<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>José Júlio Vintem, Autor em Etaste</title>
	<atom:link href="https://etaste.pt/perfil/josejuliovintem/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://etaste.pt/perfil/josejuliovintem/</link>
	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
	<lastBuildDate>Tue, 21 Apr 2020 16:35:40 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://etaste.pt/wp-content/uploads/2017/02/icon_etaste_web.png</url>
	<title>José Júlio Vintem, Autor em Etaste</title>
	<link>https://etaste.pt/perfil/josejuliovintem/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">123931852</site>	<item>
		<title>#resistir José Júlio Vintém: Voar</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-voar/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-jose-julio-vintem-voar</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[José Júlio Vintem]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Apr 2020 13:34:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes e Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[aves]]></category>
		<category><![CDATA[chefes e restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[josé júlio vintem]]></category>
		<category><![CDATA[voar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=25020</guid>

					<description><![CDATA[<p>Os pássaros lavam-se numa poça de água e são lindos, brilhantes, sacodem as asas e parecem criar o seu próprio arco íris em sua volta. Já imaginaram criar o vosso próprio arco íris em vossa volta? Fazerem um arco íris em que, em cada ponta, tivessem um tesouro?! E que tesouro seria esse? O que realmente vale tudo para cada um de vós? Dinheiro? O que interessa isso a um pássaro?</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-voar/">#resistir José Júlio Vintém: Voar</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Já imaginei varias vez como seria voar&#8230;<br>De avião já tenho umas horas valentes. Agora ser uma ave e voar ao sabor do vento, isso é que deve ser fantástico mesmo. </p>



<p>Vejo da minha janela várias aves, nem sei quantas, umas muito pequenas que saltitam de ponto em ponto e vão apanhando a sua comida aqui e ali, depois há os melros, e esses eu adoro, já não os como há muitos anos, desde que comecei a apreciar o seu canto, como podem imaginar, não vou comer o vocalista da minha música preferida. O canto do melro é extraordinário. Já o rouxinol, nunca fiz questão de comer. Desde cedo foi uma ave que me impressionou pelos seus dotes vocais. No Porto da Espada às 6 da manhã nas festas de Agosto, ouvir os rouxinóis a cantar ao alvorecer, era o meu sonho e sonhava, com essa melodia. Não percebi até hoje, porque não fui morar para lá, talvez por ouvir o melro, na casa onde moro.<br>Estimo muito o cantar dos pássaros. Sou perfeitamente louco, por ouvir de manhã a sinfonia que é o alvorecer destas criaturas, algumas mais pequenas que um dedal, e com uma voz, canto, que acordam qualquer pardal.<br>E voam!<br>Porra!<br>Elas voam!<br>Devem curtir que nem imagino, subir e depois vir a pique, a quê? Tipo 300 km hora e poisam num raminho de urtiga! Ohhhhh cum cacete, tu saltas de uma pedra para outra, a atravessar um riacho, pumba de rabo no charco, vens todo encharcado, cheio de lama nas patas e com sorte nas ventas.<br>Os pássaros lavam-se numa poça de água e são lindos, brilhantes, sacodem as asas e parecem criar o seu próprio arco íris em sua volta. Já imaginaram criar o vosso próprio arco íris em vossa volta? Fazerem um arco íris em que, em cada ponta, tivessem um tesouro?! E que tesouro seria esse? O que realmente vale tudo para cada um de vós? Dinheiro? O que interessa isso a um pássaro?<br>Seria um Monte, de alpista para um pintassilgo, um bando de minhocas para um melro? Ou um monte de migalhas de bolo finto, para um pardal?<br>O que sabemos sobre os nossos tesouros secretos? O que mais queremos?<br>Provavelmente nada, que interesse a um pássaro!<br>O que são realmente os nossos tesouros?<br>Demasiadas perguntas, demasiadas respostas, somos muito complicados!<br>Ser um pássaro é uma cena muito mais fácil, se cantas bem não te vão comer. O que pensam então os pássaros de nós? Pesadas bestas, mais pequenas que vacas, mas maiores do que cães?<br>Não ladram.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-voar/">#resistir José Júlio Vintém: Voar</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">25020</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir José Júlio Vintém: Um dia de cada vez</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-um-dia-de-cada-vez/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-jose-julio-vintem-um-dia-de-cada-vez</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[José Júlio Vintem]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Apr 2020 10:22:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[chefes de cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[chefes e restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[ficar em casa]]></category>
		<category><![CDATA[josé júlio vintem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=24345</guid>

