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	<title>João Sá, Autor em Etaste</title>
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	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
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	<title>João Sá, Autor em Etaste</title>
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		<title>#resistir João Sá: O “jantar fino” não pode morrer</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 15 Apr 2020 11:25:05 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A minha reflexão recai sobre o “fine dining” em Portugal. Não poderemos perder este sector da restauração que, quer queiramos quer não, é um motor de arranque para muitos cozinheiros irem beber da técnica e do modus operandi destes locais e, posteriormente, adoptar estes sistemas em outros restaurantes mais casuais.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-joao-sa-o-jantar-fino-nao-pode-morrer/">#resistir João Sá: O “jantar fino” não pode morrer</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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<p>Futurologia: diz o dicionário que é o estudo das pesquisas que visam prever um dado momento do futuro.&nbsp;Tenho&nbsp;<em>ouvisto</em>&nbsp;diversos chefes mundiais falar sobre o futuro dos restaurantes e fico alarmado com a opinião da maioria dos chefes/restauradores, como a do chefe David Chang, que refere que a restauração, como a conhecemos, vai desaparecer e se reinventar. Dz ele que apenas vão ficar os restaurantes das grandes cadeias que têm poder de suportar a crise. E, como tal, esta mudança irá trazer graves problemas associados à falta de ética na produção, na saúde futura de quem consome produtos com falta de vitaminas e muitas calorias, entre tantos outros.&nbsp;Outros, como Pierre Gagnaire, recordam que já estiveram na falência e que o nosso trabalho detém a joia: A socialização e iremos precisar dela urgentemente.&nbsp;No oposto de David Chang, temos o Andoni Aduriz que, num<em>&nbsp;live</em>,&nbsp;referia que ao falar com a mãe de 90 anos sobre esta crise, ela referia: “qual crise! Tens o que comer e onde dormir, crise é não saber quando se vai comer e onde se vai dormir”. Ele também referia que o Mugaritz esteve em crise desde o início, um pânico constante da busca criativa e incessante pela conceptualidade da experiência, logo este momento era mais um momento de pânico entre tantos outros.&nbsp;</p>



<p>A minha reflexão recai sobre o “fine dining” em Portugal. Não poderemos perder este sector da restauração que, quer queiramos quer não, é um motor de arranque para muitos cozinheiros irem beber da técnica e do&nbsp;<em>modus operandi&nbsp;</em>destes locais e, posteriormente, adoptar estes sistemas em outros restaurantes mais&nbsp;<em>casual.&nbsp;</em>Desta forma, permite-se que o comensal tenha a possibilidade de usufruir um produto de qualidade tratado por uma mão e um cérebro que detém imensa informação para não o estragar.&nbsp;Não esquecer também o trabalho dos escanções que vieram dos restaurantes de topo e que agora se tornam uns agentes do nosso vinho Português tratado com respeito e orgulho!&nbsp;São também estes restaurantes que, não só alimentam o corpo, como também proporcionam a experiência extrema onde cada pormenor de serviço é tratado com cuidado. Não posso negar que muitos restaurantes tradicionais também nos dão uma experiência, mas com diferentes valores e diferentes ângulos do que queremos alcançar.&nbsp;Não esquecer que muitos destes restaurantes resgatam receitas e produtos quase esquecidos, fazendo um brilhante trabalho com eles, como por exemplo o projecto Matéria do João Rodrigues.&nbsp;Existem também&nbsp; outros restaurantes&nbsp; mais&nbsp;<em>casual&nbsp;</em>que<em>&nbsp;</em>oferecem uma experiência normalmente associada ao social, um lado dito mais&nbsp;<em>cool&nbsp;</em>trazendo mais interesse para diversos clientes mas digamos de bem verdade que muitas vezes a comida nem o serviço são os protagonistas.&nbsp;Relembro refeições memoráveis como a do Quique Dacosta, em Dénia, ou do Geranium, em Copenhaga, porém também me lembro de uma excelente rechina com o André Magalhães, no Alentejo, num restaurante típico. Importante é que  continue a haver espaço para todos e comensais para todos, porque a cadeia montada tem centenas de anos de história.  </p>
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		<title>#resistir João Sá: O sonho</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Sá]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 24 Mar 2020 12:05:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Felizmente toca o despertador e volto à realidade, os amigos estão cá, com vontade de lutar, Lisboa continua a ter uma luz linda, estamos todos mais solidários do que nunca.</p>
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<p>Levantei-me da cama na manhã meio nublada e  perto do que será o primeiro dia da primavera. O corpo já dormente, de tanto sofá, e a visão já distorcida de tanta tv, grupos de whatsapp com imensas mensagens e mais uma vez usado o skip Botton de tanta desgraça e comic vídeos. Gosto de pessoas, porra, não de uma conversa em mensagens por telefone. Já vários chefes invocaram isto da hospitalidade, um ramo que vive e restaura pessoas e os retira por um segundo da realidade do dia a dia, a experiência! Primeiro pé no chão, logo de seguida o outro e, zás, uma dor forte atinge o dedo grande! A mente pardacenta da falta de actividade não reage à dor e mete o corpo a andar! Outro passo e novamente a dor, se calhar é melhor ver bem. Dedo inchado e mais uma vez uma unha que se encrava resultado de anos de socas de biqueira de aço nos pés. Vou a casa de banho e pego no estojo de primeiros socorros. A mente finalmente acorda e pensa! F@&amp; era tão bom que esta caixa tivesse lá dentro a vacina que tanto esperamos?! </p>



<p>Aberta a caixa lá está uma seringa com a vacina que tanto se pretende! É uma alegria que só a senti quando a minha filha nasceu! A dúvida persiste quem vai tomar esta vacina? Se calhar é melhor ligar a uma farmacêutica para reproduzir isto? A chamada foi bem sucedida iremos finalmente ter a vacina para este vírus que deixou todos doidos! Feliz de poder voltar à rua e seguir com a profissão que escolhi há 16 anos, vejo que Lisboa já não tem a mesma luz, que vários amigos já não estão entre nós e que a força anímica de todos é fraca ou diria mesmo nula. Não temos vida na cidade! <br>Felizmente toca o despertador e volto à realidade, os amigos estão cá, com vontade de lutar, Lisboa continua a ter uma luz linda, estamos todos mais solidários do que nunca e que apesar de, mais uma vez, o nosso governo nos desiludir a raça lusitana mantém-se acessa!</p>
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