Os Produtores de Vinhos Alvarinho de Monção (PROVAM) lançaram o seu mais recente vinho verde branco, o Contradição, idealizado pelo enólogo minhoto Francisco Codesso.
Na embalagem protetora da garrafa lê-se “amor é fogo que arde sem se ver/ É ferida que dói e não se sente”. Este verso do poema de Luís de Camões é a introdução ‘à contradição’, que também lhe dá nome. Isto por que, com este Alvarinho pretendeu-se “dar mais prioridade à mineralidade e não tanto ao fruto”, explica Francisco Codesso, que também quis manter a tradição: “tentei fazer um vinho que refletisse a qualidade que antigamente existia”.
E como “o vinho pede conversa e comida”, confessa Codesso, o seu lançamento contou com harmonizações por parte de cinco chefes, que confecionaram pratos para as várias gamas da marca.
O chefe cortador Vitor de Oliveira esteve encarregue do ‘presunto ibérico’ e ‘das ostras ao natural da Ilha dos Puxadoiros’, que acompanharam o Côto de Mamoelas 2012. Em seguida, o ‘arroz cremoso de bacalhau e coentros’, do chefe José Maria Lino, ligou com o Varanda do Conde 2015. Já o sushi ‘gunka evolution e hot rol mixed’, criação do sushiman Suman Abhikari, e o ‘cordeiro picado envolto em folha de videira’, do chefe Guram Baghdosvili, combinaram com o Portal do Fidalgo 2015. A chefe Paula Carção harmonizou o Portal do Fidalgo 2007 com o ‘mini prego em bolo do caco com manteiga de alho e salsa’. Por fim, o Contradição acompanhou as iguarias finais e o pão de ló de Monção.
A galeria de design de interiores da decoradora Ana Roque, em Lisboa, serviu de palco para dar a conhecer este vinho exclusivo, “que ao nariz é subtil e na boca é poderoso”, reforça Codesso. Esta edição estará disponível em apenas três mil garrafas.