					<description><![CDATA[<p>Tudo o que te parecia claro e evidente, te começa a parecer um pouco menos óbvio. Afinal o desejo que tinhas, a ambição de conhecer outras culturas, outras paragens, ficam reduzidas a um clic ou a um passar de um dedo numa tela de televisão.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-um-dia-de-cada-vez/">#resistir José Júlio Vintém: Um dia de cada vez</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Todos os dias, de quando em vez, me lembro de quando renascia tudo de novo outra vez. Tudo mudava, de repente, tudo se tornava igual. Os jogos que jogávamos na rua, ao pião, à macaca, ao lá vai alho, jogos de escondidas e apanhadas. Olhávamos para o céu e fazíamos triticos com as estrelas, sonhávamos com um desejo que nem sequer sabíamos desejar. E que bom era o não saber, o inculto é mais culto quando o desejo é limitado e vão. O ignorante o mais sábio perante a incerteza de uma situação.</p>



<p>O que quero hoje e não quero, onde me leva?</p>



<p>A lugar nenhum e a todo o lado! Perdido no futuro a agarrado ao passado. O que quero, o que desejo, tudo tem a ver com um conhecimento adquirido que… não! Não vais conhecer! Não vais aprender! Simplesmente não vais porque não podes! E depois? Depois, nada. Ficas, ficas e não sais de casa!</p>



<p>Tudo o que parecia claro e evidente, começa a parecer-te um pouco menos óbvio. Afinal o desejo que tinhas, a ambição de conhecer outras culturas, outras paragens, ficam reduzidas a um clic ou a um passar de um dedo numa tela de televisão.</p>



<p>Em casa temos um mundo a explorar! Onde vivemos, onde sempre estivemos, mas não conhecemos! E que de repente nos apercebemos que, não temos uma casa. Mas sim um dormitório.</p>



<p>E agora&#8230;</p>



<p>A paixão de ficar em casa. Transformou-se em ódio, não nos reconhecemos no nosso leito de conforto, o amor que sempre tivemos por uma simples pantufa, se transforma em desprezo e ódio pelo ócio.O negócio inimigo do ócio, amigo da saúde. Em que ficamos?</p>



<p>Em 1988, andava eu na escola secundária aprendendo os dramas da peste negra e outros dramas da história, como o grande fogo de Roma, mas o nosso interesse era mais ir comer uma empada de galinha acabada de sair do forno, na taberna do sr. Marchão, onde os petiscos variavam entre as empadas, o bucho grelhado, a mioleira de rim, ou os diversos escabeches.</p>



<p>Achávamos muito estranho, o racionamento imposto pelo dito senhor, primeiro, só servia uma empada por pessoa, de seguida, não servia brancos traçados, dizia “aqui, não se estraga, nem o vinho, nem a gasosa”. Então, cinco imperiais! A melhor da cidade e das melhores que me lembro de ter bebido. Servia do seguinte modo: primeiro distribuía os restos do tabuleiro por debaixo da bica por todos os copos, de seguida, tirava as ditas imperiais, Cristal, a marca da cerveja. Perante as reclamações dizia: “Então? Esta quem é que a paga?”. Ninguém reclamava.</p>



<p>Claro que, depois destas aulas, depreciativas e de tantas calamidades, aquilo até fazia algum sentido. Ou não.</p>



<p>O que será que nos espera, nestes tempos de peste com nome de Covid? E que de negro nos atormenta a mente. De que nos lembramos? Quais as nossa vivências e experiências? O que sabem os <em>yupies</em> e <em>millenials </em>sobre gerir rações de combate ou subsistir? Como dizia o meu avô “ cá calharás”.</p>



