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	<title>Sónia Alcaso, Autor em Etaste</title>
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	<title>Sónia Alcaso, Autor em Etaste</title>
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		<title>#resistir &#8216;É um Restaurante&#8217; prepara refeições para sem abrigo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 30 Mar 2020 12:15:22 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>A equipa do ‘É um restaurante’, com o apoio do chefe Nuno Bergonse e do chefe David Jesus, está a preparar cerca de 200 refeições por dia para distribuir a pessoas que se encontram a dormir na rua.</p>
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<p><strong>A equipa do ‘É um restaurante’, com o apoio do chefe Nuno Bergonse e do chefe David Jesus, está a preparar cerca de 200 refeições por dia para distribuir a pessoas que se encontram a dormir na rua.</strong></p>



<p>O ‘É um restaurante’, como muitos outros espaços de restauração na cidade de Lisboa, fechou as portas ao público temporariamente, para prevenir a propagação da pandemia. Contudo, não ficou de braços cruzados e, com o apoio de várias entidades e parceiros, vai permitir dar 200 refeições por dia a pessoas em condição de sem abrigo.</p>



<p>Este restaurante da CRESCER – Associação de Intervenção Comunitária é não só um projeto de restauração, mas também um projeto social, que tem por objetivo integrar no mercado de trabalho pessoas que vivem na rua. Não sendo a distribuição de comida uma atividade habitual da Associação na sua atuação junto da comunidade, mas sabendo que muitas instituições que distribuíam comida deixaram de o fazer &#8211; por falta de recursos humanos ou por falta de apoio logístico -, decidiu voltar a abrir a sua cozinha com esse propósito.</p>



<p>Com mão-de-obra muito motivada para ajudar a colmatar esta necessidade de alimentar pessoas em situação vulnerável, a CRESCER precisa agora de apoios e donativos. Para conseguir dar resposta ao problema, por um tempo indeterminado, tão incerta é a previsão de duração da pandemia, a CRESCER, em comunicado, apela a empresas e particulares, com vista à angariação de produtos alimentares e suporte financeiro que permitam que esta iniciativa se mantenha enquanto for necessário.</p>



<p>Para donativos e informações, a CRESCER disponibiliza o IBAN e contactos:</p>



<p>IBAN Associação CRESCER &#8211; PT50 0018 000348311690020 48</p>



<p>Email: info@crescer.org&nbsp; &nbsp;</p>



<p>Tel: +315 213 620 192</p>
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		<title>#resistir Sónia Alcaso: Os outros somos nós</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 25 Mar 2020 22:21:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não tenhamos a ilusão da imortalidade, a pretensão de termos saúde, a vaidade de sermos o futuro. Se para percebermos a nossa humanidade tivermos de desenvolver paranóias ou birras ou sustos de solidão devido ao isolamento, que seja!</p>
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<p>Não, tudo o que acontece não é demasiado longe, tudo o que acontece não é com os outros; os outros somos nós.&nbsp;</p>



<p>Os outros estão a desaparecer da face da terra, um pouco mais e mais, de dia para dia. Saem de cena com aparelhos e tubos enfiados nos corpos, sem voltarem a ver as pessoas que amam; vão em dor e deixam dores. Diante de situações dramáticas, já não se dizem os seus nomes, não se conhecem os seus rostos, somam-se apenas números para estatísticas. Morre-se numa solidão aterradora. A morte desumaniza-se para se cuidar dos vivos. E, quem assiste na televisão a essas imagens, só pode adivinhar dentro desses caixões alinhados, à espera de vez no crematório, os corpos dos outros, esses corpos onde antes havia vida e agora nada há; esses outros somos nós.&nbsp;</p>



<p>É a máxima rapidez e o mínimo risco. Nos enterros, nas idas ao supermercado, nos passeios com o cão. O medo ronda debaixo da nossa pele, mas não cedemos. Não à impotência e ao desespero. Temos o dever de nos manter vivos e, sobretudo, permanecer humanos. E a nossa humanidade passa, por vezes, por estes extremos de desequilíbrio entre tristeza e alegria, pavor e coragem. Não é negando a morte (porque somos ainda novos) que conseguiremos afastar-nos da crueza da nossa condição. Ela apanha-nos, se nos distrairmos. Nós somos também as pessoas de 80 anos, as mais vulneráveis. Nós somos os que deram positivo e passam as próximas semanas entre o ar que falta, a tosse que sufoca e o fim que ameaça espreitar. Nós somos os que podemos ou não ter o vírus e saímos à rua, olhando com desconfiança para qualquer outro humano que connosco se cruze. Nós somos os profissionais de saúde, de segurança, de limpeza, de distribuição e venda de comida, e muitos outros, para quem o trabalho não se deslocou para casa, ou se interrompeu, antes pelo contrário, entrou numa frenética aceleração. Nós somos os outros.</p>



