Este período de quarentena fez nascer um conjunto muito elevado de iniciativas online dedicadas a explicar diversos fenómenos associados a esta pandemia. Vão desde informações sobre este vírus, a entretenimento, aulas práticas e também a Webinars sobre diversos temas. Tentamos todos entender o fenómeno que estamos a viver e fornecer opinião com base na nossa perspetiva.
Durante as crises, as pessoas naturalmente mudam para um modo de agir que pode ser considerado “lutar ou fugir”, em que o foco é a minimização do risco e a preservação da sua vida. Quando o risco é elevado, a sobrevivência a curto prazo passa a ser imperativo. A perspetiva passa a ser mais o foco em resoluções a curto prazo que a longo prazo. A gestão em tempos de crise também vive este fenómeno. Com a paragens dos negócios e com sinais exteriores de que as perspetivas depois da pandemia serão negativas para a Hospitalidade em geral, gera-se um stress na nossa mente.
A forma de lidar com este stress varia de pessoa para pessoa. Resistir é olhar para as três opções e decidir qual a que melhor se enquadra na nossa personalidade. Todas elas apresentam vantagens e desvantagens. Muitas vezes, quando não se sabe para onde ir, ficar parado é a melhor opção. Outras vezes, o melhor é mesmo fazer algo mesmo sem conhecer o resultado. Ficar parado tem a vantagem de se poder tomar decisões mais
pensadas e com base em informação. Em contrapartida oferece pouca direção e muitas indecisões. Fazer algo imediatamente tem como vantagem a experimentação e a velocidade de execução. Mas pode também levar a empresa para caminhos e custos que não fornecem resultados.
Como líderes e donos de negócio, somos chamados a tomar decisões. A crise gerada pelo COVID-19 é um inimigo amorfo que requere uma avaliação pessoal da forma como fazemos tudo. Eu acredito que a partir de agora um dos princípios que irá ser a base da nossa atuação será algo dentro da ideia de que “Todo o nosso modelo de gestão está aberto a mudanças”. A ideia de que podemos cometer erros ao longo do caminho, mas não iremos falhar. Desejamos existir e continuar a funcionar mesmo depois de ganhar ao vírus. Esse modelo operativo passará a fazer parte do nosso ADN.
