<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Tiago Lopes, Autor em Etaste</title>
	<atom:link href="https://etaste.pt/perfil/tiagolopes/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://etaste.pt/perfil/tiagolopes/</link>
	<description>Um portal para todos os amantes e profissionais de gastronomia</description>
	<lastBuildDate>Fri, 04 Dec 2020 15:50:22 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://etaste.pt/wp-content/uploads/2017/02/icon_etaste_web.png</url>
	<title>Tiago Lopes, Autor em Etaste</title>
	<link>https://etaste.pt/perfil/tiagolopes/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">123931852</site>	<item>
		<title>Tiago Lopes: O culto do achismo </title>
		<link>https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-o-culto-do-achismo/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tiago-lopes-o-culto-do-achismo</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 26 Nov 2020 10:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[covid 10]]></category>
		<category><![CDATA[cozinha]]></category>
		<category><![CDATA[cozinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[culto do achismo]]></category>
		<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[restauração]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=28526</guid>

					<description><![CDATA[<p>O momento que atravessamos, nesta indústria em particular, não é único nem será caso isolado. Atesta, uma vez mais, que o fator aleatoriedade está perigosamente oculto no que sempre e desde sempre tomamos como garantido.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-o-culto-do-achismo/">Tiago Lopes: O culto do achismo </a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em Portugal, para a hotelaria e restauração o ano de dois mil e dezanove foi excecional. Muitos prémios. Excitação imobiliária. Galas milionárias. <em>Champagne</em>, muito <em>Champagne</em>!</p>



<p>Lembram-se? Valia tudo. Expulsavam-se idosos das casas onde viviam há 40 ou 50 anos. Licenciavam-se alojamentos locais atabalhoadamente, digo, à boa tradição portuguesa. Piscava-se o olho ao capital de risco. Distribuíam-se vistos <em>gold</em> como panfletos do <em>Lidl</em>. Investimento e crédito eram palavras de ordem.&nbsp;</p>



<p><em>&#8220;Make Portugal great again!</em>&#8221; Diziam eles. Os do charuto cubano, ao mesmo tempo que se deleitavam com as resmas de chinesinhos, rua acima, rua abaixo, totalmente emaranhados entre mapas e <em>selfie sticks</em>.&nbsp;</p>



<p>Do outro lado estava o zé povinho, entre a espada e a parede, <em>ad aeternum</em>.&nbsp;</p>



<p>Enfim, assistimos a um desenvolvimento socioeconómico totalmente desequilibrado.</p>



<p>A mão de obra, nesta área, era escassa e, por isso, os salários aumentaram vertiginosamente.&nbsp;Ah! Espere. Estava distraído! Continuaram ao nível do ano 2000. Assim é que é.</p>



<p>E, como em qualquer história, há sempre um eis que. Esta não foi excepção. Eis que em meados de março o sistema, este, conforme o conhecemos, entra em colapso: o turismo vai de férias, a restauração fica em banho-maria e a aviação aterra.&nbsp;</p>



<p>Pois bem, ao longo da história da civilização humana foram várias as capacidades que esta espécie desenvolveu para que a sua sobrevivência fosse possível.</p>



<p>Todavia, milhares de anos depois, segundo <em>Nassim Taleb</em>, continuam a persistir duas grandes lacunas na nossa inteligência, tais como: a ilusão da compreensão, onde todos pensam que sabem o que se passa, assim como a constante distorção regular da retrospectiva, pois apenas somos capazes de avaliar as situações após acontecerem.&nbsp;</p>



<p>De uma forma simplificada o que estas lacunas têm em comum?&nbsp;O excesso de achismo, i.e., achamos que tudo o que nos rodeia é compreensível, mais explicável e logo mais previsível.&nbsp;</p>



<p>Dissecamos a realidade conforme nos convém sem nos lembrarmos que o histórico de um processo de vinte anos nada nos diz acerca do que poderá acontecer a seguir.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No dia em que o presente for passado continuaremos a desenvolver opiniões com base em evidências débeis e teremos,&nbsp; novamente, dificuldade em digerir informação posterior que as contradiga, mesmo que até sejam mais exatas.</p>



<p>O momento que atravessamos, nesta indústria em particular, não é único nem será caso isolado. Atesta, uma vez mais, que o fator aleatoriedade está perigosamente oculto no que sempre e desde sempre tomamos como garantido.&nbsp;</p>



<p>Não será o funeral do setor, como se apregoa, mas está muito próximo do caos – que nada mais representa que a engrenagem de um futuro mais forte e equilibrado (espero eu, inocentemente).&nbsp;</p>



<p>Servirá, na melhor das hipóteses e a curto prazo, para rebocar os senhores de todas as certezas à terra de todas as dúvidas.&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-o-culto-do-achismo/">Tiago Lopes: O culto do achismo </a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28526</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir Tiago Lopes: Diário de um campónio – “Dantes é que era bom!”</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 12 May 2020 12:37:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[Diário de um campónio]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=25991</guid>

					<description><![CDATA[<p>Reservo uma distância suficientemente segura para não contrair um vírus ainda mais mortal que o covid-19, o do populismo demagógico, cientificamente designado por histerismogrupal.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica-2/">#resistir Tiago Lopes: Diário de um campónio – “Dantes é que era bom!”</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Castelo de Paiva, 8 de Maio de 2020</em></p>