<p>Não tenhamos a pretensão da imortalidade, a arrogância de sermos saudáveis, a vaidade de sermos o futuro. Se para percebermos a nossa humanidade tivermos de desenvolver paranóias ou birras ou sustos de solidão devido ao isolamento, que seja! É o momento de fazermos a nossa parte &#8211; sermos bichos do mato &#8211; e respeitar o tempo. Matar tempo é agora ganhar tempo.</p>
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		<title>#resistir. Inovar para vencer o caos: Microgreens e Silva Fish entregam frescos em casa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Mar 2020 15:02:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Horta do Amigo e Silva Fish são duas das muitas empresas que entregam em casa cabazes com vários produtos, como peixe, carne, legumes e frutas.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/gastronomia/restaurantes-chefes/resistir-inovar-para-vencer-o-caos-microgreens-e-silva-fish-entregam-frescos-em-casa/">#resistir. Inovar para vencer o caos: Microgreens e Silva Fish entregam frescos em casa</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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<p>“Fique em Casa” é a expressão mais usada desde que o mundo lá fora se tornou uma ameaça. Devido ao surto do novo coronavírus tem sido aconselhável (e agora obrigatório) que as pessoas permaneçam em casa, só se deslocando para o trabalho, supermercados ou idas à farmácia. As entregas ao domicílio são, portanto, já uma realidade. Para além de vários hipermercados que asseguram a entrega gratuita dos produtos ao domicílio, de refeições e de farmácias com serviços online, outras iniciativas estão a surgir pelo país. É o caso da <strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Horta do Amigo (opens in a new tab)" href="https://hortadoamigo.pt/" target="_blank">Horta do Amigo</a></strong>, o novo serviço da <strong><a href="https://www.microgreens.pt/" target="_blank" rel="noreferrer noopener" aria-label="Microgreens (opens in a new tab)">Microgreens</a></strong> que leva, em 24 horas fruta, legumes, verduras e carne até casa dos clientes.  </p>



<p>Tomás Lancastre, responsável pelo projeto, refere ao Etaste que as pessoas estão a aderir. “Está tudo em casa de quarentena, com medo de sair à rua e sem acesso a produtos frescos em tempo útil, pelo que a Horta do Amigo acaba por resolver os dois problemas”. O contacto físico ou proximidade das pessoas é inexistente para manter a segurança, coordenando por telefone a passagem de alimentos.  </p>



<p>Se vive em Lisboa ou no Alentejo também o Silva Fish é outra opção, desta vez para receber peixe em casa. “Mesmo sem sair de casa, o melhor do mar pode chegar à mesa das pessoas”, afirma Samuel Silva que decidiu lançar este negócio, dadas as actuais circunstâncias. Choco, dourada, carapau, corvina ou, até, preparado para caldeirada, são as várias opções que a Silva Fish tem à disposição. “O Covid19 afetou a vivência pessoal e profissional das pessoas. Numa altura em que é recomendado o isolamento social e a quarentena voluntária, é importante que haja serviços e ofertas adaptados a esta nova realidade”, explica o responsável.</p>



<p> Em tempos de crise, inovar é a única saída. Tomás Lancastre deixa um conselho a todos os empresários que, neste momento, estão a passar por uma situação difícil. “Há uma semana temia pela minha empresa. Tenho 10 famílias para alimentar e sem restauração a Microgreens vende 0€, pelo que tivemos que nos reinventar. Não digo que seja fácil para todos, ou que dê para fazer com todos os negócios, mas acho que o mais importante é puxar pela cabeça, ouvir o que as pessoas querem e aquilo que lhes falta e por mãos à obra. Nós montámos uma loja online em dois dias, sem qualquer investimento ou risco. Tudo é possível, desde que as pessoas estejam dispostas a sair da sua zona de conforto”.</p>



<p>Para além destas, por estes dias, também entregam em casa as seguintes empresas:</p>



<p><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Comida Independente (opens in a new tab)" href="http://www.comidaindependente.pt/" target="_blank">Comida Independente</a></strong><br><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Pede Salsa (opens in a new tab)" href="http://www.pede-salsa.com/?fbclid=IwAR2BEQcwy8WocEvClwKmPJgTEHauJrO2L8ag8nuketCr6TCia8pehKihRnQ" target="_blank">Pede Salsa</a></strong><br><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Herdade Freixo do Melo (opens in a new tab)" href="https://www.herdadedofreixodomeio.pt/" target="_blank">Herdade Freixo do Melo</a></strong><br><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Hortelão do Oeste (opens in a new tab)" href="https://www.facebook.com/hortelaodooeste/" target="_blank">Hortelão do Oeste</a></strong><br><strong><a rel="noreferrer noopener" aria-label="Semear  (opens in a new tab)" href="http://www.semear.pt" target="_blank">Semear</a></strong></p>
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		<title>#resistir Sónia Alcaso: Ter um tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Mar 2020 11:10:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na primeira INTER magazine do ano, preparámos para abrir 2020 com um tema central para o mundo - a sustentabilidade. Há anos e anos que se fala de alterações climáticas, condições de trabalho justas, consciência ética e impacto ambiental.</p>
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<p>Na primeira INTER magazine do ano, preparámos para abrir 2020 com um tema central para o mundo &#8211; a sustentabilidade. Há anos e anos que se fala de alterações climáticas, condições de trabalho justas, consciência ética e impacto ambiental.  </p>



