No passado dia 22 de setembro, a Nespresso apropriou-se do Mercado de Santa Clara, em Lisboa, para o seu primeiro ‘ateliê’ em solo nacional. Esta iniciativa coincidiu com os dois novos lançamentos da marca – ‘Exclusive Selection Nepal Lamjung’ e ‘Exclusive Selection Kilimanjaro Peaberry’ – que se dirigem ao mercado de fine dining, e especificamente a restaurante com estrelas Michelin.

O evento, que juntou parceiros, sommeliers e chefes – Pedro Lemos (Pedro Lemos Restaurante), André Silva (Casa da Calçada) ou João Rodrigues (Feitoria) foram alguns dos presentes -, contou não só com uma viagem pelo mundo do café, pela mão da coffee ambassador Marta Mimoso, como com um workshop que pretendeu mostrar como a prova do vinho e do café têm semelhanças. Para tal, o produtor Domingos Soares Franco ‘emprestou’ o seu Quinta de Camarate e Piriquita Reserva para a ação ‘Taste Coffee Like Wine’.

No final, o ateliê foi coroado com um almoço para 40 pessoas pela mão do chefe Ricardo Costa (The Yeatman, Porto, uma estrela Michelin) que preparou uma refeição de cinco pratos perante os olhos dos convivas. Costa é também o chefe convidado pela Nespresso para representar estas duas novas cápsulas que, a partir de outubro, chegam aos restaurantes selecionados.

Kilimanjaro vs Himalaias

Apenas oito mil produtores (cinco mil da Tanzânia e três mil do Nepal), de um universo global de cerca de 90 mil com os quais a Nespresso trabalha, estiveram envolvidos na criação dos dois novos cafés especialmente dirigidos aos restaurantes de alta gastronomia. A escolha destas latitudes prende-se não só com a qualidade lá encontrada mas também com o facto destas pequenas propriedades trabalharem o seu produto de uma forma ainda muito artesanal, numa geografia adversa que impede a utilização de maquinaria pesada. A marca encontrou assim dois terrenos quase inexplorados que apresentam cafés com o perfil adequado para estas edições limitadas.

Nespresso: objectivo 2020

Com a sustentabilidade com um dos pilares da marca, a Nespresso comprometeu-se ainda a tornar sustentável todo o café que comercializa, até 2020. Para tal, opera desde de 2003 segundo o programa ‘Triple A’, em parceria com a Rainforest Alliance, que estabelece 296 critérios a ser cumpridos pelos produtores, para atingirem essa meta. Até agora já conseguiram converter 74 mil agricultores, 320 agrónomos, 12 países e 290 hectares de café aos seus critérios. O que significa que o seu objetivo está  cumprido a 84%. A expetativa é que dentro de quatro anos, os 100% sejam uma realidade.