A Comissão Europeia atribuiu ao Pão de Ló de Ovar o selo de Indicação Geográfica Protegida (IGP), o que o faz juntar-se a outros 72 produtos nacionais com esta designação – como a batata doce de Aljezur, a cereja da Cova da Beira ou o Pastel de Tentúgal.

Ovos – gemas sobretudo -, açúcar e farinha são os ingredientes principais desta receita que, acredita-se, remonta ao século XVII. Segundo a Câmara Municipal de Ovar  “a produção local sofreu um incremento entre 1790 e 1890, quando os ovarenses que trabalhavam sazonalmente nas fainas fluviais do rio Tejo – os fragateiros – passaram a levar para Lisboa canastras de pão-de-ló para presentearem os proprietários das fragatas”. A iguaria, confecionada no concelho de Ovar, abrange hoje as freguesias de Esmoriz, Cortegaça, Maceda, Arada, Ovar, São João, São Vicente e Válega. Além da sua versão normal, o Pão de Ló de Ovar tem também uma edição em miniatura, conhecida como ‘Infante’.

A designação agora atribuída por Bruxelas vêm não só certificar a qualidade deste produto mas também impor um fabrico mais exigente. No documento com mais de 50 páginas enviado por Bruxelas, estabelece-se que a produção fica limitada ao município de Ovar ou que os ovos utilizados têm que ser originários de Aveiro. Regulamenta ainda a forma de produção, identifica os produtos autorizados para a sua confeção, define as formas de barro permitidas ou as condições de salubridade exigidas aos fabricantes, referiu à Lusa Rui Catalão, presidente da Associação de Produtores de Pão-de-ló de Ovar.

Em junho deste ano, foi a vez da Ginja de Óbidos e Alcobaça receber esta designação.