As regras mudaram. A The World’s 50 Best Restaurants anunciou que os sete restaurantes que já ascenderam a número um na lista vão deixar de ser considerados para o ranking anual. El Celler de Can Roca, Osteria Francescana e Eleven Madison Park entram agora na “Best of the Best”.

Joan Roca, Massimo Bottura e Daniel Humm já não vão poder subir ao palco para festejar, uma vez mais, a primeira posição na aclamada lista britânica. A organização decidiu promover estes e outros chefes — que já atingiram o patamar máximo da World’s 50 Best — à restrita “Best of the Best”. Tudo para oferecer aos restantes integrantes uma oportunidade de também eles se destacarem. “Tal como nos restaurantes, a estagnação é inimiga. Em 2019 e no futuro, a 50 Best precisa de continuar não só de defender a excelência, como também a humanidade, a inclusão e a oportunidade”, justifica na página oficial da lista William Drew, editor da World’s 50 Best.

Assim, os chefes dos restaurantes El Bulli, The French Laundry, The Fat Duck, Noma, El Celler de Can Roca, Osteria Francescana e Eleven Madison Park assumem, a partir deste momento, a responsabilidade de “partilhar o seu conhecimento e paixão, e usar o seu estatuto para fazer mudanças positivas”, afirma Drew.

Com esta mudança de regras, está agora na rota de possibilidades a subida a número um dos restaurantes Mirazur, em França e Gaggan, em Banguecoque — que atualmente ocupam, respectivamente, a terceira e a quinta posição na World’s 50 Best. Não esquecer também o novo Noma, em Copenhaga, reaberto em fevereiro de 2017 e elegível para a lista de 2019, cuja cerimónia de entrega de prémios se realiza em junho, em Singapura.

A organização revelou ainda que o painel de júri tem agora uma percentagem igualitária de homens e mulheres. Do lote de votantes fazem parte 1040 pessoas ligadas a esta área, entre chefes de cozinha, restauradores ou escritores especialistas em gastronomia, só para dar alguns exemplos.