<p>Depois vieram os Pink Floyd com o delicate sound of thunder, e o learning to fly, e confortbly numbe, os Xutos sempre a partir os GNR a partir, mas, corações e emoções, a Dina com o amor de agua fresca, porra, que fomos tão felizes, e vivemos a ouvir as estórias dos pais e dos avós, da guerra e do 25 de Abril, “Liberdade” mas o que é essa merda? É ficar em casa? É não poder sair à rua?</p>



<p>É ter uma sardinha para quatro? É passar fome? É ter um par de sapatos em casa para a família?</p>



<p>Estão a gozar? O que eu sonhei ter ido a woodstock e, como o Joe Cooker, gritar “I need a litle help for my friend”.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-um-dia-de-cada-vez/">#resistir José Júlio Vintém: Um dia de cada vez</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24345</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir José Júlio Vintém: Futuro</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-futuro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-jose-julio-vintem-futuro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[José Júlio Vintem]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Apr 2020 10:07:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[alentejo]]></category>
		<category><![CDATA[chefes e restaurante]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[josé júlio vintem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=24136</guid>

					<description><![CDATA[<p>Mas, ao mesmo tempo, nunca se pensou tanto no futuro como agora e nunca a base de criação, ou seja, o parar para pensar, foi tão longo e tão extenso, tantas mentes a pensar no seu futuro e no seu desenvolvimento interior, no seu eu e no seu próximo, na sua casa, no seu negócio, na sua vida e no modo como a têm vivido.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-futuro/">#resistir José Júlio Vintém: Futuro</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Satisfazer o cliente, fazer uma cozinha regional de autor. Servir bem, criar e gerir emoções e paladares, fazer soar as campainhas do paraíso a cada garfada de uma orelha de porco grelhada, ou de uma dentada numas pétalas de toucinho cremosas, crocantes, cheias de sabor!</p>



<p>No filme&nbsp; “into the wild” o sonho dele era ser feliz a ser selvagem e a aproveitar tudo o que a natureza nos dá, um pouco o que gosto de fazer ao pegar em três ingredientes puros e, com simplicidade, colocar as papilas gustativas a saltar, o cérebro a sonhar e afinal o paraíso existe, como dizia Emile Hirsh neste grande filme “de que serve a felicidade se não a puderes partilhar”. Tenho a sorte de viver numa família linda e maravilhosa, que gosta de comer e aprecia os bons sabores e prazeres da gastronomia. Lido com palatos de A a Z, cinco pessoas cinco paladares diferentes, é fantástico cozinhar assim, com o sentido de multidisciplinaridade. Tenho que agradar à Francisca que, com sete anos, gosta de frango cozido, massas e cabeças de passarinhos fritos, come tudo mas com o toque da simplicidade sem grandes complicações; depois, com 16 e 18 anos, os meus filhos estão a ficar cada vez mais exigentes e comem, com gosto, tudo o que for à mesa e tenho a minha amada Catarina, que é a minha maior fã e também a minha maior crítica.&nbsp;</p>



<p>E vai daí, o que eu queria mesmo, era mesmo o meu sonho, era abrir um restaurante! E, em 2002, este sonho concretizou-se. Há 18 anos que mostro e ponho a minha partilha e felicidade na mesa, impedido agora de o fazer por causa deste maldito vírus, estou a sofrer, a sofrer não só por mim, mas por todos os que em agonia sofrem.</p>



<p>Mas, ao mesmo tempo, nunca se pensou tanto no futuro como agora e nunca a base de criação, ou seja, o parar para pensar, foi tão longo e tão extenso, tantas mentes a pensar no seu futuro e no seu desenvolvimento interior, no seu eu e no seu próximo, na sua casa, no seu negócio, na sua vida e no modo como a têm vivido. Sim, porque o futuro nunca foi feito de tanto passado como hoje quando nos deparamos com a paragem.</p>



