Este vinho é histórico no Douro, e foi tecido pela primeira vez em 1992 (o branco, o tinto é de 1990) pela mão de João Nicolau de Almeida, o famoso enólogo que está entre os pioneiros que definiram o moderno vinho do vale dourado. Duas quintas, convém contar a história, são a Quinta da Ervamoira, situada a 150m de altitude junto do rio Douro, no seu afluente Côa, e a Quinta dos Bons Ares, num raro enclave de granito em terra de xisto, a 600m de altitude junto a Sebadelhe. Entre a concentração da uvas de baixa altitude e a acidez e vivacidade das uvas da alta vem o equilíbrio procurado, por João e pelo seu tio José Ramos-Pinto Rosas, outro genial pioneiro do vinho Douro, e ambos guardiães do Vinho do Porto. Beber um Duas Quintas é honrar a história do Douro, e um prazer só suplantado pela nostalgia de visitar estes sítios mágicos.

Este 2019 mostra um nariz muito puro, com os minerais em primeiro lugar, depois frutas amarelas suaves, bem equilibradas por notas minerais. Na boca está cremoso, cristalino, com boa acidez e muito sabor, encorpado e cheio, final longo e envolvente.



Ficha técnica:

Nome do vinho: Duas Quintas
Região: Douro
Tipo de vinho: Branco
Ano: 2019
Castas: Rabigato, Viosinho, Arinto, Gouveio, Côdega
Teor alcoólico: 13.5%
Preço: 11.90€

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