<p>No editorial, escrevi que o certo é que continuamos a estragar o único lar viável para o ser humano e que, por isso, neste primeiro número do ano, queríamos ditar uma tendência &#8211; a urgência de mudarmos a forma como consumimos, como reflectimos, como habitamos o nosso planeta, e, assim, ainda restaurar a esperança de salvarmos a nossa própria existência.  </p>



<p>A revista ainda não saiu e, por ironia, o mundo já se virou do avesso e já nos mostrou que o nosso modelo de desenvolvimento económico e social é frágil e que a nossa civilização pode dizimar-se em dias.  </p>



<p>Num artigo do jornal Expresso, Dennis Carroll, um cientista americano que criou, em 2009, um programa chamado PREDICT, alertou que “a crise do novo coronavírus era previsível e de futuro haverá outras como esta. Essencialmente porque nos últimos cem anos os seres humanos, tendo passado de mil milhões para mais de sete mil milhões, começaram a invadir zonas de vida selvagem onde milhares de vírus até agora inapercebidos circulam há muito tempo”.</p>



<p>O PREDICT, cuja missão era investigar vírus que existem em animais e que um dia poderão transmitir-se aos seres humanos, e apesar de ter identificado 2000 vírus zoonóticos, caiu por falta de financiamento governamental em 2019 (Trump, como sempre, no seu melhor!), mas Carroll criou um novo programa, o Global Virome Project. Numa entrevista dada à revista Nautilus, o cientista acredita que “o mais provável é o novo coronavírus ter sido transmitido a humanos quando um animal estava a ser preparado no mercado de Wuhan para ser comido”. Quanto a esta origem do vírus, embora ainda não haja uma certeza absoluta quanto ao percurso exacto que foi seguido, a situação nada tem de surpreendente. Irrompeu num dos locais onde há mais poluição.  </p>



<p>Carroll, apela à consciência de que as nossas acções sobre o meio ambiente têm consequências. E  só temos de concordar. É preciso questionar. A terra anda desequilibrada pelo consumo desenfreado. Todos contribuímos e alimentamos em cadeia acções destruidoras, que nos indignam e envergonham enquanto espécie. É certo que muitos já estão a tentar salvar-nos e, com a sua experiência, a encorajar os outros a fazerem o mesmo &#8211; a usarem a paixão, o talento, os recursos disponíveis, para repensarem e reinventarem formas de tornar o mundo mais sustentável.  </p>



<p>Estamos agora em choque. A prioridade do mundo inteiro é combater o coronavírus, proteger as populações e encontrar urgentemente uma vacina para o enfrentar, não obstante as suas constantes mutações. O desastre económico-financeiro é inevitável e tudo isto já é uma tragédia humana, com um incalculável número de vítimas.</p>



<p>Mas, depois de vencermos esta crise, temos de aprender com ela. Todos nós devemos exigir mais; mais regras de segurança por parte dos governos e instituições; mais atitudes e posturas que reduzam a poluição, o desperdício, e reponham a justiça e a ética em toda a cadeia de produção, da base até ao cume; mais consciência ecológica e lutar, todos os dias, até conseguirmos o que neste momento parece imutável: mudar o futuro.  </p>
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		<title>#resistir Covid-19. Vítor Sobral reforça takeaway</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 16:04:28 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Face à pandemia de Covid-19, o chefe Vítor Sobral, fundador do grupo Quina – que possui oito espaços de restauração em território nacional — vai reforçar o serviço de takeaway em vários dos seus espaços</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/covid-19-vitor-sobral-reforca-takeway/">#resistir Covid-19. Vítor Sobral reforça takeaway</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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<p>Os tempos que se estão a viver em Portugal (e no mundo) são preocupantes e afecta a vida de qualquer cozinheiro e empresário da restauração. Face à pandemia de Covid-19, o chefe Vítor Sobral, fundador do grupo Quina – que possui oito espaços de restauração em território nacional – está focado em encontrar soluções para combater o vírus que, em menos de duas semanas, está a isolar o país em casa. São um total de 120 trabalhadores que têm as suas vidas dependentes das oito Esquinas do chefe e que, agora, sentem os seus meios de sustento ameaçados.  </p>



<p>“O Grupo Quina preocupa-se com o sustento das suas equipas, e espera que a diminuição de clientes que frequentam os restaurantes não impeça a empresa de garantir o pagamento de salários. A mesma preocupação abrange os fornecedores do grupo, assim como o cumprimento de todos os compromissos bancários e fiscais”, refere, em comunicado, o grupo Quina. Para que tal não aconteça, Vítor Sobral tem encontrado soluções alternativas: reforçar o serviço <em>takeaway</em>. “Comprometidos com os nossos clientes e colaboradores, o grupo Quina procurou alternativas para minorar o isolamento dos seus clientes – e decidiu reforçar o serviço de <em>takeaway</em> em vários dos seus espaços”, explica, acrescentando que as condições de segurança estão no centro das suas preocupações, tendo essas plataformas de <em>takeway</em> sido contactadas no sentido de se perceber qual o material necessário a implementar – luvas e soluções à base de álcool. Do mesmo modo, as embalagens foram cuidadosamente escolhidas, com selo de segurança, para garantir a protecção e integridade dos pratos pedidos pelos clientes.  </p>