<p>“Dantes é que era bom, Sr. José!” Foi esta a frase possível que ouvi à sucapa, entre o Sr. José e o Sr. Manuel. Não porque tenha um prazer especial em ouvir conversas alheias, mas porque a inevitabilidade do destino assim o permitiu. Foi mesmo perto da mina da <em>cabreira, </em>onde eu outrora, meio metro de gente, dava os primeiros passos na arte piscatória dos girinos.&nbsp;</p>



<p>Por muito telúrica que esta descrição possa parecer, a verdade é que o tempo, aqui, está onde sempre esteve, digamos, suspenso entre a fresca sombra do alto sobreiro e as cartadas de domingo dos mais velhos, junto ao espigueiro, onde o sol era tórrido e venenoso.&nbsp;</p>



<p>Este primeiro parágrafo está, portanto, interligado com o sentimento mais positivo que sentia em criança, de palha na boca, esparramado à sombra dessa árvore, mesmo sabendo que afastado dela estaria mais próximo da realidade. Os parágrafos seguintes, porém, aproximam-se aos adjetivos que usei para descrever o sol, junto ao espigueiro, e estão naturalmente interligados com os mais recentes pensamentos que me assaltam o espírito pelo lado mais frágil, que é o da reconciliação da infância com a idade adulta.&nbsp;</p>



<p>Ordenam-nos, oiço dizer, que nos devemos manter afastados socialmente. Pois bem, eu por cá também me mantenho afastado, mas da estupidez. Reservo uma distância suficientemente segura para não contrair um vírus ainda mais mortal que o covid-19, o do populismo demagógico, cientificamente designado por <em>histerismogrupal</em>.&nbsp;</p>



<p>Garanto assim uma espécie de imunidade à humanidade que se aproveita perversamente dos mais pobres para promoverem os seus negócios, aperaltando-se bem asseados para as máquinas fotográficas que registam o maravilhoso momento em que apoiam os mais carenciados. Dizem umas palavras bonitas, correctas, bem polidas, daquelas que até comovem um santo de pedra, <em>et voilà!</em> Volvidas umas semanas e estarão seguramente beatificados pela Santa Sé dos cegos e surdos.&nbsp;</p>



<p>Sim, é certo que devemos ser solidários, é certo que devemos apoiar aqueles que precisam mais do que nós, mas vender isso, criar uma campanha de autopromoção com isso é só inverter um ato de generosidade e de grande nobreza humana em merda.</p>



<p>Talvez seja só eu, mais uma vez, a exigir demasiado da teoria de <em>Herbert Spencer</em>, e da sua obra, cujo o nome <em>Princípios da Biologia</em> sempre me suscitou grande inquietação por estar vazio de sentido e de direção. Para quem nunca leu esta obra não precisa de perder muito tempo a pesquisar porque aqui na aldeia, entre fainas e lavradios, há muita sabedoria e até já foi criada uma frase que a resume, estupidamente bem, assim como ao parágrafo anterior: “Sempre foi assim e sempre será!”.&nbsp;</p>



<p>Dantes um minuto era só um minuto, hoje é uma eternidade e, pela primeira vez, não concordo com o Sr. Manuel. Dantes não era assim tão bom! Só não lho disse porque não tive coragem e afinal, como escreveu o poeta Adolfo Rocha,<em> esse é o seu dom: perpetuar cada hora da vida num poema.</em>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica-2/">#resistir Tiago Lopes: Diário de um campónio – “Dantes é que era bom!”</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">25991</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir Tiago Lopes: Será isto uma guerra biológica?</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Apr 2020 08:16:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[governo chinês]]></category>
		<category><![CDATA[manipulação]]></category>
		<category><![CDATA[Mao Tsé-Tung]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=24256</guid>

					<description><![CDATA[<p>Caro leitor os factos são claros e verdadeiros. Torna-se bastante evidente que não há quem esteja mais interessado no enfraquecimento (ainda maior) económico europeu que a China. Será isto uma guerra biológica? Deixo a cada leitor espaço à reflexão dos factos aqui apresentados, avisando desde já que correm sérios riscos de chegar a conclusão alguma.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica/">#resistir Tiago Lopes: Será isto uma guerra biológica?</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Lucidez é poder</strong>&nbsp;</p>



<p>A sociedade no séc. XXI é em toda a linha manipulada. Estamos esclarecidos quanto à expansão do universo. Sabemos que o tempo não é mais do que uma consequência do espaço. Sabemos também que um buraco negro se forma quando a massa de uma&nbsp;<em>estrela&nbsp;</em>se esmaga sobre si<em>.&nbsp;</em>Desconhecemos, porém, os porquês do quotidiano. Por vivermos numa fase de excesso de informação, lucidez é poder.&nbsp;</p>



<p>A manipulação dos&nbsp;<em>media</em>&nbsp;por parte do governo chinês existe. É um facto. O plano para o renascimento chinês como potência inabalável até 2049 também. Outro facto. Acredito que em boa medida, direta ou indiretamente, houve interesse na propagação desta epidemia, daí o atraso na divulgação do que se passava realmente em Wuhan. Mas já lá vamos.&nbsp;</p>



