Na sequência das políticas de imigração da nova Administração Trump, a comunidade imigrante mobilizou-se para um dia de greve geral a que chamou ‘A Day Without Immigrants’, que teve lugar esta quinta-feira, dia 16 de fevereiro. A ideia era mostrar como os Estados Unidos são um país multicultural e como estas pessoas estão integradas nos vários setores da sociedade.
No apelo feito, pedia-se que os imigrantes se abstivessem de ir trabalhar e de qualquer atividade de consumo. A premissa era de que se esta comunidade parasse, todo o país seria obrigado a parar com ela.

O chefe José Andrés foi um dos primeiros a fechar os seus restaurantes em solidariedade com a iniciativa ‘A Day Without Immigrants’. FOTO: DR
Para demonstrar o apoio a esta causa, o chefe espanhol José Andrés – considerado pela revista Time como uma das ‘100 Pessoas Mais Influentes’ e vencedor do prémio “Outstanding Chef”, atribuído pela Fundação James Beard – optou por se juntar ao boicote e fechar todos os seus restaurantes – Zaytinya, Oyamel Cocina Mexicana, e os três Jaleo. Já antes tinha feito uma afirmação pública sobre este assunto, ao recusar-se a abrir mais um espaço no Trump International Hotel, em Washington.
Mas Andrés não foi o único a juntar-se a esta greve, outros restaurantes e chefes mantiveram as suas portas fechadas num total de mais de 40 espaços. No entanto, houve alguns que optaram por abrir e doar uma percentagem dos lucros a ONG, como a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU).
Para os que optaram por manter o seu funcionamento habitual, correram o risco de ficar com pouco pessoal ou serem afectados por disrupções na cadeia de distribuição das matérias-primas.