<p>Por outro lado, a partir de hoje, vários restaurantes do grupo Quina deixam de ter serviço de sala, mas mantêm o serviço de balcão, respeitando as devidas distâncias de segurança. As encomendas são entregues à porta da Tasca da Esquina e da Peixaria da Esquina. Nas Padarias da Esquina, mantêm-se as vendas ao balcão – sendo que se farão entregas para encomendas com valores a partir dos 5€.</p>



<p>Numa última nota, Vítor Sobral &#8211; como tantos outros chefes de cozinha &#8211; apela que o Governo  apoie o sector. “Quero ajudar a criar soluções, e não contribuir para os problemas. Não quero causar problemas ao Estado nem às famílias que emprego. Quero apenas ferramentas para voltar a fomentar a economia e não deixar cair as minhas equipas.”</p>



<p><strong>Contactos para encomendas:</strong></p>



<p><strong>Tasca da Esquina:</strong> 919 837 255 ou info@tascadaesquina.com<br><strong>Peixaria da Esquina:</strong> 912 946 155 ou geral@peixariadaesquina.com<br><strong>Padaria da Esquina:  </strong><br>Restelo: 910 019 616 ou geral@padariadaesquina.com<br>Campo de Ourique: 910 019 616 ou geral@padariadaesquina.com<br>Alvalade (entregas ao balcão):  211 338 666 ou geral@padariadaesquina.com</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/coronavirus/covid-19-vitor-sobral-reforca-takeway/">#resistir Covid-19. Vítor Sobral reforça takeaway</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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		<title>#resistir Sónia Alcaso: Armadura que liberta</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 16 Mar 2020 12:45:11 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Vivemos uma insondável experiência humana. Há uma abertura diferente para o mundo, para os outros.</p>
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<p>Os ruídos ainda povoam as ruas. Acorda-se com eles. Descobre-se que tudo está desperto e que todas as pessoas estão despertas. Vivemos uma insondável experiência humana. Há uma abertura diferente para o mundo, para os outros. O cenário está confuso, é amargo. Liga-se a televisão. <em>Este é um fenómeno mundial. Há que haver consenso político, unidade nacional. A comunicação e os esclarecimentos são essenciais. É preciso confiar nas autoridades, sobretudo nas autoridades de saúde</em>.</p>



<p>O sol convida a sair, mas não se sai. É limitar a liberdade individual, para ajudar a comunidade em que vivemos, ajudar as nossas famílias, o nosso país, o mundo e a galáxia e onde quer que quisermos chegar. O futuro. É disso que se trata: proteger o futuro com uma armadura. É uma armadura pesada, até pode tornar-se ferrugenta se não houver fim à vista, mas é ela que nos vai permitir respirar fundo e descontrair. De nada ajudam as tensões.</p>



<p>As medidas estão a ser tomadas, mas ainda são insuficientes. Ouve-se a toda a hora que tudo aponta para o pior, que, de acordo com o que se observa em outros países europeus, <em>a dinâmica da infecção é exponencial. Há uma forte probabilidade de o cenário de pandemia se prolongar. A prioridade é a saúde, salvar vidas. Mais do que duas pessoas juntas é risco. É preciso fechar fronteiras. O Estado de Emergência é inevitável. Já. São medidas de estado de guerra, mas inevitáveis. É fundamental limitar as liberdades. Limitar a circulação de pessoas.</em></p>



<p>De carro, percorre-se o Chiado, o Cais Sodré. O sector da restauração está em perigo, é preciso que o Estado vá mais além na ajuda. Tantas casas e restaurantes fechados, tantos outros ainda abertos, o cenário é ameaçador.  </p>



<p>Passa-se pelo Mercado da Ribeira, agora fechado, e pasma-se diante de um grupo em festa. Várias cabeças unidas, copos na mão, toques e salivas pelo ar. Por momentos, deseja-se que a vida continuasse a ser assim, tão boa! Mas encarar isto, neste momento, é doloroso. É encarar o ser humano na sua inconsciência. Também nós, quanto mais nos relacionamos, mais rapidamente descobrimos onde estamos bloqueados, onde somos receosos e fechados. Nem sempre somos honestos. Nem sempre somos corajosos. Em situações deste tipo, podemos descobrir o que é verdade pura e simplesmente observando-nos a nós próprios em cada fenda, em cada buraco negro e em cada clareira, quer se trate de um local sinistro, sombrio, esplêndido, assustador ou pacífico. Observa-se o grupo, tira-se a foto e deseja-se que amanhã já não lá esteja.</p>



<p>*o autor não escreve de acordo com o Novo Acordo Ortográfico</p>
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		<title>Gil Fernandes: o mergulho na cultura portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Jan 2020 10:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Há um ano, a vida do jovem chefe Gil Fernandes ganhou novos voos ao assumir a chefia do restaurante Fortaleza do Guincho.</p>
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<p>Há pouco mais de um ano, a vida de Gil Fernandes ganhou novos voos ao assumir a chefia do restaurante Fortaleza do Guincho. Habituado à proximidade com o mar, aos sabores da costa portuguesa, ao contacto com o ar livre e à pressão de trabalhar em restaurantes de alta cozinha, o jovem chefe sente-se realizado profissionalmente e isso transparece neste projeto que agora é o seu.</p>