<p><strong>O fantasma de Mao Tsé-Tung</strong></p>



<p>É filho de um dos braços de elite&nbsp;de&nbsp;<em>Mao</em>. Autodenomina-se como um sobrevivente. Teve que denunciar o próprio pai em sessões de autocrítica. Um humilde servo amestrado. De campónio a líder absoluto da República Popular da China. O incontestável comunista &#8211;&nbsp;<em>Xi Jinping</em>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>É um produto, na forma humana, quase perfeito da gigantesca máquina de propaganda chinesa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Plano? Qual plano?</strong>&nbsp;</p>



<p>Tinha e tem um plano secreto, que deixou de ser secreto em 2012, quando foi revelado ilegalmente à comunidade internacional. Refiro-me ao&nbsp;conhecido&nbsp;<em>Documento Nº 9</em>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Este documento reúne, na visão de&nbsp;<em>Xi,</em>&nbsp;sete das ideias mais perigosas para a China, a saber: liberdade de imprensa, direitos universais do homem e democracia, por exemplo. Resumindo, nós, ocidentais somos a personificação do perigo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>A subserviência ou a necessidade Europeia?</strong></p>



<p>Pôs em marcha um grande plano que se designa&nbsp;<em>A nova Rota da Seda.&nbsp;</em>A crise da dívida pública na zona Euro foi o momento perfeito para a China, começando, por isso, a comprar infraestruturas estratégicas, como por exemplo, um porto na Grécia e outro em França. Em 2018 a China já controlava 10% da atividade portuária europeia.&nbsp;</p>



<p>Também Portugal foi um alvo, sem qualquer margem negocial: EDP, Fidelidade, Luz Saúde, BCP, REN, entre outros.&nbsp;</p>



<p>Em 2016 o Ministro dos negócios estrangeiros alemão falou publicamente sobre a face oculta destes negócios dizendo que não eram mais do que “<em>um&nbsp;plano para moldar o mundo perante os interesses chineses, um plano alternativo ao ocidental que ao contrário deste não se baseava num sistema democrático que preserva os direitos individuais</em>”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Um caso que demonstra a subserviência política de forma inequívoca aconteceu em 2018 em que a UE não pôde apresentar o seu relatório anual sobre os Direitos Humanos na China ao conselho de direitos humanos em Genebra porque a Grécia o tinha vetado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Macron tentou criar legislação que impedisse a compra de empresas estratégicas por chineses, encontrando com muito espanto, oposição por parte de outros países europeus, esses já totalmente dependentes financeiramente da China, como Portugal.&nbsp; &nbsp;</p>



<p><strong>O que se passou em Wuhan?</strong>&nbsp;</p>



<p>Entre 1958 e 1962 mais de 45 milhões de chineses morreram de fome. Tudo o que os agricultores produziam era oferecido ao estado, como tal foi permitido o negócio de animais selvagens. Estratégia que resultou.&nbsp;Em 1988 foi estabelecida uma lei que permitia a comercialização de 54 espécies tais como texugos, crocodilos, hamsters, sapos, cobra, urso e centopeias. Só para termos uma ideia de quão rentável pode ser este negócio cada texugo pode valer cerca de 90 euros.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em 2002 a China enfrentou um surto (SARS). Teve origem num desses mercados. Foram obrigados a encerrar. Passado pouco tempo e por força de um poderoso&nbsp;<em>lobby&nbsp;</em>político foram reabertos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A 30 de Dezembro de 2019,&nbsp;<em>Li&nbsp;Wenliang&nbsp;</em>através do&nbsp;<em>Wechat</em>&nbsp;falou com os amigos do novo surto viral (<em>covid-19</em>), que estava a acontecer em&nbsp;<em>Wuhan</em>. Foi detido em janeiro. Acusado de espalhar rumores as autoridades recomendaram-lhe o silêncio sobre o que estava a acontecer. Morre pouco tempo depois, infetado pelo vírus.&nbsp;</p>



<p>Toda a crítica ao partido comunista é punida pela lei. A internet e redes sociais são controladas pelo partido. Existe inclusive um sistema de reconhecimento facial nas ruas que possui uma base de dados de cada cidadão. Controlo cruzado também com contas bancárias, redes sociais, cartões de débito, etc. A cada cidadão são atribuídos pontos que vão aumentando ou diminuindo conforme o comportamento deste. Quase como o nosso sistema de carta de condução (!).&nbsp;</p>



<p>Caro leitor os factos são claros e verdadeiros. Torna-se bastante evidente que não há quem esteja mais interessado no enfraquecimento (ainda maior) económico europeu que a China.&nbsp;Será isto uma guerra biológica?</p>



<p>Deixo a cada leitor espaço à reflexão dos factos aqui apresentados, avisando desde já que correm sérios riscos de chegar a conclusão alguma.&nbsp;&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-sera-isto-uma-guerra-biologica/">#resistir Tiago Lopes: Será isto uma guerra biológica?</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">24256</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir Tiago Lopes: Carta ao Exmo. Primeiro-Ministro</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-carta-ao-exmo-primeiro-ministro/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-tiago-lopes-carta-ao-exmo-primeiro-ministro</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2020 10:27:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[coronavirus]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[primeiro-ministro]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=23853</guid>

