Hoje, mais do que nunca, quero continuar a sorrir.
Perante a agressividade do momento, quero manter o sorriso. Afinal, sabemos que entre mãos temos dúvidas constantes que vão sendo resolvidas hora a hora, dia-a-dia. Mas ainda não é proibido sorrir. Ainda que o peito aperte. Ainda que o olhar, por vezes, seja vago e ausente, ainda não é proibido sorrir.
Desde sexta-feira passada passei por um carrossel de emoções. Já vivi momentos de alerta absoluto para depois sentir a acalmia que vem com a tomada e a aceitação de decisões sendo que, no dia a seguir, voltamos à incerteza que exige novas decisões, novas tomadas de posição. No meio de tudo isto, são as pequenas conquistas que vem dos desafios do dia-a-dia que nos deixam felizes. Esquecemos até que vivemos um pré “estado de emergência”, esquecemos que a nossa vida mudou de um dia para o outro. Conseguimos ter conforto porque as decisões são sempre tomadas com a certeza que o momento nos oferece e na reciprocidade dos que nos ajudam a decidir.
Não sabemos o que nos espera. As notícias gelam-nos. Para além das dores relacionadas com os nossos negócios, são aterradoras as notícias sobre a perda de vidas. Mas, no entretanto, enquanto o sol se põe e nasce outra vez, vejam quantas soluções já surgiram, quantas ideias já brotaram. No negócio da restauração e da alimentação já surgem ideias para reinventar os modelos mostrando que nada está escrito na pedra e que há um mundo grande a descobrir. No meio do tumulto muitas serão janelas de oportunidade para fazermos diferente e que podem mudar o mundo, pelo menos aquele que conhecemos. Farão nascer novos protagonistas. Darão frutos maduros na economia nacional. Outros serão apenas fendas que vão deixar passar o sol. Mas não interessa. Não ficámos parados. Não deixámos de sorrir, ainda que sem o abraço. Fizemos o caminho, ainda que com as dores, sempre com um sorriso.
E eu não vou deixar de sorrir e construir a minha solução dia-a-dia. Quero cantar: “puxa por mim, que eu puxo por ti, ninguém cai nesse despenhadeiro, deixa essa bagagem toda aqui, embora lá começar do zero, que me dizes? De ir atrás de um final feliz (…) todo o mundo é imperfeito, cada um tem o seu jeito, mas se cada um trouxer, o seu pedaço de céu, fazemos um paraíso.
E sorrir sempre.
