Em antecipação ao Barman do Ano 2016, que começa dia 21 de junho, falámos com Anna Martinez Sastriques, um prova viva que as mulheres cada vez mais tem uma palavra a dizer no setor. A jovem espanhola começou por trabalhar como empregada de mesa mas acabou por se apaixonar por outra arte, a da coquetelaria. A dada altura, é convidada para integrar a equipa do bartender Sergio Padilla, com quem até hoje trabalha no emblemático Boca Chica, em Barcelona, Espanha.
É uma mulher numa área ainda dominada por homens. Sente que as mulheres estão, a pouco e pouco, a ganhar terreno neste mundo?
Sim. Já me aconteceu, por várias vezes, os clientes dirigirem-se desconfiados pelo facto de ser uma mulher a preparar-lhes uma bebida mas depois até gostam e dão-me os parabéns. Trabalho muito, todos os dias, para mostrar que sou capaz, que não sou nem mais nem menos que os homens.
Qual o seu cocktail de eleição?
Tenho dois, ‘dark and stormy’ e ‘the basil smash’. Mas no geral, gosto de qualquer cocktail com vermute.
Qual a sua opinião sobre o food-paring?
O food-paring existe desde sempre. À partida, quando bebes uma bebida, acompanhas sempre com algo para comer. Mas sim, a cozinha e a coquetelaria estão neste momento mais unidas do que nunca. Acho muito interessante um prato passar a estado líquido ou o oposto. Há dois tipos de food-paring: os que combinam os sabores e os que os contrastam. Eu prefiro aqueles que contrastam. É mais interessante mas também mais complicado. É um mundo por descobrir.
Qual a sua opinião sobre o concurso Barman do Ano?
O Barman do Ano é um treino óptimo e ajuda-te a crescer enquanto bartender. Para além de te dar reconhecimento e abrir portas para outros mercados. Bartenders há muitos, por isso tem que se trabalhar por ser diferente e se destacar dos demais.
Que conselhos deixa a quem queira participar numa competição com o Barman do Ano?
Fazer parte de um concurso destes vai muito além de apenas participar. Inevitavelmente, estabelece-se amizades com outros participantes, tal como aconteceu comigo e a Flavi Andrade. E os concorrentes têm de se apoiar uns aos outros, é importante. No fundo, o que tu fazes nestes concursos é o resultado do que fazes no dia-a-dia. Por isso, a prática vai ajudar-te muito a fazeres as coisas perfeitas neste tipo de situações.