					<description><![CDATA[<p>De entre Celtas, Romanos, Visigodos, tornámo-nos Portugueses; os que não desistem! Os que sonham alto, bem alto! Os que vencem. Os que resistem e persistem a qualquer sobressalto.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-carta-ao-exmo-primeiro-ministro/">#resistir Tiago Lopes: Carta ao Exmo. Primeiro-Ministro</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vou tratá-lo por António, se me permite a ousadia. Não o tome como ofensa ou excesso de confiança, nem sequer o conheço. Acho, quero dizer, estou certo que além da figura institucional que apresenta a todos os portugueses, é acima de tudo uma pessoa.&nbsp;</p>



<p>Uma pessoa que se chama António, como o meu pai por acaso, uma pessoa com os mesmos sentimentos, angústias e medos. O António como Primeiro-ministro, eleito para representar a nação. Confesso que não lhe invejo o lugar neste momento, mas lembre-se se lhe servir de algum conforto: não há Homem sem missão. E a do António é esta, neste período em que o mar está revolto e as lágrimas de Portugal já não são as de sal, mas as da impotência. De uma impotência universal perante uma ameaça que a todos, sem exceção, ultrapassa.&nbsp;</p>



<p>A destruição económico-social é galopante e a normalidade a cada dia mais distante.&nbsp;</p>



<p>A preocupação é visível no seu rosto e no de cada elemento do seu governo. </p>



<p>Não sou seu fã, de todo, nem das suas políticas nem da sua ideologia partidária, porém, neste momento em que o país é chamado a combate, os partidos para mim e para si, creio, resumem-se a um só: a nossa pátria, o nosso amado <em>jardim à beira-mar plantado</em>.</p>



<p>A mesma pátria e os mesmos guerreiros que um dia lutaram apenas com um punhado de homens em Aljubarrota e Atoleiros. A mesma pátria e os mesmos guerreiros que um dia enfrentaram <em>as entranhas do profundo, a noite negra e as ondas de Neptuno furibundo</em>.&nbsp;</p>



<p>Os que descobriram o Brasil, a Austrália e que até dobraram o Cabo Bojador.&nbsp; E depois de tudo os mesmos que ainda escreveram e cantaram música com a própria dor.&nbsp;</p>



<p>De entre Celtas, Romanos, Visigodos, tornámo-nos Portugueses; os que não desistem! Os que sonham alto, bem alto! Os que vencem. Os que resistem e persistem a qualquer sobressalto.&nbsp;</p>



<p>Nuno Álvares Pereira, Cristóvão de Mendonça, Vasco da Gama já cá não estão e agora é a sua vez, António. A sua tática.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-carta-ao-exmo-primeiro-ministro/">#resistir Tiago Lopes: Carta ao Exmo. Primeiro-Ministro</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23853</post-id>	</item>
		<item>
		<title>#resistir Tiago Lopes: O necessário é impossível e o impossível é necessário</title>
		<link>https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-o-necessario-e-impossivel-e-o-impossivel-e-necessario/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=resistir-tiago-lopes-o-necessario-e-impossivel-e-o-impossivel-e-necessario</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 23 Mar 2020 11:34:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Diários #resistir]]></category>
		<category><![CDATA[Diários Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[chefes e restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[covid19]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[gastronomia nacional]]></category>
		<category><![CDATA[o necessario é impossivel]]></category>
		<category><![CDATA[restaurantes]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=23597</guid>

					<description><![CDATA[<p>Então e a solução? Essa está em cada um de nós, não fossemos os legítimos herdeiros de um espírito nobre e antigo, construído ao longo de 900 anos, a ferro e fogo e sangue.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-o-necessario-e-impossivel-e-o-impossivel-e-necessario/">#resistir Tiago Lopes: O necessário é impossível e o impossível é necessário</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eis que num ápice tudo o que sabemos se torna inútil perante o vasto fogo do desconhecido.<br> Somos, julgamos ser, a raça superior. A do conhecimento absoluto. Ah! Que ironia esta!<br> Tudo está deserto: as ruas, as cidades, os restaurantes. Tudo está deserto, de pessoas e de soluções.<br> Se pensarmos de cima, atrevidamente, veremos uma delicada esperança, a par e passo com um forte sentido de responsabilidade, humanidade e solidariedade.<br> Não será a classe política ou o conjunto de especialistas que irá descobrir de um dia para o outro a solução. A classe política é política e só isso, como já percebemos. Os especialistas, como também já constatamos conhecem tudo, menos o que desconhecem.<br> Então e a solução? Essa está em cada um de nós, não fossemos os legítimos herdeiros de um espírito nobre e antigo, construído ao longo de 900 anos, a ferro e fogo e sangue.<br> É essa a única certeza que orgulhosamente empunhamos nesta batalha. Como fachos quentes e pesados pela escuridão do presente adentro.<br> Será mais uma, entre muitas outras. São necessárias, mesmo não parecendo, para a construção de algo maior que há de vir – chama-se futuro, e nós, como sempre, desconhecemo-lo.<br> Termino com um excerto de um poema que o pai de Anne Frank lhe ofereceu como prenda de aniversário. Sei que são situações antagónicas, mas os extremos sempre convergem.</p>



<p>“O remédio pode ser amargo, mas há que o engolir, pois é necessário para a paz existir”<br> Otto Heinrich Frank , 12 de junho de 1943</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/resistir-tiago-lopes-o-necessario-e-impossivel-e-o-impossivel-e-necessario/">#resistir Tiago Lopes: O necessário é impossível e o impossível é necessário</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">23597</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Tiago Lopes: Trazer humanidade</title>
		<link>https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-trazer-humanidade/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tiago-lopes-trazer-humanidade</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 23 Jan 2020 10:00:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[picasso]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<category><![CDATA[trazer humanidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=22523</guid>

