A Alimentaria, uma das mais importantes feiras para as áreas da alimentação, restauração e hotelaria, apresentou em conferência de imprensa as novidades para a 23ª edição, a realizar-se no mês de abril, em Barcelona. A sustentabilidade, a alimentação saudável e os produtos orgânicos são algumas das temáticas do evento que vai juntar mais de 30 chefes estrela Michelin num só palco.

Em Portugal, a Alimentaria não é uma novidade. Lisboa acolhe uma versão do evento que se tem realizado há 15 edições, na FIL, no Parque das Nações. Tal como por cá, a feira em Espanha está dividida em salões e acolhe montras de produtos provenientes de mais de 70 países, incluído Portugal [que na edição passada era o terceiro país com maior área na feira, somente atrás de Itália e China]. Além do novíssimo espaço Alimentaria Trends, sobre o qual já falaremos, a feira divide-se em dois salões mais gerais: um dedicado aos produtos espanhóis e outro aos produtos internacionais. E sete temáticos: Intercarn (carnes), Interlact (lácteos e derivados), Expoconser (conservas), Grocery Food (produtos de grande consumo), Restaurama (hotelaria, restauração, catering e colectividades), Snacks, Biscuits e Confectionery (produtos doces) e ainda produtos mediterrâneos. Outro espaço em destaque é o The Alimentaria Hub que receberá várias conversas sobre os temas da inovação, conhecimento e empreendedorismo.

Como referido anteriormente, a grande novidade deste ano é o acréscimo da área Alimentaria Trends, um espaço que segundo José Antonio Valls, diretor de Alimentaria Exhibitions, é “reflexo da mudança das necessidades recentes dos consumidores”. Nesta área vão estar expostos produtos que foram sendo introduzidos na alimentação dos consumidores, nos últimos anos, por necessidade ou escolha dos próprios, como os produtos dos tipos orgânico, sem glúten, de alimentação funcional, Halal e gourmet. “São produtos que deixaram de ser nicho para se inserem numa categoria própria. Por exemplo, em Espanha, no ano de 2018, o consumo de produtos orgânicos subiu 34%. Já as dietas do tipo flexitariana, vegetariana e vegan cresceram 27%”, justifica Valls. De facto, se formos analisar, não é de agora que vários restaurantes optam por discriminar, nas suas cartas, os pratos que não contém glúten ou que são exclusivamente vegetarianos e ou vegan.

À semelhança de anos anteriores, o evento vai ter ainda um espaço onde o público em geral vai poder privar de perto com alguns chefes espanhóis reconhecidos. Experience Live Gastronomy é o nome da área que receberá workshops, apresentações e demonstrações de cozinha por parte de nomes como os de Elena Arzak (Arzak), Paolo Casagrande (Lasarte), Fina Puigdevall (Les Cols), Oriol Castro e Eduard Xatruch (Disfrutar). A sustentabilidade, a relação com o território, os produtos e produtores locais e a recuperação das tradições culinárias serão algumas das temáticas abordadas pelo internevientes. Eduard Xatruch, um oradores presentes na conferência na imprensa realizada em Barcelona, salientou a importância da tradição numa gastronomia, afinal “todas as cozinhas são de produto e partem dessa mesma tradição”.

Ainda dentro desse mesmo espaço, decorrerá a final das competições ‘Cocinero del Año’ — que terá Martín Berasategui, chefe do Fifty Seconds em Lisboa e Jordi Cruz, anterior vencedor do concurso, como membros do júri — e ‘Camarero del Año’ que distingue profissionais de sala.

Com uma promoção especial, o bilhete que garante a entrada na Alimentaria 2020 tem um custo de 35€ para um dia e 45€ para dois dias. Já o bilhete de quatro dias é 50€ (os preços após promoção são de 70€, 80€ e 95€, respetivamente).

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*a jornalista viajou a convite da Alimentaria