todos distantes.</p>



<p>Saibamos resistir. Resistamos. Todos juntos. Sempre.</p>



<p>#Resistir.</p>
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		<title>#resistir Filipe Barata: Mais uma semana à deriva</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Filipe Barata]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2020 09:32:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A omnipresente pandemia batizada COVID-19, tema que monopoliza todas as conversas, suportes, redes sociais e Media, tolda-nos o espírito, tolhe-nos os movimentos, tira-nos a necessária presença de espírito.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A omnipresente pandemia batizada COVID-19, tema que monopoliza todas as conversas, suportes, redes sociais e <em>Media</em>, tolda-nos o espírito, tolhe-nos os movimentos, tira-nos a necessária presença de espírito.</p>



<p>Mas a indelével marcha do tempo é implacável: os dias vão-se passando, e o final do mês de março abeira-se de nós a passos largos, silenciosos, mas largos e decididos.</p>



<p>Estamos a poucos dias do final do mês de março de 2020 e, como é habitual no final de cada mês, seja no setor da restauração, seja nos demais setores de atividade, vence-se a obrigação de pagar salários, rendas e uma miríade de fornecimento e serviços externos, desta feita com a especificidade de não terem existido proveitos ou receitas em março de 2020, porque a atividade da restauração cessou de forma abrupta, antes mesmo de existir a necessidade de encerrar completamente todos os restaurantes e de os confinar/converter em meros serviços de <em>take-away</em>.</p>



<p>Como já se ouviu dizer, estamos no meio de um tsunami, e num tsunami não há bóias que nos ajudem. Esta linguagem figurativa parece forte, mas a realidade que vivemos é ainda mais forte e exasperante, e o final do mês de março abeira-se de nós a passos largos, silenciosos, mas largos.&nbsp;</p>



<p>Mais que uma tempestade, podemos estar a embarcar numa mudança de paradigma e numa acelerada viagem sem regresso, cujos reais contornos ninguém conhece de momento, sendo que a pandemia COVID-19 foi apenas o gatilho que despoletou tudo o que se lhe seguirá inevitavelmente.</p>



<p>Mas há que encarar a adversidade que vivemos com esperança e forte determinação. Como em tudo na vida, também há aspetos positivos na situação adversa que vivemos, como sejam a maior tolerância e capacidade de se gerarem equilíbrios, entre governo e oposição, atenta a menor propensão para aproveitamentos políticos, e um maior foco na objetividade e na busca/obtenção de soluções.</p>



<p>Sejamos francos, as medidas de apoio que foram anunciadas pelo Estado não servem, não são adequadas, seja pelos irrealistas prazos – <em>ninguém no setor da restauração tem condições para suportar dois meses nestas condições</em> – e percentagens e forma de aferição das perdas no caso do “lay off simplificado”, seja pela falta de injeção verdadeira de capital pelo Estado, de <em>cash</em> a sério e imediato no setor, porquanto as linhas de crédito anunciadas – <em>e ainda não passíveis de serem executadas</em> &#8211; mais não são que isso: mais dívida, colocar o setor da restauração a contrair mais dívida, a colocar dívida em cima de dívida, coagindo a Banca comercial a atuar contrariada, já que em frontal violação de um dos seus mandamentos sagrados: “<em>não colocar dinheiro bom em cima de dinheiro mau</em>”.</p>



<p>Todavia queremos crer que são medidas sujeitas a melhoramentos, são “medidas evolutivas”, em função do desenrolar dos inesperados e calamitosos acontecimentos e do necessário compasso com os demais estados membros da EU.</p>



<p>Mas voltando ao que ora releva, à necessidade de buscar e conseguir soluções e medidas de apoio do Estado que sirvam ao setor da restauração, que resolvam a crise em que fomos mergulhados: há vontade, há disponibilidade, há abertura, há propostas, há interesse em colaborar de forma construtiva com os nossos governantes que vivem dias exasperantes e inesperados, só não há tempo.</p>



<p>O nosso tempo escasseia, já que o final do mês de março abeira-se de nós a passos largos, silenciosos, mas largos e decididos.&nbsp;</p>



<p>E a deriva e o naufrágio ali tão perto… Não naufraguemos. Naveguemos antes para águas seguras, de forma empenhada e decidida, com o apoio e compromisso sério de todos.</p>
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		<title>#resistir Filipe Barata: Para grandes males, grandes remédios?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Filipe Barata]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 17 Mar 2020 22:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A pandemia do COVID-19 que está a dizimar o mundo e o nosso modo de vida e, entre outros, o setor da restauração em Portugal, leva-nos a este muito conhecido e usado provérbio popular: “Para grandes males, grandes remédios”</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A
pandemia do COVID-19 que está a dizimar o mundo e o nosso modo de
vida e, entre outros, o setor da restauração em Portugal, leva-nos
a este muito conhecido e usado provérbio popular.</p>



<p>“<em>Para
grandes males, grandes remédios</em>”.</p>



<p>Dúvidas não há neste momento que a pandemia do COVID-19 é um grande mal que tem assolado a humanidade nos últimos meses, e com um espectro de duração futura ainda desconhecido, esperando-se que lhe suceda uma muito profunda crise, de dimensões e duração ainda desconhecidas, nomeadamente a nível social e económico.</p>



<p>Como
medida profilática e, também, porque não dizê-lo, pela abrupta e
quase total quebra de clientes, a quase totalidade dos restaurantes
existentes em Portugal foi forçada a encerrar portas, antes mesmo de
existirem medidas e determinações das autoridades que impusessem
tal atuação.</p>



