Tony Conigliaro começou por seguir História da Arte. E o facto é que essa experiência foi importante no seu percurso enquanto mixologista. Os seus cocktails têm influências muito próprias e inspirações das mais variadas áreas.

A bagagem de mais de 20 anos a trabalhar em bares e restaurantes londrinos, como ‘Termini’ ou ‘Isola’, fê-lo criar novas técnicas e métodos. Em 2008, fundou o laboratório ‘The Drink Factory’, um espaço onde explora e experimenta sabores. Tudo para dar aos clientes do seu bar ’69 Colebrooke Row’, em Londres, a melhor experiência possível.

“Hoje em dia, os cocktails têm uma linguagem diferente. A certo ponto, começaram a ultrapassar e a interligar-se com o mundo da cozinha”, afirma. “Mas há movimentos diferentes nesta indústria. A gastronomia pode ter várias abordagens. Assim como o bar. Existem vários estilos e os bartenders estão cada vez mais profissionais, a própria comunicação com os clientes é melhor”, explica.

Conigliaro é ainda responsável pelo bar do hotel Zetter Townhouse e pelos cocktails servidos no restaurante the Grain Store, Londres. O bartender de 45 anos defende que “está a acontecer um movimento cultural em que é possível encontrar cocktails melhores e de forma mais fácil. Na minha cidade, em Londres, encontramos várias culturas. E isso é ótimo porque todas trazem algo aos cocktails. Há 15 anos, trabalhei com muitos sul-africanos, eles regressaram ao seu país e levaram novos conhecimentos. Isso contribui para a elevação da cultura do cocktail”, afirma.

O mixologista britânico já soma importantes prémios no mundo do bar, entre os quais a designação de ‘International Bartender of the Year’, em 2009, e um ‘James Beard Award Best Beverage Book’, em 2014, pela obra ’69 Colebrooke Row’, lançada em 2014.  “Esta contém uma abordagem mais clássica e é diferente porque fotografámos os nossos próprios clientes. O meu primeiro livro ‘The Cocktail Lab’ – lançado em 2013 – fala mais bebidas, técnicas e outras ideias. Mas este é mais sobre como funciona o bar em si”.