<p>Nos inícios, passou pelos duplamente estrelados Vila Joya e Ocean e pelo holandês De Lebrije (três estrelas). Esta bagagem vincou-lhe o caráter e é com um sorriso que encara o futuro e os novos desafios que virão.  </p>



<p><strong>Foste o braço direito do chefe Miguel Rocha Vieira durante três anos. Sucedeste-lhe na cozinha; como foi lidar com a pressão de assumir um restaurante que já tem, há 18 anos, uma estrela Michelin?</strong></p>



<p>Trabalhar num restaurante estrelado, de facto, é sempre diferente. E eu já tinha trabalhado em alguns. A cozinha é muito mais exigente! Contudo, em mim, essa pressão faz-me falta. Eu, aqui, logo que entrei percebi que havia espaço para evoluir. E estava certo &#8211; foi exatamente isso que aconteceu. Tenho aprendido imenso.  </p>



<p>Quando o Miguel saiu eu tive de “aguentar o barco”. Vi logo que todo o trajeto que tínhamos feito durante três anos se iria manter, o objetivo era continuar a desenvolver esse caminho.  </p>



<p>
Este
restaurante tem uma espécie de ADN clássico e um nível de
exigência muito elevado; a pressão é grande e o trabalho infinito
&#8211; trabalhamos sete dias por semana &#8211; mas, no final, compensa. É
muito gratificante!</p>



<p><strong>Miguel Rocha Vieira estava à frente da cozinha deste restaurante desde 2015, depois da saída de Vincent Farges. A nível da cozinha houve uma quebra com a cozinha francesa. Como foi fazer parte deste processo?</strong></p>



<p>Eu e o Miguel quisemos logo criar um menu com base em raízes portuguesas, mas contemporâneo. Claro que algumas pessoas devem ter estranhado esta mudança na gastronomia, mas rapidamente se habituaram a estes novos sabores.  </p>



<p><strong>Quais são as novidades que procuras trazer à cozinha do restaurante Fortaleza do Guincho? </strong> </p>



<p>Essencialmente procuro desenvolver este vínculo à cozinha portuguesa, utilizar produtos portugueses e adquirir cada vez mais conhecimentos. Também trabalhamos só com produtores de confiança para termos a certeza de que o que servimos à mesa é de grande qualidade. Ter uma boa equipa, estável e consistente, também é fundamental. Nós, neste momento, somos 20 e o objetivo de todos é fazer esta casa brilhar.  </p>



<p><strong>Se tivesses de o fazer, como definirias a tua cozinha? </strong> </p>



<p>Cozinha portuguesa contemporânea. Procuro que a minha cozinha assente em cinco princípios: sabor, tradição, sazonalidade, estética e criatividade.   </p>



<p><strong>Tens uma grande ligação ao mar e isso nota-se no teu mais recente  menu onde dominam os pratos de peixe.  Queres explicar essa ligação?</strong></p>



<p>Eu venho de uma terra costeira onde a maior parte das pessoas trabalha na pesca. O peixe aqui é um selo de qualidade. Apostamos, de facto, no peixe e no marisco. Relativamente à carne, nem sempre temos a certeza da sua qualidade. O nosso menu assenta muito em produtos que se encontram aqui perto.</p>



<p><strong>Sei que gostas de passear pelo cenário que circunda este restaurante, à procura de ervas e flores que possam integrar os teus pratos.</strong></p>



<p>Sim, é verdade. Somos nós que apanhamos as algas e o funcho do mar, por exemplo. Procuramos sempre usar produtos sazonais e, por isso, o menu segue naturalmente muito essa linha.</p>



<p><strong>O que te inspira para criares os teus pratos?</strong></p>



<p> O mar, o meu passado, os laços com a minha terra (Ribamar).</p>



<p><strong>As tuas criações têm um lado provocatório…</strong></p>



<p>Sim, eu gosto de brincar com o cliente, surpreendê-lo. Por exemplo, agora estou a pensar num prato que se chama “mãos de cabrito” e vai ter uma brincadeira dessas. Mas são pratos sempre muito pensados, trabalhados. Gosto de contar histórias aos clientes.</p>



<p><strong>Houve uma renovação na sala, agora mais neutra. A que se deveu esta necessidade de mudança? </strong> </p>



<p>Esta é uma casa antiga e já teve algumas remodelações. Agora estava com um ambiente muito pesado &#8211; não era renovada há 20 anos. Precisava de um “ar fresco”. Pintou-se de branco, os cortinados adquiriram um ar mais leve e o foco passou a ser a paisagem. A paisagem é o principal, não há como negar isso!  </p>



<p><strong>Sei que aqui no restaurante Fortaleza do Guincho foi criada agora uma iniciativa gastronómica para os mais jovens. Podes falar-nos um pouco sobre esse projecto?</strong></p>



<p>Sim, é uma ideia que implementámos há pouco, às segundas-feiras aos almoços. O objetivo é fazer com que o pessoal da área e os jovens (até aos 30 anos) tenham experiências Michelin a um preço mais acessível. No fundo, é partilhar o conhecimento com pessoas que se interessam pela cozinha. O projeto irá decorrer até fevereiro de 2020 e o menu criado para este fim tem o valor de 55€, incluindo snacks, entrada, prato de peixe, sobremesa e seleção de vinhos do sommelier do restaurante.</p>



