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	<title>Henrique Mouro, Autor em Etaste</title>
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	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
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	<title>Henrique Mouro, Autor em Etaste</title>
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		<title>#resistir Henrique Mouro: Ai que engraçado!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Henrique Mouro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Apr 2020 15:14:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Ai que engraçado que esteja neste fado! Ainda que há pouco não tenha estado muito melhor. Porque depois de tanto tempo ainda não me consigo ressentir. Tantos dias neste pranto que só eu conheço. E conheço tantos.</p>
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<p>Ai que engraçado que esteja neste fado! Ainda que há pouco não tenha estado muito melhor. Porque depois de tanto tempo ainda não me consigo ressentir. Tantos dias neste pranto que só eu conheço. E conheço tantos.</p>



<p>Tenho joias tão lindas, tão belas e das quais gosto tanto que nem sei bem. Mas vou-me esquecendo porque o tempo não me ajuda, até que depois há tantas outras que me agradam tanto. Tanto que até nem me lembro.</p>



<p>Mas muitas das minhas são tão antigas que me parecem velhas e gastas; que as cuidei tão mal que até o brilho se foi. Ou eu deixei de o conseguir ver. E tantas vezes lutei por elas tanto tempo. Como é possível?</p>



<p>Ter e deixar. Amar e esquecer? É engraçado!</p>



<p>Tempos em que a beleza era tão evidente e luzia em todos os olhos que a olhavam. Tão brilhante que cegava todos os que levantavam os olhos para se perder e se encontrar neste clarão que os alumiava. Tantos e tantos.</p>



<p>Quem não sentiu já a beleza do que já não há e a saudade do que já sentiu?</p>



<p>Ai que engraçado! Que tanto se sente do que já deixou de sentir! Mas que ainda já se tinha esquecido.</p>



<p>Esta minha joia rara, tão velha que já me pareceu vulgar. Mas hoje não! É linda, mas hoje não a posso pôr, pois à rua não irei! Amanhã talvez.</p>



<p>Hoje é a mais bela e formosa de todas as jóias, e eu sabia. Esqueci-me um bocadinho. Quero dizer, não me esqueci. Só não me lembrei um bocadinho. </p>



<p>Ainda que há pouco não valia mais que a outra que tinha visto numa montra luminosa. Não era a minha, mas brilhava muito. Tem uma alma própria e única e faz vibrar como mais nenhuma para mim e o engraçado é que já me disseram que não era a mais bonita. Que havia outras mais belas.</p>



<p>Agora a sério, eu sei que é. Já o é desde o tempo que deixei de ser cego. Porque olhei com os olhos de quem vê e com o coração de quem sente, e não há outra como esta. É a minha e tem tantos por maiores que ainda que haja maiores nunca serão tão grandes. </p>



<p>Foi primeira e imperfeita como poucas, foi perfeita e última como nenhuma outra, e é minha! </p>



<p>Que engraçado que depois dos brilhos todos consigamos ver no escuro, no fado e amanhã talvez possamos todos sair com a joia ao peito!</p>



<p>Mas depois de tanto menos merecer e tanto de pouco ser ainda cá estarmos sem mácula? </p>



<p>Claro que sim. Simplesmente. Com a força do que é muito mais que uma joia. Com a força de muitos que já passaram e os que virão. Não será novo mas importa mais que tudo isso.</p>



<p>É e será sem mais que isso e por mais que tudo, com ou sem desgraça. Mas depois de tanto menos merecer e tanto de pouco ser ainda cá estarmos sem mácula?</p>



<p>Claro que sim. Simplesmente. Com a força do que é muito mais que uma joia. Com a força de muitos que já passaram e os que virão. Não será novo mas importa mais que tudo isso.</p>



<p>É e será sem mais que isso e por mais que tudo, com ou sem desgraça, pois é a nossa!</p>
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		<title>#resistir Henrique Mouro: Segurar a tábua da disposição</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Henrique Mouro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 12:46:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nada, nem ninguém, nos poderia preparar para o que vivemos, certo e amplamente discutido. Os dramas pessoais, sociais, económicos, mundiais são tantos que não é fácil segurar a tábua da disposição.</p>
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<p>Em mais um dia que “sempre a perder”, não consigo abandonar-me à sina dos dias de hoje. Recuso-me. No início deste ano, e em matemáticas tontas de quem não desiste, pensei: Este é um ano bissexto, o que é só por si mais raro. Tenho agora 44 anos e faço 22 de profissão e mais umas considerações absurdas de quem também o é. Nada, nem ninguém, nos poderia preparar para o que vivemos, certo e amplamente discutido. Os dramas pessoais, sociais, económicos, mundiais são tantos que não é fácil segurar a tábua da disposição.&nbsp;Mas chego também à conclusão de que sempre assim foi, sempre houve alguém que em momentos de felicidade de outros esteve à beira do desaire. A diferença era a alternância. Ora tu, ora eu. E assim íamos vivendo amparados, sozinhos, felizes e completos. Mudou! O que não mudou e o que me dá aquela força de ir e ser? Não mudou os que quero, não mudaram os que me querem e não muda o que queremos. E aqui chego, o que queremos, para além de todas as vontades de cada um. A unidade e clubismos à parte, a união. Vinte e dois anos disto que se cozinha em 44 de vida. Pronto! A partir daqui já é mais do que a metade da minha vida. É mais que eu. E o que me trouxe!&nbsp;Trouxe-me a vida, as pessoas, o ver, o sentir, o aprender e o ser. Trouxe-me a humanidade que não sabia ter. Não quero voltar.&nbsp;Obrigado a tantos que vieram, foram, e aos que ficaram, um obrigado igual. Aos que estão cá, estarei enquanto me for permitido. Mas também aquele abraço só por isso. Sentir-me parte de vós é um privilégio.&nbsp;E hoje, depois de mais um dia, já de si nada fácil e por tudo, com as pequenas vitórias e os dramas de cada qual; perdemos mais um. Não somos nada individualmente, somos muito como um todo, mas ainda assim pode ser melhor. Pelo todo. Apeteceu-me partilhar o meu estado de alma e obrigado por haver desse lado alguém que eu respeito e que me atura. Não estou feliz, mas não desisto de tentar. Mesmo num dia em que se perdeu mais um. Diriam os outros: Mais um “pintor morreu”.</p>
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