<p>Imaginem quando estamos todos à conversa, numa jantarada num monte algures no Alentejo, isolados, com as luzes ligadas, o barulho do frigorífico, barulhos parasitas de um monte e de repente vai-se a luz&#8230; o silêncio, a paragem de tudo, quase que ouvimos o coração da pessoa que está ao nosso lado e a nossa preocupação é: o que possa ter causado aquela falha de energia? É noite e recorremos a velas, o lume da lareira não se apagou e ouvimos o estalar da lenha a arder que até aí nem tínhamos reparado, o barulho dos chocalhos dos animais lá fora, o cão a ladrar, a música estava alta é que o Wynton Marsalis tem que se Ouvir Alto, “é geral” alguém grita do quadro elétrico, e então fica tudo à conversa sobre os temas mais diferentes e alguns até bastante assustadores como fantasmas e aterradores seres de outro mundo e dimensão, assamos um chouriço nas brasas bebemos mais um tinto e sentimo-nos reconfortados pelo silêncio. Quando volta a electricidade… porra, podíamos estar assim mais um bocadinho sem o sentimento de culpa de irmos desligar o quadro e descongelarmos o congelador ou arrefecer o forno eléctrico.&nbsp;</p>



<p>Quando a nossa luz voltar, em relação à economia, sei que vão ser momentos difíceis, mas em relação à criatividade, meu Deus, estou ansioso por ver a avalanche de ideias que aí vêm no retomar do ciclo e da ansiedade de tornar as pessoas felizes e satisfeitas como nunca.</p>



<p>Como se diz no Alentejo em relação aos carneiros e à vida “quanto maior é o recuo, maior é a desterrada”.</p>



<p>E quando a luz se voltar a acender vamos todos olhar uns para os outros e pensar que, quando estivemos parados fomos tão felizes apesar da ansiedade que tudo descongele.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-jose-julio-vintem-futuro/">#resistir José Júlio Vintém: Futuro</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24136</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir José Júlio Vintém: Diário de um cozinheiro em Portalegre #2</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[José Júlio Vintem]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 21 Mar 2020 19:40:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[chefes e restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[diario de um cozinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[governo português]]></category>
		<category><![CDATA[josé júlio vintem]]></category>
		<category><![CDATA[resistir]]></category>
		<category><![CDATA[restauração portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[restaurante tombalobos]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes alentejanos]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes e Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes em portalegre]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=23571</guid>

					<description><![CDATA[<p>Quando te vi pela primeira vez eras somente um olho de uma parreira com desejo de um dia vir a ser um cacho ou simplesmente uma sombra. Graças ao coronavírus (ou covid-19), vejo-te crescer todos os dias. É</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-2/">#resistir José Júlio Vintém: Diário de um cozinheiro em Portalegre #2</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando te vi pela primeira vez eras somente um olho de uma parreira com desejo de um dia vir a ser um cacho ou simplesmente uma sombra. Graças ao coronavírus (ou covid-19), vejo-te agora crescer todos os dias. É bonito ver como cresces cerca de cinco centímetros por dia e, tal como eu, vais vendo os dias passando e a saudade dos amigos aumentando.<br><br>Hoje fazem anos o Ricardo Nogueira, mestre na assadura de leitões no seu restaurante Mugasa e o grande, o soberbo, o majestoso e grande amigo Miguel Castro e Silva. Este ano não vamos estar juntos no seu aniversário a beber umas pingas boas e a defumar uns peixinhos com o dedo mindinho da mão esquerda, assim só porque sim.</p>



