O nome por detrás da Quinta do Monte D’Oiro é, hoje, o de Francisco Bento dos Santos. Um homem que herdou, do pai, não só o sobrenome de peso, mas também a vontade férrea e o saber para extrair das videiras o que de melhor elas dão.

A Quinta do Monte D’Oiro produz vinhos que se aliam a outros sabores – os da gastronomia. Bento dos Santos é um cultor do gosto, ligado desde sempre ao mundo da alimentação. Conhece bem os produtos, as suas potencialidades e o vinho adequado para os acompanhar. Nasceram, assim, os vinhos da Quinta do Monte D’Oiro, com sentido gastronómico, que estão à altura tanto de uma cozinha de carácter mais regional ou popular, como de um restaurante erudito ou de alta cozinha. Vinhos que equilibram refeições, “frescos, elegantes, minerais e complexos”. Quem o diz é Francisco Bento dos Santos, o homem à frente da Quinta do Monte D’Oiro desde 2012. A expectativa é que, no futuro, esta característica gastronómica dos seus vinhos seja reforçada, “dada a maior experiência e conhecimento do terroir, a idade das vinhas e a saúde e biodiversidade no solo, consequência da não utilização de pesticidas, herbicidas ou outros químicos”. Os vinhos da Quinta do Monte D’Oiro já ganharam fama e soaram pelas cozinhas dos nossos chefes. A eles se renderam nomes como José Avillez, Kiko Martins ou Ljubomir Stanisic.

Formado em Engenharia Biológica, mas desde sempre ligado ao projecto vitivinícola da família, Francisco Bento dos Santos conhece bem este mundo. Não há segredos; mas perceber de vinhos é quase um ritual. “É preciso prová-los, meditar sobre eles, conversar com eles”, revela-nos. Um desafio, portanto, para quem procura sempre elaborar vinhos de excelência, personalizados, com a identidade própria de um terroir.

Texto original publicado na INTER 251

*o autor não escreve ao abrigo do novo acordo ortográfico