					<description><![CDATA[<p>Escrever sobre humanidade quando temos dos melhores hotéis, das melhores praias, dos melhores sóis? Sim! Insisto no detalhe humano.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-trazer-humanidade/">Tiago Lopes: Trazer humanidade</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Escrever sobre humanidade quando temos dos melhores hotéis, das melhores praias, dos
melhores sóis? Sim! Insisto no detalhe humano.
</p>



<p>Não compactuo com a ideia antropozoomorfista tão característica e representativa do
clássico pensamento hoteleiro português. Palavra tão extensa e complexa quanto as suas
raízes.
</p>



<p>Sinto, como todos vocês, este conjunto de irónicas antíteses, digamos, contradições
bastante objectivas do que se parece ao que efectivamente é.
</p>



<p>Ser verdadeiro por imposição instintiva é muito diferente de sê-lo com medo das
consequências, quero dizer, a necessidade da abordagem, por respeito à realidade, é o
centro do meu dever enquanto parte de um todo que é tão meu quanto vosso.
</p>



<p>A palavra humanidade está para a hotelaria e restauração como Satanás para a Igreja. Por quê? Porque sendo uma das áreas mais distantes do que podemos considerar razoavelmente ético e lógico, no que à gestão de recursos humanos diz respeito, será bem-vindo pensar-se sobre isto sem grande comprometimento. </p>



<p>Longe vão os tempos dos amestrados, dominados por um mentecapto autocrático que não olhava além do seu umbigo e bem-estar. </p>



<p>Quem o defende, também, é Shoshona Zuboff, psicóloga da Harvard Business School &#8220;as
empresas passaram ao longo deste século por uma revolução radical, e com ela veio uma
correspondente transformação da paisagem emocional&#8221;.
</p>



<p>Não se percebia, e ainda hoje não se percebe que, quando emocionalmente perturbadas, as
pessoas não conseguem ouvir, aprender ou tomar decisões de forma clara e objectiva.
</p>



<p>O stress de certa forma torna as pessoas estúpidas.
</p>



<p>O sistema, hoje, serve-se inteligente. Por consequência da elevada instrução individual há
(ou deveria) uma urgência na readaptação dos sistemas organizacionais.
</p>



<p>O capital humano é, como sempre foi, um recurso vivo em constante
transformação/evolução, como tal carece frequentemente de desafios, objectivos, estímulos
negativos e positivos.
</p>



<p>A remuneração já não se apresenta como base principal para a tomada de decisões. Trocou-se o quanto pelo quem. O quanto vou ganhar interessa, mas não tanto quanto como o com quem ou o onde e que vantagem retiro disso. </p>



<p>Só as melhores cabeças atraem as melhores mãos.
</p>



<p>A exigência e a disciplina são uma constante que se quer bem equilibrada entre o racional
e o emocional.
</p>



<p>Tempos houve em que criar uma barreira suficientemente distante e fria para com os subordinados era uma teoria predominante. Considerava-se mesmo um absurdo pensar o contrário, não só pela ameaça que representava à qualidade da gestão humana como pela dificuldade em tomar decisões duras no futuro.</p>



<p>A tão rígida hierarquia fria e distante começou a desmoronar-se a partir dos anos 90 por
força da globalização e das novas tecnologias. Esta ideia das cavernas simboliza o passado.
O futuro está no virtuoso e corajoso gestor das relações interpessoais.
</p>



<p>O futuro é, também e por isso, acreditar. A quem gere cabe a função de fazer acreditar. Por
muito altos e inalcançáveis possam parecer os objectivos é importante a presença de uma
comunicação clara e objectiva que só um emissor emocionalmente inteligente e equilibrado
poderá transmitir.
</p>



<p>Chefia não é domínio. É a arte de persuadir as pessoas a concentrarem esforços no objectivo comum. </p>



<p>Para que aconteça não vejo outro caminho senão caminhar lado a lado.
</p>



<p>Sensibilidade para com as pessoas, ou a falta desta, conduz as melhores empresas aos piores resultados. </p>



<p>Que possam salvar o mundo a partir das vossas cozinhas ou secretárias não duvido. Mas nunca se esqueçam: É necessário trazer humanidade. </p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-trazer-humanidade/">Tiago Lopes: Trazer humanidade</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">22523</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Tiago Lopes: A mediatização desmedida</title>
		<link>https://etaste.pt/gastronomia/tiago-lopes-a-mediatizacao-desmedida/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tiago-lopes-a-mediatizacao-desmedida</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 Feb 2019 10:45:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes e Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[Chefe]]></category>
		<category><![CDATA[mediatização desmedida]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<category><![CDATA[tuga gourmet]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=21070</guid>

					<description><![CDATA[<p>A forma mais rápida de se conhecer o verdadeiro profissional, não o que é vendido, o verdadeiro, é pelo lado tangível da sua cozinha/obra.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/gastronomia/tiago-lopes-a-mediatizacao-desmedida/">Tiago Lopes: A mediatização desmedida</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um cozinheiro deve, na melhor das hipóteses, ser julgado apenas pelo seu trabalho. São menos as vezes em que a ilusão do que parece se mistura com a ciência do que realmente é.</p>



