Ter uma experiência gastronómica autêntica numa casa portuguesa é agora possível através da plataforma Portuguese Table. O projeto, que passa por ter uma rede de anfitriões espalhados pelo país dispostos a abrir as suas portas a quem queira partilhar uma refeição tipicamente lusa, partiu dos promotores Paulo Castro, Paulo Lopes e Jorge Azevedo. “Acreditamos na arte portuguesa de bem servir. Acreditamos que juntar uma mesa de pessoas desconhecidas é a melhor experiência gastronómica e social que alguma vez pode viver. Queremos apostar nos chefs de cozinha lá de casa, partilhar o surpreendente paladar da descoberta e abrir o apetite à vontade de conhecer novas pessoas”, avançam.
A ideia, que já estava na cabeça de Paulo Castro há uns anos, ganhou forma recentemente graças à Tourism Creative Factory, um programa de ‘startups’ do Turismo de Portugal, que se destina a transformar ideias em negócios. A Portuguese Table foi um dos 16 projetos finalistas. Em junho deste ano, a empresa foi formalmente apresentada na Escola de Hotelaria do Porto, cidade onde residem os três promotores, que também são os primeiros três anfitriões da plataforma.
A partir de agora, a Portuguese Table pretende aumentar o número de participantes. No entanto, para se qualificar para ‘chefe’ lá de casa, é necessário cumprir algumas normas. O espaço tem que ter condições mínimas para receber, deve ter um ambiente português, além de que quem cozinha deve mostrar que está a altura do desafio. Se não tiver um curso na área, a Portuguese Table ministra uma formação online coroada por uma prova final para verificar os conhecimentos aprendidos. De resto, os responsáveis pela plataforma também visitam todos os potenciais candidatos para saber previamente como serão apresentadas as refeições. Depois de passar pelo crivo da empresa, os menus, preços, datas e formas de pagamento de cada anfitrião estarão disponíveis no site.
A Portuguese Table opera atualmente no Porto, embora espere em breve chegar também a Lisboa. Mas não pretende ficar limitada ao país. Paulo Castro acredita que o conceito pode ultrapassar fronteiras e chegar ao Brasil ou a Angola, de onde já vieram propostas.
