Já abriu La Cité du Vin, em Bordéus, um museu de 13 mil m², dez andares e 20 áreas temáticas que contam a história do vinho desde o ano 6000 AC até à contemporaneidade. O arrojado edifício – que pretende invocar a figura de um decanter – é da responsabilidade dos arquitetos Anouk Legendre e Nicolas Desmazières que tiveram o cuidado de idealizar uma imponente estrutura metálica que reflete não só as diferentes cores de cada estação, como se adapta às variações de luminosidade do dia. Com um investimento na ordem de 81 milhões de euros, o museu foi financiado na sua maioria pelos produtores da região.
No interior, um percurso interativo vai revelando diversas vertentes da história do vinho – desde as influências de diferentes civilizações, às várias regiões vitivinícolas, sem esquecer a ligação da enologia à arte -, tudo com a ajuda de um guia áudio que activa ecrãs gigantes com filmes e depoimentos de produtores. No último andar, o lounge Cité du Vin’s Belvedere, com a sua vista de 360º sobre a região, convida os visitantes a experimentar uma seleção de 20 vinhos internacionais, que varia todos os dias. A prova é acompanhada por jovens especialistas que dão a conhecer as variedades disponíveis, os diferentes tipos de uvas e colheitas, partilhando também dicas sobre como harmonizar cada um. Há ainda uma loja com cerca de 800 referências de todo o mundo, das quais 200 são francesas.
E nem as crianças foram esquecidas. Desde o passado mês de julho que o La Cité du Vin tem uma série de atividades (sem álcool) para famílias. Os workshops passam por mostrar a importância dos cinco sentidos na forma como se perceciona a comida e a bebida.
O ingresso para a Cité du Vin custa 20 euros e inclui um guia sobre o museu e a oferta de um copo de vinho que deve ser degustado com vista panorâmica para a cidade. A expetativa da direção é que, todos os anos, 450 mil pessoas cruzem as suas portas.