<p>Espalhar a própria imagem é um exercício de cortejo simplista. A forma mais rápida de se conhecer o verdadeiro profissional, não o que é vendido, o verdadeiro, é pelo lado tangível da sua cozinha/obra. Aí está tudo o que é objetivamente necessário conhecer. Não esconde qualquer imperfeição, por muito que haja intenção.</p>



<p>O exibicionismo, quero dizer, o exibicionismo barato serve, na maioria das vezes, para esconder lacunas profundas. Ludibriar. Há os que <em>são</em> e há os que parecem <em>ser</em>. Um, sustentável, o outro indefensável, respectivamente. Os fins são coordenados pelas paixões às quais a razão sempre se subordina. O valor, digo, a utilidade subjacente neste tipo de instrumentação é, de certa forma, dispensável, pois a aptidão deriva da vontade e esta está paralela à disciplina auto-imposta. </p>



<p>É raro quem tenha sido louvado cujos louvores não tivessem origem na sua própria boca. Destes pouco mais se retira que um conjunto de abstraccionismos, afixados com veemência na glória <em>suis generis</em> que julga obter.</p>



<p>A tolerância tornar-se-á rapidamente insuportável quando excessiva. A vaidade é &nbsp;inversamente proporcional à substância, ao passo que a exibição do concreto, do palpável, da obra apenas se reconhece numa palavra: Orgulho. E isto é bom.</p>



<p>Geralmente, quando nos deparamos com a grandeza genuína tendemos a ignorar, empurrando para o factor sorte qualquer mérito por este obtido, esquecemos que toda a obra, se bem produzida, viverá sempre muito mais tempo do que quem a produziu, não importando para a equação qualquer outro artifício.</p>



<p>Ao longe a percepção é facilmente deturpada. Pode parecer confuso para os que acreditam que as nuvens são brancas ou que o mar é azul, no entanto, se em tudo atentarmos às imperfeições, constatámos que por todo o lado proliferam oportunidades de se fazer diferente e melhor – desconstruir a perspectiva. </p>



<p>Concentremo-nos no imperativo da acção. O único capaz de alimentar a busca pelo propósito.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/gastronomia/tiago-lopes-a-mediatizacao-desmedida/">Tiago Lopes: A mediatização desmedida</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">21070</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Anti-profissionalização</title>
		<link>https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-anti-profissionalizacao/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tiago-lopes-anti-profissionalizacao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jan 2019 10:34:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[anti-profissionalização]]></category>
		<category><![CDATA[prós e contras]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=20533</guid>

					<description><![CDATA[<p>O que definimos como gastronomia é um conceito muito mais abrangente que o punhado de restaurantes que conhecemos, trabalhamos ou frequentamos.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-anti-profissionalizacao/">Anti-profissionalização</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Vi com muita atenção o programa &#8220;Prós e Contras” transmitido no passado dia 17 de dezembro, sob o tema “Cozido com todos” no qual participou um ilustre painel constituído por: José Avillez, Paulo Amado, Olga Cavaleiro, José Bento dos Santos, Vincent Farges e Alexandra Prado Coelho. Painel este, muito mal aproveitado pela moderadora que se perdeu claramente entre &#8220;nabos e grelos&#8221;.</p>



<p>A frase &#8220;Todos querem ser chefes&#8221; continua na moda. O público delira: (aplauso) “URRA!” (aplauso) “URRA!”, “ASSIM É QUE É FALAR!”, “GRANDE!”, “GRANDE!” (aplauso mais prolongado).</p>



<p>Mas, como para falar qualquer um pode, basta ter boca, é premente agarrarmos o touro pelos cornos, i. e., analisarmos com pragmatismo, intentarmos tocar a raiz.</p>



<p>O que definimos como gastronomia é um conceito muito mais abrangente que o punhado de restaurantes que conhecemos, trabalhamos ou frequentamos. </p>



<p>Importa trazer ao debate os 85.000 (valores aproximados, de acordo com o INE) estabelecimentos de restauração e bebidas considerados de “menor” relevância, nos quais se excluem, portanto, os 168 referenciados pelo guia vermelho. &nbsp;Não obstante o facto dessa maioria se apresentar, por vezes, de uma forma gastronomicamente dúbia, são responsáveis pelo maior volume de vendas, comparativamente. </p>



<p>Profi&#8230;quê? </p>



<p>P-R-O-F-I-S-S-I-O-N-A-L-I-Z-A-Ç-Ã-O </p>



<p>Quando o prezado leitor vai, por razões de saúde, ao hospital, como se sentiria se todos os médicos e enfermeiros fossem apenas uns habilidosos sem formação com pinça e estetoscópio ao pescoço? Então por que razão eu, cozinheiro, não posso prescrever medicamentos? Ou por que razão um médico poderá gerir um restaurante?</p>



<p>Fará isto algum sentido? </p>



<p>Cá pelo burgo, a minha experiência diz-me que uma grande parte dos restaurantes são operados por amadores ou pessoas com um grande gosto, mas que por si só é insuficiente para perceber o mais simples — por exemplo, a finalidade das diferentes cores numa tábua de corte, além do <em>décor</em> tropical que concede à cozinha. </p>