<p>Porra, que belo fim de semana este que se aproxima, com direito a sol e chuva. Os nabos estão contentes e as gentes também que da janela veem o São Pedro a sorrir e a dar sentido à vida, nesta primavera que hoje começa para o resto das nossas vidas. Primavera essa tão viva e fugaz como tantas outras para a mãe natureza, mas em especial para cada um de nós, que a pode apreciar dentro dos nossos lares como se fossemos ouriços caixeiros acabados de hibernar e nos víssemos privados de a desfrutar.<br><br>Vamos ser diferentes a partir de agora, estou certo que sim, mais felizes e mais integrados no que é nosso. Vejo da minha janela a torre de ver a luz mencionada pelo grande escritor da nossa praça, Rui Cardoso Martins, no seu grandioso livro “E se eu gostasse muito de morrer”, inspirado na frase de Dostoievski em “Crimes e castigos” e onde nos leva uma janela…Enfim, tudo para lembrar que houve outros tempos em que essa torre servia para ver a iluminação de uma cidade a ser ligada! E agora, nada nos parece mais distante. E de repente estamos de fim de semana em casa, olhem, estamos todos em casa! A sério que não me lembro da ultima vez que estive num sábado em casa com a família. Choro de alegria e de tristeza, mas sei que vamos ser muito melhores pessoas a partir daqui. E a primavera lá estará para nos confortar com a sua força.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-2/">#resistir José Júlio Vintém: Diário de um cozinheiro em Portalegre #2</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23571</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir José Júlio Vintém: Diário de um cozinheiro em Portalegre #1</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-1/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-1</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[José Júlio Vintem]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 15:40:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[chefes e restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[diario de um cozinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[governo português]]></category>
		<category><![CDATA[josé júlio vintem]]></category>
		<category><![CDATA[resistir]]></category>
		<category><![CDATA[restauração portuguesa]]></category>
		<category><![CDATA[restaurante tombalobos]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes alentejanos]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes e Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes em portalegre]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=23255</guid>

					<description><![CDATA[<p>Levo 18 anos ao fogão do restaurante Tombalobos e os anos, o meu trabalho e a minha equipa fizeram com que fosse convidado para muitos destinos deste mundo, conhecendo e apreciando outros modos de estar e cozinhar, outras formas de ser feliz.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-1/">#resistir José Júlio Vintém: Diário de um cozinheiro em Portalegre #1</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Temos cada um de nós uma noção de Mundo Planeta, uns dizem que é plano, outros acreditam em misteriosas criações de um Deus.<br>Esse Deus também criou os alentejanos que fazem parte deste mundo onde eu, com orgulho, me incluo. Levo 18 anos ao fogão do restaurante Tombalobos e os anos, o meu trabalho e a minha equipa fizeram com que fosse convidado para muitos destinos deste mundo, conhecendo e apreciando outros modos de estar e cozinhar, outras formas de ser feliz.<br>Achei e acho o Alentejo o melhor sitio do mundo para se viver, do meu mundo.<br>Tal como eu outros colegas de profissão se juntam a mim e acreditam que neste nosso lugar no mundo, seriamos intocáveis, nada menos verdade.<br>A impotência com que lidamos com a natureza, leva-me a acreditar que somos realmente insignificantes seres que vivemos enquanto ela quiser. Mas enquanto vivermos, nós, cozinheiros e cozinheiras deste Alentejo, daremos prazer a quem nos visita nos nossos restaurantes. Até que tivemos que os fechar por razões óbvias de um vírus que teima mais que o homem, e quer acabar connosco.<br>Seremos fortes e pacientes, estaremos sempre prontos para ajudar os que mais precisam. Queremos que ninguém passe fome e que tenham uma refeição digna.<br>Espero que os nossos governantes estejam à altura deste desafio de titãs e possam criar e ajustar ferramentas, para que ultrapassemos este caminho incerto e penoso.<br>De uma situação de falta de empregados de mesa e cozinheiros, passamos em menos de um mês para a situação inversa. Despedimentos atrás de despedimentos de gente bastante valida, e que até há pouco tempo não tinha qualquer problema ou duvida, agora desempregados e sem qualquer perspectiva de futuro próximo, incertezas!<br>Fazia falta? Não sei qual será a lição que iremos aprender no final deste ciclo, mas! mais um mas, estou convencido que todos sairemos mais fortes e com um mundo maior e melhor para todos os que nos rodeiam.<br>Não vamos ao Ultramar nem à segunda ou primeira guerra mundial como os nossos antepassados, a nós exigem um pouco mais, inteligência para ultrapassar uma crise que vai ser de todos e do mundo.Seja esse mundo do tamanho que ele for para cada um de nós.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/jose-julio-vintem-diario-de-um-cozinheiro-em-portalegre-1/">#resistir José Júlio Vintém: Diário de um cozinheiro em Portalegre #1</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23255</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
