<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Mauro Loureiro, Autor em Etaste</title>
	<atom:link href="https://etaste.pt/perfil/mauroloureiro/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://etaste.pt/perfil/mauroloureiro/</link>
	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
	<lastBuildDate>Tue, 31 Mar 2020 19:09:55 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://etaste.pt/wp-content/uploads/2017/02/icon_etaste_web.png</url>
	<title>Mauro Loureiro, Autor em Etaste</title>
	<link>https://etaste.pt/perfil/mauroloureiro/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">123931852</site>	<item>
		<title>#resistir Mauro Loureiro: Ensaio sobre alimentação (II)</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Loureiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 19:46:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[coronaví]]></category>
		<category><![CDATA[Ensaio alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[mauro loureiro]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=23931</guid>

					<description><![CDATA[<p>Temos de pensar que os recursos do planeta são finitos e que os mesmos precisam de ciclos para se regenerarem, temos de respeitar a nossa casa, viver em equilíbrio e cuidar de todos os seres.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao/">#resistir Mauro Loureiro: Ensaio sobre alimentação (II)</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p> <em>(continuação do Ensaio publicado ontem)</em></p>



<p>O pioneiro na área da carne cultivada foi Mark Post, um cientista holandês que
produziu o primeiro hambúrguer.
</p>



<p>Para se perceber a necessidade de procurar alternativas para a produção de carne,
ficam alguns números :
</p>



<p><strong>Animais Abatidos </strong></p>



<p>1970 &#8211; 13 mil milhões<br>2019 &#8211; 65 mil milhões<br><strong>Consumo Mundial de Carne<br></strong>1970 &#8211; 101 milhões de toneladas<br>2019 &#8211; 329 milhões de toneladas<br>Expectativa para 2050 &#8211; 425 milhões de toneladas<br> </p>



<p>O grande problema no consumo de carne encontra-se na produção intensiva e não nos pequenos produtores. O atropelo ao bem estar animal e ao ambiente, o uso de hormonas e antibióticos constituem uma factura muito alta para o planeta e humanidade. </p>



<p>O processo de carne cultivada passa por isolar um pequeno volume de células animais e
colocá-las numa solução que contém todos os nutrientes necessários para elas se
multiplicarem como se estivessem no corpo do animal. Uma única amostra de células permite
desenvolver 10.000 kg de carne cultivada, ou seja, bastariam 150 vacas para assegurar o
consumo actual de carne no globo. As vantagens ambientais são evidentes desde que a
produção em larga escala não dependa de combustíveis fosseis.
</p>



<p>A carne que deriva desta produção em laboratório é dada a provar à equipa de cozinheiros que aprovam os parâmetros de sabor e textura. O passo seguinte será a produção em larga escala, semelhante à produção de cerveja, ou seja, em silos com capacidade para toneladas. O tempo de produção varia de 10 a 14 dias, é um ciclo de produção muito acelerado. O resultado é muito semelhante a uma carne picada. </p>



<p>Embora de momento não seja viável, há a possibilidade de no futuro reproduzir peças
de carne.
</p>



<p>Não se usam hormonas ou antibióticos e não há salmonelas, bactérias ou vírus. Nem
qualquer tipo de contaminação relacionada com o abate já que na produção em linha as
entranhas e material fecal do animal podem contaminar facilmente a carne.
</p>



<p>Prevê-se que, em 2023, esta alternativa tenha o mesmo preço da carne convencional. Existem cerca de 40 empresas em todo o mundo a trabalhar nesta área, muitas delas financiadas pela industria de criação intensiva como a Bell Food ou o gigante Tyson Food. Bill Gates e Richard Branson também investiram nestas empresas. </p>



<p>Outra área em franco desenvolvimento é a Agricultura Vertical em Ambiente
Controlado.
</p>



<p>O seu desenvolvimento ocorreu depois do desastre nuclear que ocorreu em Fukushima,
no Japão, de que resultou uma contaminação dos terrenos agrícolas.
</p>