<p>Na Suíça, por exemplo, quem quiser abrir um restaurante terá de possuir um diploma que ateste as suas capacidades para o poder operar (Arts. 9.º e 16.º do LRDBHDE). Em Portugal basta pagar todas as taxas e taxinhas. Licencia-se tudo e de qualquer forma. </p>



<p>Isto não será o arquétipo das soluções, mas, talvez, um bom ponto de partida, até porque entre profissionais ou amadores somos todos humanos e erramos — contudo, é inegável o contraste de desempenho entre uns e outros.</p>



<p>E que fique bem claro: conheço alguns bons exemplos de “amadores” que exibem um génio acima do normal e que encaram com grande seriedade este ofício, mas o contrário continua a prevalecer perigosamente neste país. </p>



<p>Defendi e defendo a legislação neste sentido para começarmos todos do nível 1 e não do 0 ou do &#8211; 10. </p>



<p>O rumo do país, a julgar pelo programa referido no início deste texto, continua a navegar em várias velocidades, sem uniformidade na procura de soluções entre as várias forças. </p>



<p>Só se poderá alterar o rumo no epicentro decisório – Assembleia da República. </p>



<p>Não adiantam coletes vermelhos, amarelos ou pretos se continuamos a pagar impostos para se pintarem as unhas em pleno parlamento, pois enquanto isso acontecer, a única alteração num futuro próximo será só e sempre essa: a cor.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-anti-profissionalizacao/">Anti-profissionalização</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">20533</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Criatividade (In)consciente</title>
		<link>https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-criatividade-inconsciente/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tiago-lopes-criatividade-inconsciente</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 29 Aug 2018 13:32:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[cozinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[cozinheiros]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade (In)consciente]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=19772</guid>

					<description><![CDATA[<p>Surge de forma consciente ou inconsciente. A parte consciente, a que controlamos, é gerida pelo lado mais racional, normalmente fechada sobre si. É o resultado do natural processo cognitivo. Esta pode ser afetada por fatores externos e até próprio estado de espírito.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-criatividade-inconsciente/">Criatividade (In)consciente</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Surge de forma consciente ou inconsciente. A parte consciente, a que controlamos, é gerida pelo lado mais racional, normalmente fechada sobre si. É o resultado do natural processo cognitivo. Esta pode ser afetada por fatores externos e até próprio estado de espírito. A parte inconsciente, a que não dominamos e nem sequer conhecemos verdadeiramente, é a responsável pelo nosso lado mais infantil e primitivo de toda a associação de ideias. Juntas são nada mais nada menos que sistemas organizados, quase automáticos na forma e no lugar. Servem-nos para agilizar o processo que se quer tão lento quanto possível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Lentidão é a palavra-chave. A rapidez perturba quase sempre a tomada de decisões. Por isso não é bem-vinda, apenas na execução. A lentidão é por isso benéfica, pois resulta frequentemente, em vários processos difusos que se acumulam na desordem. A confusão ou mudança de perspetiva é obrigatória. A partir destas haverá, naturalmente, um início, e com isso será criada uma nova organização, um novo método e porventura uma nova ideia. A criatividade assume, para mim, a imagem de um fruto desenvolvido a partir da semente que nos é atribuída à nascença, como ser pensante. Depois, cresce a planta comumente batizada de personalidade. Será podada, regada e tratada individualmente. Num sentido mais figurado podemos atribuir a grandeza de génio à nossa qualidade enquanto jardineiros. Querendo dizer que no que plantamos mandamos nós. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Nunca acreditei em dons, acredito em trabalho e nas múltiplas variantes que a partir deste se desenvolvem, ou pela necessidade, como o caso de vários exemplos criativos tão simples como os das pataniscas e enchidos, só para exemplificar. Ora esta ferramenta, serviu, serve e servirá para confrontar vários paradigmas preestabelecidos &#8211; de forma primitiva ou não – os modelos uniformemente aceites. Tem assumido vários formatos, consoante a necessidade individual ou coletiva. Originalmente honesta e pouco trabalhada culminou no que hoje chamamos de modernidade. Modernidade porque se assume presente. Uma esferificação será passado, porquê? Poderemos afirmar com segurança que esta inovação ou choque não pode vir a ser uma tradição?.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto cozinheiros, debatemo-nos diariamente sobre todos estes sentidos, sobre a ordem do debate:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Mais técnica no prato? vs Irei prejudicá-lo com todo este ruído?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ou</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Estará muito arriscado? vs Estará muito simples?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Quando pensamos em determinada iguaria, pensamo-la para nós, isto é, primeiramente há um gosto muito individual, sempre egoísta. O que se torna paradoxal quando, por outro lado, pensamos se irá ou não agradar ao público. Afinal, um restaurante é um negócio, negócio esse que não sobrevive apenas com o ego de um cozinheiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A tendência da inovação é claramente no sentido da descomplicação. Não, não se trata de ser simplista, trata-se sim de simplicidade e harmonia. São, para mim, o início da maturidade em que já experimentámos um pouco de tudo e percebemos que criar não é outra coisa senão uma reinvenção diária, que começa pelo interior e termina na expressão, no prato. Uns poderão dizer que é romantizar eu digo que isto é… cozinhar.</span></p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-criatividade-inconsciente/">Criatividade (In)consciente</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">19772</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sou foodie. E agora?</title>
		<link>https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-sou-foodie-e-agora/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=tiago-lopes-sou-foodie-e-agora</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Tiago Lopes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 May 2018 09:00:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[blogger]]></category>
		<category><![CDATA[comida]]></category>
		<category><![CDATA[foodie]]></category>
		<category><![CDATA[instagrammer]]></category>
		<category><![CDATA[tiago lopes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://etaste.pt/?p=19065</guid>

