A força do elo mais fraco.
Os agricultores.
O eu, o nós, o eu em nós e o nós em mim.
O momento das pessoas serem Pessoas.
O abrir de olhos. O escancarar de caracteres, de fundos.
O Facebook e os egos.
As pessoas, porra, as pessoas!
Será que é desta que percebemos não só da justiça moral mas também da necessidade da melhor distribuição de recursos? Quero dizer a nível mundial, extrapolando do que nos toca mais directamente – a nossa família, a comunidade, a cidade, o país, o continente.
A força de uma corrente. O elo mais fraco. O acesso a condições de saúde e recursos médicos e hospitalares pelo mundo todo, em todos os países e como nos afecta.
PUM!
De repente, do nada, tudo mais claro do que água cristalina em ribeiro de montanha pouco visitada por humanos.
A consciência da inter-dependência. Tudo e todos.
O medo da fome – o maior de todos.
Um grupo de micro-cervejeiros portugueses reuniu 100.000 litros de ácido peracético e quer entregar onde fizer falta. E faz. Precisam de embalagens.
Há fábricas de têxteis a produzir máscaras.
Os prédios, os bairros, as freguesias organizaram-se para entregar bens a quem precisa e não tem.
Nada voltará a ser como era. Ainda bem.
Sairemos melhores pessoas de tudo isto.
Passamos a ver mais e melhor. Não é só o tempo que temos, de repente. É a consciência.
E ainda bem que os agricultores não precisam nem podem passear os seus egos pelo Facebook. Estão ocupados. A vida segue.
A primavera chegou mais cedo. “que se #%## o calendário”, disse. E veio.
Para nós será mais tarde, mas estaremos em condições de ver, fazer e sentir a festa.
SIGA!