<p><strong>Como vês a recente evolução da gastronomia em Portugal?</strong></p>



<p>Quando trabalhei, por exemplo no Vila Joya, havia muitos produtos a virem de fora e isso indignava-me. Com o tempo, esse facto tem vindo a ser contrariado, felizmente. Há uma grande evolução neste sentido &#8211; passou-se a valorizar mais o que é nosso! É esse o caminho. Sinto também que há um sentimento comum a todos os cozinheiros de colocarem a nossa gastronomia no pódio. Merecemos isso.</p>
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		<title>&#8216;Grand Gelinaz! Shuffle&#8217; no Belcanto: Troca de ideias num blind date</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 06 Dec 2019 11:42:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Restaurantes e Chefes]]></category>
		<category><![CDATA[Alexandre Silva]]></category>
		<category><![CDATA[Andrea Petrini]]></category>
		<category><![CDATA[António Galapito]]></category>
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		<category><![CDATA[mexico e portugal]]></category>
		<category><![CDATA[michelin]]></category>
		<category><![CDATA[restaurante Rosetta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ETASTE esteve no Gelinaz! 2019, no restaurante Belcanto, e assistiu ao desfile de pratos de Avillez inspirado na cozinha de Elena Reygadas, do Rosetta, no México.</p>
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<p><strong>O ETASTE jantou no Belcanto, na grande noite do &#8216;Grand Gelinaz! Shuffle&#8217;, no qual 148 chefes de todo o mundo foram desafiados a cozinhar inspirados nas receitas de outros colegas de profissão. Este é o relato de uma noite misteriosa, com um final surpreendente.</strong></p>



<p>Às 22h, o mistério foi desvendado. José Avillez abriu o envelope que trazia na mão e revelou diante de uma sala cheia de gente o nome da autora das receitas que lhe serviram de inspiração para o menu de degustação que nos foi servido nessa noite: Elena Reygadas do restaurante Rosetta. Seguiu-se uma ovação entusiasta e, de seguida, José fez uma videochamada com Elena. Muito sorridente e emocionada, a chefe mexicana agradeceu. Nós também!  </p>



<p>Foi, de facto, um jantar jantar único e irrepetível, não só no Belcanto como no mundo inteiro. O conceito do Gelinaz! 2019, criado pelo italiano Andrea Petrini, foi inovador: este ano contou com a participação de 148 chefes (4 deles portugueses. A par de Avillez, Alexandre Silva, António Galapito e Henrique Sá Pessoa também foram convidados). No dia 3 de dezembro, todos os chefes participantes fizeram um jantar, nos seus restaurantes, inspirado nas receitas de outro chefe, mas dando a cada prato uma interpretação pessoal. As receitas foram sorteadas e a organização desafiou os chefes a excederem os limites da criatividade com as receitas aleatórias que lhes calharam à mesa.  </p>