					<description><![CDATA[<p>Ou na forma mais completa: Foodie, Blogger, Instagrammer: FBI. E agora? Agora acaba de se inscrever — ainda que de uma forma substancialmente abstrata — num clube privado, cheio de estilo, moderno e in.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-sou-foodie-e-agora/">Sou foodie. E agora?</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Ou na forma mais completa: Foodie, Blogger, Instagrammer: FBI. E agora? Agora acaba de se inscrever — ainda que de uma forma substancialmente abstrata — num clube privado, cheio de estilo, moderno e in.</strong></p>
<p>Já comprou o fato? E a lanterna para o telemóvel? E o talher especial? Aquele dourado! Não se esqueça da caneta cara e de um bloco A5 para toda a gente perceber que irá tirar apontamentos. Os óculos são imprescindíveis, mesmo que não precise, dá sempre um certo ar intelectual de cagança exigente. Escreva uma lista de chefes e restaurantes, leve-a no bolso, quando entrar pergunte se o chefe está, tratando-o pelo primeiro nome, como se fossem amigos de infância — se não estiver convém manifestar revolta e desdém. Coloque o termómetro infravermelho em cima da mesa para verificar a temperatura dos vinhos e vá apontando, mesmo não percebendo nada, espalha o seu charme. Durante o jantar mantenha a aparência, não se coíba de explanar os seus conhecimentos que, regra geral, são vastíssimos.</p>
<p>Vejamos o exemplo abaixo que aconteceu na realidade:</p>
<p>FBI: &#8211; <em>Este peixe foi cozinhado com manteiga clarificada?</em></p>
<p>Empregado: &#8211;<em> Sim.</em></p>
<p>FBI: &#8211; <em>Eu logo vi! Senti um aroma profundo, picante e ligeiramente adocicado.</em></p>
<p>Agora poderá reservar num qualquer restaurante, a qualquer hora, basta para isso dizer que é FBI ou outra barbaridade qualquer, numa tentativa de chamar a atenção dos profissionais que lá trabalham. Pode ser que tenha sorte e receba um tratamento VIP. Certamente porá os cozinheiros a tremer das facas só de pensarem na sua visita e nas poderosíssimas ferramentas que tem ao seu dispor.</p>
<p>Obrigatório também, será criar um blogue giro, com um bom design, um logótipo construído à medida, um ou outro parágrafo introdutório, daqueles que massajam o ego. Enfeitá-lo também com a opinião de alguém (com credibilidade de preferência) sobre o autor e de toda a sua magnificência autoral. Por último, criar conteúdo útil:</p>
<p>&#8211; <em>Ah, útil? Mas isso ninguém lê! Basta publicar uma superficialidade de vez em quando, só para manter a atividade. Sabe como é, os meus followers são muito exigent</em>es.</p>
<p>A partir daqui poderá fazer publicidade, irá ficar milionário, certamente, não há esquema em pirâmide que resulte melhor! Qual American Dream qual quê! Sim, basta mostrar que as empresas querem colaborar consigo, nem que seja por 100 gramas de entremeada do Senhor Alfredo, o do talho, mais do que suficiente para uma publicação a transbordar de elogios e vénias líquidas.</p>
<p>Quando alguma refeição correr mal já pode ameaçar abanando o telemóvel e com um sorriso matreiro dizer apenas: &#8211; não vai ficar por aqui! Provavelmente irão pagar-lhe a conta ou então, se forem inteligentes, ouvem-no como ouviriam outro cliente qualquer. Se forem verticais e honestos não irão revelar por si especial atenção, o que o deixará furioso na mesma, afinal é o temido FBI que goza de excelente reputação, na sua rua, ou, na melhor das hipóteses, na paralela à sua. Sairá frustrado por pagar a conta.</p>
<p>Inconsciência. Bingo! Tem o requisito principal. Não sabe descascar uma cenoura, mas já descasca no trabalho dos profissionais que de lá vêm. Já se junta à devassa cibernética quando um deles não sabe qual é a origem do mangostão ou que fica na dúvida de quem nasceu primeiro: se foi o ovo ou a galinha. Mas mesmo não tendo qualquer credibilidade nem legitimidade, descasque! Será certamente aplaudido por outros FBI.</p>
<p>Desde há muitos anos que me habituei a ler José Quitério, David Lopes Ramos, Fernando Melo, Virgílio Gomes, Maria Fátima Moura, Miguel Pires, entre outros. O que têm em comum? Para além de dominarem a escrita, gozam de credibilidade, bom senso e conhecimento. À parte disto existe um mundo novo, incontrolavelmente lamacento e confuso. A necessidade de se distinguir o trigo do joio torna-se, hoje, um imperativo. Marco Pierre White disse um dia que estava cansado de ser constantemente criticado por pessoas que sabiam muito menos que ele. Será passado, presente ou futuro? Passado não será certamente.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/opiniao/tiago-lopes-sou-foodie-e-agora/">Sou foodie. E agora?</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">19065</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
