Está decidido. Fernando Cardoso, do Altis Belém Hotel & Spa, Lisboa, é o grande vencedor da 29.ª edição do concurso Chefe Cozinheiro do Ano (CCA). A final decorreu hoje, no Mercado de Arroios e, ao longo de todo o dia, desafiou seis chefes de várias regiões do país. 

É sempre uma agitação. Os nervos fazem parte, afinal participar na mais antiga competição de cozinha para profissionais, em Portugal, tem destas coisas. Normalmente, o concurso é dividido em dois dias, num ambiente mais formal. Mas este ano foi só um e no Mercado de Arroios. Fernando Cardoso, Carlos Gonçalves (Corinthia Lisbon Hotel, Lisboa), Jorge Fernandes (Hotel Iberostar Lisboa, Lisboa) — o segundo e o terceiro lugar, respetivamente —Pedro Pinto (Vila Vita Parc, Porches), Tony Martins (Douro Palace Hotel Resort & Spa, Baião) e Vítor Adão (100 Maneiras, Lisboa) foram vizinhos de bancada onde outrora já se vendeu peixe, legumes e frutas.

Os curiosos eram mais que muitos e, ao longo do dia, foram aparecendo cada vez mais. Os típicos manjericos desta altura não faltaram nas bancadas dos chefes. E no meio de vapores e panelas a bater, não faltou também o tradicional fado. A edição que antecede o 30.º aniversário do CCA contou no painel de júri, com os chefes António Bóia (JNcQUOI, Lisboa), Alexandre Silva (Loco, Lisboa), Leonel Pereira (São Gabriel, Almancil), Pedro Lemos (Pedro Lemos, Porto), Ricardo Costa (The Yeatman, Vila Nova de Gaia) e ainda, Helmut Ziebell e Orlando Esteves. “O Fernando fez uma excelente prova. Focou-se no importante: o sabor e a técnica”, disse o chefe do JNcQUOI.

No momento do anúncio do primeiro lugar, numa cerimónia que decorreu ao final da tarde, no Cais da Pedra, em Lisboa, os concorrentes mostravam o nervoso miudinho. Fernando Cardoso, de 26 anos, com a sua calma característica, agarrou no troféu que agora é seu e passa agora a pertencer a um lote onde se incluem nomes como João Rodrigues, o seu chefe no Feitoria, bem como, Henrique Sá Pessoa (Alma, Lisboa), Louis Anjos (Bon Bon, Carvoeiro), Vítor Matos (Antiqvvm, Porto) e o seu sucessor, o vencedor do ano passado, Luís Gaspar (Sala de Corte e Casa Lisboa). “Pelas críticas do júri, não esperava vencer, sinceramente. Quando ouvi o meu nome, senti uma explosão de sentimentos. Treinei e trabalhei muito ao longo de meses. Eu queria ganhar”, afirma Fernando que foi igualmente premiado com a distinção Helmut Ziebell, que reconhece o prato mais inovador da prova – neste caso, a sobremesa ‘Sonhos de Abóbora’. Mas e agora? “Amanhã lá estarei eu, pronto a trabalhar, ao 12h. Continua tudo igual. O meu foco é continuar na onda da cozinha portuguesa e, sobretudo, respeitar o produto”.