O chefe Júlio Pereira, proprietário dos restaurantes Kampo e Akua, no Funchal, Madeira, abriu uma padaria. Kôdea — assim se chama — tem pão de fermentação natural, sandes compostas, doces, salgados e muito em breve, pizzas com produtos portugueses.

Natural da Carvoeira, na Ericeira e radicado no Funchal há vários anos, Júlio Pereira começa por contar que o pão de fermentação natural que fazia nos restaurantes Kampo e Akua, ambos abertos em 2018, já era algo gabado pelos clientes. Pela oportunidade de negócio e também pela conquista de um novo público, decidiu abrir uma padaria e pastelaria a que chamou Kôdea. O chefe desvenda que era para ter aberto o novo espaço apenas em “junho ou julho” mas que a pandemia acabou por acelerar o processo, oferecendo ao responsável tempo para preparar a abertura do novo conceito e também para prosseguir com a ideia de juntar os seus espaços de restauração num só edifício. “Já o tínhamos adquirido antes disto tudo acontecer como forma de rentabilizar custos”, justifica. Assim, na nova morada, já é possível encontrar sob o mesmo teto, o Kôdea e o Kampo, restaurante especializado em carne, faltando apenas juntar-se aos restantes dois o Akua, espaço que privilegia o mar, o peixe e o marisco.

Voltando ao Kodêa, nestes primeiros tempos, o chefe garante que a oferta de pães não será longa. “Vamos fazer uma viagem pelos pães de Portugal e depois vamos fazer uns que se adaptem às sandes que vamos tendo”, diz. As farinhas trabalhadas, essas, advêm da empresa local Insular dos Moinhos. “A Madeira ainda está um pouco atrás nesta linha de produto. Vamos trabalhar com eles para termos outros tipos de farinhas. Queremos ter um pão de valor acrescentado”, afima o chefe.

Além de pão, no Kôdea há também sandes compostas, “pela cultura que existe na Madeira de comer em pé”, alguns doces e salgados, como croissants, pain au chocolat ou pastéis de nata. No final de junho, Júlio pretende avançar ainda com uma oferta de pizzas com produtos portugueses.

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