Depois da chuva de estrelas para Portugal, a 23 de novembro, chega a medalha de ouro, atribuída pela Academia Portuguesa de Gastronomia, a José Avillez. O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e o primeiro-ministro, António Costa, foram agraciados com os títulos de sócios honorários.

José Avillez foi premiado por ser uma referência e assim conseguir promover “o reconhecimento da gastronomia portuguesa”, refere Bento dos Santos, presidente da Academia. Outro dos laureados foi o chefe Milton Anes, do LAB by Sergi Arola, com o prémio ‘Arte de Cozinha’, que assinala a sua “sensibilidade gustativa fora do comum” e uma forma de trabalhar “moderna, evidente, urbana e de notável recorte artístico”.

Também o escanção do Belcanto, Rodolfo Tristão, recebeu o galardão ‘Arte da Sala’ pela sua abordagem e forma como se relaciona com os clientes, transmitindo o seu “profundo conhecimento dos vinhos”. A distinção ‘Cozinha Tradicional Portuguesa/Maria de Lurdes Modesto’ foi atribuída ao restaurante Vallécula, na Guarda, pelo seu “cuidado extremo com a genuidade dos produtos”.

Finalmente, o sociólogo António Barreto, autor da obra “Douro. Rio, Gente e Vinho” foi o vencedor da categoria ‘Literatura Gastronómica’ por ser “fundamental para se compreender a génese e o desenvolvimento do vinho do Porto”, considerado uma das maiores riquezas gastronómicas de Portugal.

Com os holofotes virados para Portugal, Jacques Mallard, presidente da Academia Internacional de Gastronomia, não pode deixar de assinalar que a cozinha portuguesa viveu, nas últimas décadas, “uma verdadeira revolução”. Uma revolução que não para de conquistar os olhos do público e da crítica.