<p>Tratou-se
de uma atuação consciente e louvável do setor, atenta a interação
e contacto com clientes e entre os próprios trabalhadores do setor,
sendo que, contudo, e falando objetivamente, o setor não tem margem
nem capacidade para suportar um embate desta natureza e magnitude.</p>



<p>Pese
embora os encerramentos e a forçada cessação da atividade,
continuam a existir ordenados por pagar, impostos a pagar,
fornecedores por pagar, rendas por pagar, financiamentos em curso, um
mundo de responsabilidades que paira sobre muitas cabeças e
famílias.</p>



<p>Seguir-se-ão
fatalmente despedimentos, despejos, insolvências e muitas situações
complicadas a nível humano e empresarial, a menos que uma atuação
determinada do Estado o evite.</p>



<p>O Estado pode evitá-lo, sendo adotadas medidas fortes, realistas e adequadas, lançando-se mão de meios e medidas excepcionais, a exemplo do que temos visto acontecer em Espanha e França, por exemplo, onde foram adotadas medidas extraordinárias de carência no pagamento de rendas, energia, água, diferimento no pagamento de impostos e taxas, e moratórias/restruturação de financiamentos em curso, já para não falar na criação de apoios extraordinários aos trabalhadores e empresas, mediante  a constituição de fundos e linhas de crédito simplificado e com um regime bonificado a 3/5 anos e, sobretudo, com um regime de formalização célere.</p>



<p>Nada disto existe de momento em Portugal, e é imperioso que exista.</p>



<p>Não se espera que o Estado suporte os operadores económicos, mas espera-se que crie ou permita, via União Europeia, o acesso a um quadro de apoio ou a adoção de medidas reais que permitam a quem trabalha desenvolver a sua atividade de uma forma séria, empenha, sustentada, criando emprego, gerando riqueza, fazendo girar a nossa economia, reerguendo-se depois da hecatombe que se abateu sobre o setor da restauração.</p>



<p>“<em>Para
grandes males, grandes remédios.”</em></p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/filipe-barata-cronica-de-uma-pandemia-na%cc%83o-anunciada-2/">#resistir Filipe Barata: Para grandes males, grandes remédios?</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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		<title>#resistir Filipe Barata: Crónica de uma pandemia não anunciada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Filipe Barata]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 15:46:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos um tempo e status quo que, com exceção de pessoas do setor da saúde/ciência e investigação e de alguns visionários, v.g. Bill Gates, ninguém esperava viver neste momento, neste preciso ano de 2020.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/filipe-barata-cronica-de-uma-pandemia-na%cc%83o-anunciada/">#resistir Filipe Barata: Crónica de uma pandemia não anunciada</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vivemos
um tempo e <em>status quo</em>
que, com exceção de pessoas do setor da saúde/ciência e
investigação e de alguns visionários, v.g. Bill Gates, ninguém
esperava viver neste momento, neste preciso ano de 2020.</p>



<p>Trata-se,
na sua génese, de uma situação de emergência de saúde pública a
nível mundial, decretada pela OMS em 30/01/2020, e classificada como
uma pandemia desde 11/03/2020, com consequências a nível familiar,
social, económico e político, à escala mundial, sendo indiferente
a culturas, raças ou religiões.</p>



<p>Deter-nos-emos,
por agora, e brevemente, nas suas consequências ao nível da
restauração em Portugal.</p>



<p>O
setor da restauração em Portugal vivia uma aparente fase de
crescimento, impulsionada na sua quase totalidade pelo turismo e pela
faceta cosmopolita e grande diversidade gastronómica que soubemos
dar aos nossos principais destinos, ancorada num bom serviço e na
qualidade daquilo que era entregue aos clientes.</p>



<p>Trata-se de um setor em que, além do autoemprego, há que saber gerir uma realidade falsa que se traduz na existência de uma aparente liquidez em caixa, liquidez esta que mais não é que o desfasamento ou ciclo de vida do <em>cash-flow </em>até serem efetuados os pagamentos devidos a trabalhadores, Estado, fornecedores e toda a cadeia de <em>stakeholders</em>.</p>



<p>Mas
há uma outra característica transversal ao setor da restauração
em Portugal: ninguém dispõe de reservas ou de capacidade para
suportar as consequências de uma queda abrupta na procura, em mais
de 90%, seja em resultado do medo instalado, seja em resultado da
agora tão propalada, quanto necessária, “quarentena voluntária”.</p>



<p>Ninguém
está preparado para suportar um cenário de um ou dois meses sem a
receita normal da atividade, mantendo todos os demais encargos pagos
e em dia.</p>



<p>Não
é por má gestão, não é por má vontade.</p>



<p>É
assim porque o setor da restauração em Portugal não foi preparado,
nem podia, para tal choque e situação extraordinária de rutura,
por um lado e, por outro, porque estava a ensaiar uma retoma depois
da crise que nos assolou no início da década passada.</p>



<p>É
este, assim, um dos maiores desafios que o setor da restauração em
Portugal terá pela frente nos próximos tempos, depois de vencermos
aquele que agora nos desafia fatalmente enquanto seres humanos e
enquanto povo: o COVID-19.</p>



<p>Vencido
este desafio do COVID-19, será tempo da resposta do setor da
restauração em Portugal, e essa passará necessariamente por:</p>



<p>Resistir.</p>



<p>Reinventar-se.</p>



<p>Recomeçar.</p>



<p>Regressaremos
mais fortes.</p>



<p>Com a necessária articulação com o Estado, os Bancos, e todos os <em>stakeholders</em> com ligação ao setor.</p>
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