Apresento-me. Não interessa o nome. Sou um confinado à beira de um ataque de nervos.

Saí de casa dos pais aos 27 anos. Para casar. Não se riam. Era normal nessa época. Desde essa data nunca mais tomei um pequeno-almoço em casa. Tomei-o sempre fora, em diversos cafés ou confeitarias – sim, caro leitor, no Norte não existem pastelarias – e fui variando aquilo que escolhia. Pequeno-almoço é para mim uma refeição salgada. Mesmo que tenha uma componente doce terá de ser acompanhada por um pouco de sal. No meu caso, bastante.

Trago-vos hoje os croissants da Confeitaria Romi, talvez o pior sítio do mundo para se aconselhar, mas aquele de que eu mais gosto. Porquê? Porque tudo é “feio”, mas extremamente saboroso. E não esqueço o fantástico Marco Mendes, nascido brasileiro e portuense há 25 anos, a dizer quando eu entrava: “sai um croissant e um quilo de manteiga para o Sr. Marcos Allen”!

Que enorme vontade de voltar.