O prémio Mario Solinas, um dos mais importantes galardões, atribuído pelo Conselho Oleícola Internacional, já elogiou – só este ano – 10 azeites nacionais. O concurso que se desenrola em duas etapas, uma em janeiro e outra em junho, considerou quase duas centenas de produtos vindos de toda a bacia do mediterrâneo – da Grécia, passando pela Tunísia e Israel – mas também de outros quadrantes do mundo como Argentina, Austrália, Chile ou Uruguai, concluindo que os portugueses estão entre os melhores.

Na edição de janeiro, concorreram 39 azeites nacionais, o segundo país com maior participação no concurso, só ultrapassado por Espanha, representada por 79 produtores. Na final, a Sovena, detida pela família Mello, ganhou o primeiro e o segundo prémio na categoria verde frutado suave com os azeites Oliveira da Serra. Entre os finalistas ficaram ainda os produtores nacionais Elaia, Elosua e Enolea.

Já na edição de junho, houve 47 concorrentes, tendo Portugal sido representado por 16 deles, assumindo-se como o país com mais participações. O primeiro prémio, na categoria verde frutado suave, foi para Filipe José de Albuquerque Roboredo Madeira. Já na categoria de frutado maduro, o ouro foi atribuído à Cooperativa Agrícola de Moura e Barrancos. Finalmente, o Vale das Lendas (Trás-os-Montes) ganhou o segundo prémio, entre os verdes frutados suaves. Nos finalistas ficaram ainda a Casa de Santo Amaro (Mirandela), o azeite de Celso Hernâni Gastalho Madeira (Vilar de Amargo) e a CARM – Casa Agrícola Roboredo Madeira (Almendra).

Conselho Oleícola Internacional

O Conselho Oleícola Internacional é uma organização internacional que opera no campo do azeite e das azeitonas de mesa. Foi criada em 1959, em Madrid, sob a chancela das Nações Unidas, com o objetivo de se assumir como fórum mundial, não só para melhor enfrentar os desafios do setor mas também para promover o desenvolvimento sustentável da cultura da oliveira.