<p>A agricultura começou por querer controlar os factores que influenciam o crescimento
das plantas. Esse controlo tem sido progressivo ao longo dos séculos, começou em campo
aberto, criaram-se instrumentos para auxiliar os trabalhos e uniformizar, fertilizantes,
pesticidas. De seguida, vieram as estufas e os últimos parâmetros que não eram controlados
era luz, humidade e temperatura. As empresas Spread em Quioto, Aralab e Jungle Greens a
operar em território nacional desenvolvem este tipo de agricultura que permitirá no futuro,
por exemplo, os hipermercados a terem a horta de produtos nas suas caves, anulando o
transporte e garantindo a frescura. Num futuro próximo será, inclusivamente possível, ter em
casa um pequeno equipamento para produção e consumo próprio.
</p>



<p>Numa perspectiva de eficiência energética estas arcas são iluminadas por uma luz LED
magenta, pois as plantas só absorvem o vermelho e o azul do espectro através da clorofila e
do beta-caroteno que fazem parte da sua composição. O algoritmo que controla a produção
através de Inteligência Artificial, reproduzindo situações como noites frias ou mais ou menos
vento, regula este conjunto de mecanismos optimiza a produção nomeadamente, o teor de
fibras, o aroma, o sabor.
</p>



<p>Não se usam pesticidas, eliminam-se dessa forma a contaminação dos solos e lençóis freáticos, não é necessário lavar estes produtos, pois não contém nenhum tipo de contaminação, isso aumenta o tempo de prateleira e reduz o desperdício. Reduz drasticamente o consumo de água, só usa 5% da água dos métodos tradicionais e o espaço necessário para a produção. Por exemplo, as 45000 toneladas de alface produzidas em Portugal ocupam 2000 hectares, com esta tecnologia é possível a mesma produção em 10 hectares. </p>



<p>A ciência está a desenvolver tecnologias para nos ajudarem a equilibrar o planeta.
</p>



<p>Não sou fundamentalista, como todo o tipo de alimentos, mas tenho consciência. Temos
de mudar hábitos, para obter resultados diferentes.
</p>



<p>Temos de pensar que os recursos do planeta são finitos e que os mesmos precisam de
ciclos para se regenerarem, temos de respeitar a nossa casa, viver em equilíbrio e cuidar de
todos os seres.
</p>



<p>Tempo de refletir, mudar hábitos e sobretudo aprender.<br>
A nossa alimentação vai mudar e temos de estar preparados para isso.
</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao/">#resistir Mauro Loureiro: Ensaio sobre alimentação (II)</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23931</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir Mauro Loureiro: Ensaio sobre alimentação (I)</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Mauro Loureiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Mar 2020 17:32:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[mauro loureiro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=23834</guid>

					<description><![CDATA[<p>O mundo acordou com as ruas desertas e com a população em casa, de quarenta forçada ou voluntária, pois a humanidade trava uma batalha que nunca imaginou ser possível existir.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao/">#resistir Mauro Loureiro: Ensaio sobre alimentação (I)</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O mundo acordou com as ruas desertas e com a população em casa, de quarenta forçada ou voluntária, pois a humanidade trava uma batalha que nunca imaginou ser possível existir. Para muitos de nós quase parece o cenário de um guião de Scott Z. Burns e que brevemente isto vai terminar, que não passou de um pesadelo.&nbsp;</p>



<p>A área de hotelaria e restauração é das mais afectadas, pois vive de pessoas e para as pessoas, com as mesmas de quarentena não existe negócio. Aliado a isto temos um sector com alguma debilidade, nomeadamente para os pequenos grupos e restaurantes. A carga fiscal é imensa, o lay off simplificado não contém medidas claras de ajuda, prevê-se que para superar esta crise vão ser necessárias medidas mais amplas e que efetivamente apoiem o sector. Caso contrário o desemprego vai disparar, o que prejudica ainda mais a economia do país neste momento.&nbsp;</p>



<p>Verifica-se que a humanidade mantém sempre a esperança, apesar das dificuldades, conseguimos priorizar: ter saúde, estar com os nossos, cozinhar, rir, dançar, cantar, ler são actividades que normalmente esquecemos no rebuliço do dia-a-dia e agora, de rompante, temos tempo para todas elas. Temos tempo para reflectir.&nbsp;</p>



<p>Nesta reflexão deverá existir uma questão: “ Como chegámos a isto?”.&nbsp;</p>



