Nasceu numa pequena aldeia de Leiria, em Carvide, mas voou para bem longe (e alto). O último poiso foi no edifício mais alto do mundo, Torre Burj Khalifa, no Dubai, para ir chefiar a cozinha do estilista Giorgio Armani.

Nada previa na infância de Pedro Baroso que se iria tornar um chefe de cozinha. Tudo surgiu por necessidade. “A certa altura da vida, a minha mãe teve um problema de saúde e eu tive de cozinhar para o meu pai”, revela, referindo que, pouco depois, acabou por trocar definitivamente os livros pelos tachos. A paixão pela cozinha foi despertando, a formação na Escola de Hotelaria de Penacova deu um acrescento e a experiência fez o resto. Deixou a sua terra natal, Carvide, e de malas aviadas rumou a Lisboa para trabalhar na Quinta da Marinha. Mas foi no Penha Longa, em Sintra, que Pedro se lançou: começou como cozinheiro de 3ª, mas depressa se fez notar. Esteve aqui, neste hotel de luxo que considera ter sido a sua escola, durante nove anos, tendo trabalhado directamente com Sergi Arola.

Contudo, o jovem chefe sabia que o mundo da gastronomia era muito maior que as fronteiras de um país e, aos 29 anos, decide partir para voos mais altos. Tão altos que o fizeram aterrar no restaurante mediterrânico do primeiro hotel Armani, situado na maior torre do mundo, no Dubai. “Foi um enorme prazer ter chegado aqui e sinto-me muito lisonjeado com isso; muitas vezes, não foi fácil, pois temos cerca de 20 nacionalidades diferentes nas nossas cozinhas”. De dificuldades e desafios se faz uma carreira e, para já, Pedro Baroso quer continuar a fazer o seu percurso além-fronteiras. Porém, não descarta a ideia de voltar a Portugal, caso surja algum projecto aliciante. Afinal, o chefe – agora com 32 anos – continua com o mesmo espírito aventureiro, sempre disposto a ir de topo em topo, cada vez mais longe.