O chefe português Ricardo Komori, radicado no Japão há cinco anos, ganhou medalha de ouro em Washoku (em português, cozinha japonesa) e faz agora parte de um restrito grupo de estrangeiros certificados pela Kyoto Culinary Institute.

Aos 39 anos, o português Ricardo Komori foi agraciado com uma medalha de outro e a certificação em cozinha japonesa para chefes estrangeiros (Certification of Cooking Skills for Japanese Cuisine in Foreign Countries), reconhecida pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas do Japão naquele que foi um evento organizado pelo Kyoto Culinary Institute. “Foi uma honra representar o meu país e o restaurante onde trabalho [Mutsukari, Tóquio]. Esta medalha representa todo o meu esforço e é uma forma de poder homenagear os grandes profissionais que me ajudaram com o seu conhecimento e metodologia. É por isso dedicada a essas pessoas, onde também se inclui a minha mulher, Mio Komori”, afirma o chefe ao ETASTE. O chefe passa agora a pertencer a um grupo de 13 chefes estrangeiros a conseguir o feito.

Ao longo de três horas de prova, o português teve de apresentar ao júri presente, duas Shokado Bento (uma espécie de caixa ou “marmita” típica japonesa com várias repartições) onde foi desafiado a trabalhar diferentes métodos de confeção tradicionais, tais como yakimono (grelhado a carvão), mushimono (cozido ao vapor), otsukuri (sashimi), agemono (frito), owan (caldo) e nimono (cozido).

Além de fazer parte da equipa do restaurante Mutsukari do chefe Yoshihisa Akiyama, Ricardo Komori é ainda estagiário no Tenoshima de Ryohei Hayash. Antes disso, ainda no Japão, passou pelos restaurantes Kozantei Ubuka Ryokan, Seizan Yamato e Kane Midori. Em Portugal, trabalhou na Bica do Sapato, Midori, Rock n’ Sushi e Bonsai — este último partilhou a chefia da cozinha com a mulher.