<p>Trabalho na área da alimentação e, por esse facto, o meu pensamento direciona-se sempre para esta temática. Começo por analisar alguns factos.&nbsp;</p>



<p>Em 1950 a população mundial era de 2,4 mil milhões, em 2015 correspondia a 7,3 mil milhões, em 2050 a ONU estima que será de 9,7 mil milhões e em 2100 será de&nbsp;aproximadamente 11,2 mil milhões, altura em que foi projetado que possa começar-se a atingir um patamar e estabilização do crescimento da população mundial.&nbsp;</p>



<p>Como se alimenta a humanidade?&nbsp;</p>



<p>A indústria alimentar está dependente dos recursos naturais do planeta e de 1950 até aos nossos dias o crescimento populacional foi abrupto, produzir alimentos para uma população em constante crescimento, obriga a industria a ocupar cada vez mais terrenos no planeta, que estavam reservados à vida selvagem. Sem pensar nas consequências ou sem sentir directamente os efeitos desta conduta, o homem continua a desbravar. Consumimos muita água do planeta, poluímos os solos e lençóis freáticos, emitimos CO2, mas na prateleira do hipermercado não falta nada. Os hábitos alimentares também mudaram radicalmente, pois a indústria alimentar consegue produzir quantidades, até excedentes, de produtos nobres para comercializar. Se recuarmos 50 anos, o consumo de carne, ou peixe era duas vezes por semana em média, a matança do porco fornecia carne para um ano. Hoje consumimos proteína animal no mínimo 14 vezes por semana, duas vezes por dia.&nbsp;</p>



<p>Há quatro consequências diretas da produção de carne de vaca à escala global: a superfície ocupada pelas pastagens (para que uma vaca produza um quilo de proteína, tem de consumir entre 10 a 16 quilos de cereais); a água consumida pelos animais (para ter um quilo de carne, o consumo é de 15 mil litros de água) e pelo processo de produção; os gases de efeito estufa gerados pela flatulência do gado (segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura equivalem a 14,5% do que é lançado para a atmosfera); e a energia necessária para alimentar a indústria.&nbsp;</p>



<p>Como se pode perceber pelos números referidos dentro em breve será insustentável continuarmos neste sentido, situações como aquela em que estamos são uma oportunidade de repensar tudo isto, para evitar problemas futuros tão disruptivos como o atual.&nbsp;</p>



<p>A ciência está ciente destes problemas que a humanidade enfrenta e começa a estudar soluções. Vítor Espírito Santo, Director de Agricultura Celular da empresa Just, apresentou em Portugal recentemente o Just Egg &#8211; uma alternativa vegetal ao ovo. Produzido a partir da proteína do feijão mungo, o objetivo é que confira aos preparados um sabor e textura idênticos aos do ovo, assim como boas características nutricionais. Note-se, contudo, que sendo a fonte proteica diferente, o teor de aminoácidos difere também, mas o valor em percentual mantém-se; exclui-se a gordura saturada e privilegia-se a gordura monoinsaturada. Os valores de ferro e vitamina A são menores ou inexistentes. </p>



<p>A produção do Just Egg comparativamente à do Ovo normal reduz a pegada ambiental significativamente, ou seja, consome apenas 2% da água necessária para produzir quantidade idêntica do ovo normal, ocupa 14% do solo e reduz a pegada de carbono para 7%. Neste estudo de impacto ambiental a empresa dos EUA não contempla a embalagem de plástico e o transporte do feijão produzido na Ásia, mas para reduzir custos e impacto ambiental a empresa começa a criar parcerias em todo o mundo para garantir a produção de feijão e desta forma reduzir distâncias. Este produto foi desenvolvido com apoio de cozinheiros que pertencem à equipa e é comercializado nos EUA, Canadá e Ásia. </p>



<p>A empresa Just também é uma das várias empresas a nível mundial a trabalhar, desde 2011, na produção de carne cultivada, um produto produzido em laboratório a partir de células dos animais, dispensando o abate de vacas, porcos ou galinhas. </p>



<p><em>(não perca a continuação deste artigo amanhã)</em></p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-mauro-loureiro-ensaio-sobre-alimentacao/">#resistir Mauro Loureiro: Ensaio sobre alimentação (I)</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23834</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