<p>José Avillez não defraudou as expectativas. “Não foi fácil reinterpretar umas receitas de alguém que não sabíamos quem era, não perdendo a identidade do Belcanto. Mas foi um desafio estimulante!”, declara-nos o chefe. E o factor-surpresa, foi mesmo surpresa? “Confesso que eu desconfiava! Conheço bem a Elena, já estive três vezes no restaurante dela; cozinhei com ela há um ano quando ela esteve cá e eu sabia que as receitas eram de um restaurante italiano, com influências mexicanas, no México… e, portanto, andava com a pulga atrás da orelha!”. José Avillez teve três semanas para interpretar o novo menu antes de o servir. “Esta ligação de cozinha mediterrânica com cozinha mexicana foi interessante! Adaptámos alguns pratos à nossa realidade, por exemplo, um dos pratos tinha sardinha, nós colocámos salmonete.” Os portugueses aderiram com força a esta iniciativa cultural e os estrangeiros &#8211; presença já assídua naquele que foi o primeiro bi-estrelado da capital &#8211; também!</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img fetchpriority="high" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_21_Credito_BoaOnda-683x1024.jpg" alt="" data-id="22290" data-full-url="https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_21_Credito_BoaOnda.jpg" data-link="https://etaste.pt/belcanto_gelinaz2019_21_credito_boaonda/" class="wp-image-22290" srcset="https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_21_Credito_BoaOnda-16x24.jpg 16w, https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_21_Credito_BoaOnda-24x36.jpg 24w, https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_21_Credito_BoaOnda-32x48.jpg 32w, https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_21_Credito_BoaOnda-200x300.jpg 200w, 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class="blocks-gallery-item__caption"><strong>Beringela queimada, </strong>endívias, romã, pimenta-rosa e gengibre.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" width="683" height="1024" src="https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_19_Credito_BoaOnda-683x1024.jpg" alt="" data-id="22289" data-full-url="https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_19_Credito_BoaOnda.jpg" data-link="https://etaste.pt/belcanto_gelinaz2019_19_credito_boaonda/" class="wp-image-22289" srcset="https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_19_Credito_BoaOnda-16x24.jpg 16w, https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_19_Credito_BoaOnda-24x36.jpg 24w, https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_19_Credito_BoaOnda-32x48.jpg 32w, https://etaste.pt/wp-content/uploads/2019/12/Belcanto_Gelinaz2019_19_Credito_BoaOnda-200x300.jpg 200w, 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Belcanto.</figcaption></figure></li></ul></figure>
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		<title>Manu Buffara: &#8220;Somos natureza.&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Oct 2019 09:58:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A propósito da sua presença na edição deste ano do Congresso dos Cozinheiros, ETASTE aproveitou para falar com uma das chefes mais relevantes do panorama gastronómico brasileiro.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/gastronomia/manu-buffara-somos-natureza/">Manu Buffara: &#8220;Somos natureza.&#8221;</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p lang="pt-PT" align="justify"><strong><span lang="pt-PT">O Ma</span><span lang="pt-PT">nu, restaurante da chefe Manu Buffara, em Curitiba, Brasil, </span>é <span lang="pt-PT">um dos mais consagrados da Am</span>érica Latina<span lang="pt-PT">. </span><span lang="nl-NL">Paranaense de Maring</span>á <span lang="pt-PT">e filha de fazendeiro, Buffara cresceu no campo e, hoje, é uma das vozes que se ergue para falar sobre conexão entre as pessoas e a terra. “Somos aquilo que nos alimenta. Somos natureza”, diz a chefe que defende o respeito ao produto e a valorização do produtor.  </span></strong></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><strong>A propósito da sua presença na edição deste ano do Congresso dos Cozinheiros, que aconteceu dias 29 e 30 de setembro, no LX Factory, em Lisboa, o ETASTE aproveitou para falar com uma das chefes mais relevantes do panorama gastronómico brasileiro.<br />
</strong></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT"><strong>Jornalismo e gastronomia são duas áreas que fizeram parte da sua formação. O que chegou primeiro?</strong> </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">Andaram par a par. Eu entrei na faculdade de jornalismo bem nova, aos 16 anos, mas não fiz o curso seguido. Entretanto, fui para fora do Brasil por um tempo e acabei por trabalhar em cozinha. Na realidade, demorei muito tempo para me formar em jornalismo. Naquela época não existia o curso de gastronomia &#8211; essa profissão no Brasil ainda não era reconhecida &#8211; e vi-me quase forçada a tirar uma licenciatura noutra área para agradar aos meus pais. </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT"><strong>Como foram essas primeiras experiências na cozinha?</strong> </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">Quando eu fui morar para os Estados Unidos tinha cerca de 17 anos e acabei por trabalhar num hotel, como garçonete. Depois passei para a cozinha. Eu aprendi cozinha na prática. Trabalhei também num barco de pesca no Alasca. Quando voltei ao Brasil, eu já sabia que queria fazer gastronomia, mas estava na faculdade de jornalismo. Aconselharam-me então a ir para Itália, eu fui e fiquei lá um ano. Mais tarde, em 2006, fui para o Noma, durante um mês. </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><strong><span lang="pt-PT">Depois do Noma, em 2008, também passou pelo Alínea, em Chicago. Como foi trabalhar nesses restaurantes célebres?</span></strong></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">A experiência é cheia de conhecimentos em cada restaurante por onde se passa. Tenta-se sempre retirar o melhor. No Noma, a maneira como o René </span>Redzepi<span lang="pt-PT"> trabalha ensinou-me a dar valor ao nosso produto, à nossa terra, à nossa cultura e ao pequeno produtor. O Alínea, por sua vez, é uma cozinha incrível onde se aprende muito sobre organização e a dar valor a conceitos como o silêncio e a concentração. </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><strong><span lang="pt-PT">Como surgiu a oportunidade de abrir o seu próprio restaurante &#8211; o Manu?