Quem já caminhou até ao cimo da colina e viu Lisboa lá do alto, sabe certamente que junto ao restaurante Cave 23, inserido no Torel Palace, mora um edifício abandonado. Esse espaço é um palacete, outrora sede da Proteção Civil e recentemente adquirido pelos proprietários do hotel. É lá que a 6 de janeiro, em pleno dia de Reis, Bernardo Agrela e a sua equipa dão um jantar inédito, nas salas despidas do espaço. O resultado é um meet entre uma Cave e um Palacete. Com o número 23 no fim.
Durante apenas um dia, o chefe de 27 anos, vai levar os tachos e as panelas para a casa do lado e servir uma mesa comunitária de 40 pessoas, com pratos inspirados na data católica. Ouro, incenso e mirra serão naturalmente os elementos recorrentes no menu. No decorrer da noite, e ao longo de 15 momentos, vão acontecer “pequenas brincadeiras”, tudo para dar a conhecer algumas das novidades que a equipa tem vindo a trabalhar. “É uma antecipação ao menu que vamos lançar em fevereiro. Serve também para mostrar novos produtos”, revela o chefe. A acompanhar nas bebidas, vai estar uma seleção de vinhos orgânicos e biológicos, escolhidos pelo sommelier Thomas Domingues.
O espaço que será dominado pela equipa da Cave 23 não tem água. Por isso, esta experiência pretende ser “um desafio para todos”. Quanto aos clientes, “vai ser giro tirá-los da sua zona de conforto. As pessoas querem cada vez mais ser surpreendidas”.
Durante o ano, podemos esperar mais iniciativas do género, sempre “com novas propostas” afirma Bernardo, mais que habituado a estes desafios dos tempos em que trabalhava em Londres, ao lado de Nuno Mendes no The Loft e mais tarde, junto a André Freire no Once Upon a Table, já na capital.
O jantar tem um custo de 150€ por pessoa e as reservas podem ser feitas através do email [email protected].
Contactos:
Morada: Rua Câmara Pestana 23,
1150-190 Lisboa