</span></strong></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">Eu abri o Manu em 2012, sozinha. Sou</span> responsá<span lang="es-ES-u-co-trad">vel por </span><span lang="pt-PT">tudo, desde a compra com fornecedores at</span>é <span lang="pt-PT">à criação e finalização dos pratos. O Manu surgiu por acaso. Na época, eu estava a trabalhar em hotelaria e tive a oportunidade de comprar um café a um amigo. Sempre quis fazer uma cozinha de autor, </span>d<span lang="pt-PT">ando prioridade aos ingredientes locais e artesanais. É esse o conceito do Manu. Trabalhamos apenas com um menu de degustação e mudamos todos os dias. Dependemos muito da mãe natureza e do que ela nos dá. </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><strong><span lang="pt-PT">O que significou para si ganhar em 2018 o pré</span>mio &#8216;Miele One To Watch&#8217; no Latin America<span lang="fr-FR">’s 50 Best Restaurants</span><span lang="pt-PT">?</span></strong></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">Foi </span>uma honra<span lang="pt-PT"> para a gastronomia paranaense! E, claro, para mim e </span><span lang="es-ES-u-co-trad">tamb</span>é<span lang="pt-PT">m para minha equipa! O Manu foi o primeiro local do Sul do Brasil a ser premiado, saindo do habitual eixo Rio-São Paulo. </span><span lang="fr-FR">É</span><span lang="pt-PT"> muito</span><span lang="it-IT"> importante mostrar </span><span lang="pt-PT">o meu trabalho e as pesquisas que fazemos em torno do estado do Paran</span>á<span lang="pt-PT">, no Brasil.</span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT"><strong>Fale-me sobre o projeto das hortas urbanas, em Curitiba.</strong> </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">É um projeto da comunidade que vem resgatar o contacto com a natureza. São 89 hortas na cidade, com cinco mil famílias a serem beneficiadas. É um trabalho que é da prefeitura, das políticas públicas. É de louvar, pois surgiram pontos verdes em lugares que estavam vazios, abandonados e cheios de lixo. </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT"><strong>E porquê abrir um restaurante em Nova Iorque?</strong> </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">Foi uma oportunidade que surgiu. Vou abrir em janeiro, no bairro do Chelsea. Vai chamar-se </span><span lang="it-IT">Ella </span><span lang="pt-PT">e resulta de uma parceria que fiz com os empres</span>á<span lang="sv-SE">rios Michael Satsky e Brian Gefter </span>– <span lang="pt-PT">donos de diversas casas noturnas em Nova Iorque</span>. Será <span lang="pt-PT">uma cozinha autoral, com muita t</span>é<span lang="pt-PT">cnica e hist</span>ória,<span lang="pt-PT"> e ligada ao Brasil. Terá muitas </span>influ<span lang="fr-FR">ê</span><span lang="pt-PT">ncias do Manu. </span></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><strong><span lang="pt-PT">É comum dizer que o seu trabalho é conectar pessoas, educar e compartilhar. Isso é sustentabilidade?</span></strong></p>
<p lang="pt-PT" align="justify"><span lang="pt-PT">Sem dúvida! Sustentabilidade é informar, educar, é a preocupação com o lixo, com a água, com a cidade. O ser sustentável vai muito além da cozinha. Os teus produtores também são sustentáveis? E os ingredientes? Nós cuidamos muito desse lado. Eu quero saber de onde vem o meu alimento. É fundamental a gente ir buscar o saber, conectar e compartilhar. </span></p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/gastronomia/manu-buffara-somos-natureza/">Manu Buffara: &#8220;Somos natureza.&#8221;</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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		<title>Especial 20 anos Quinta do Monte D&#8217;Oiro. Perfil Francisco Bento dos Santos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sónia Alcaso]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 15 Sep 2017 11:38:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Bar]]></category>
		<category><![CDATA[Bebidas]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[francisco bento dos santos]]></category>
		<category><![CDATA[josé bento dos santos]]></category>
		<category><![CDATA[quinta do monte d'oiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Formado em Engenharia Biológica, mas desde sempre ligado ao projecto vitivinícola da família, Francisco Bento dos Santos conhece bem este mundo. Não há segredos; mas perceber de vinhos é quase um ritual.</p>
<p>O post <a href="https://etaste.pt/bar-mag/especial-20-anos-quinta-do-monte-doiro-perfil-francisco-bento-dos-santos/">Especial 20 anos Quinta do Monte D&#8217;Oiro. Perfil Francisco Bento dos Santos</a> aparece primeiro no <a href="https://etaste.pt">Etaste</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>O nome por detrás da Quinta do Monte D’Oiro é, hoje, o de Francisco Bento dos Santos. Um homem que herdou, do pai, não só o sobrenome de peso, mas também a vontade férrea e o saber para extrair das videiras o que de melhor elas dão. </strong></p>
<p>A Quinta do Monte D’Oiro produz vinhos que se aliam a outros sabores – os da gastronomia. Bento dos Santos é um cultor do gosto, ligado desde sempre ao mundo da alimentação. Conhece bem os produtos, as suas potencialidades e o vinho adequado para os acompanhar. Nasceram, assim, os vinhos da Quinta do Monte D’Oiro, com sentido gastronómico, que estão à altura tanto de uma cozinha de carácter mais regional ou popular, como de um restaurante erudito ou de alta cozinha. Vinhos que equilibram refeições, “frescos, elegantes, minerais e complexos”. Quem o diz é Francisco Bento dos Santos, o homem à frente da Quinta do Monte D’Oiro desde 2012. A expectativa é que, no futuro, esta característica gastronómica dos seus vinhos seja reforçada, “dada a maior experiência e conhecimento do terroir, a idade das vinhas e a saúde e biodiversidade no solo, consequência da não utilização de pesticidas, herbicidas ou outros químicos”. Os vinhos da Quinta do Monte D’Oiro já ganharam fama e soaram pelas cozinhas dos nossos chefes. A eles se renderam nomes como José Avillez, Kiko Martins ou Ljubomir Stanisic.</p>
<p>Formado em Engenharia Biológica, mas desde sempre ligado ao projecto vitivinícola da família, Francisco Bento dos Santos conhece bem este mundo. Não há segredos; mas perceber de vinhos é quase um ritual. “É preciso prová-los, meditar sobre eles, conversar com eles”, revela-nos. Um desafio, portanto, para quem procura sempre elaborar vinhos de excelência, personalizados, com a identidade própria de um terroir.</p>
<p>Texto original publicado na INTER 251</p>
<p>*o autor não escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico</p>
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