Três anos após a sua abertura, o Pesca, em Lisboa, chefiado por Diogo Noronha, não vai reabrir as suas portas após o fecho obrigatório dos restaurantes em março. O encerramento do espaço marca também a saída do chefe do grupo Plateform.

Em comunicado oficial, Diogo Noronha sublinha que o Pesca foi um desafio “verdadeiramente enriquecedor e que acrescentou imenso valor à oferta gastronómica da cidade”. O seu encerramento tem que ver com “o período conturbado decorrente da pandemia, associado às incertezas do futuro próximo”.

O Pesca, inaugurado em 2017, tal como o próprio nome indica, era um restaurante focado nos produtos do mar português e muito ligado à sustentabilidade.

Sabe-se que o chefe, de saída do grupo de restauração Plateform — detentor do agora encerrado Pesca e de outros restaurantes como o Alma de Henrique Sá Pessoa ou a Sala de Corte — está agora a trabalhar no seu primeiro livro “que irá abordar questões determinantes para as dietas do futuro”, uma das áreas que tem vindo a trabalhar nos últimos tempos. “Infelizmente o mundo mudou e agora é hora de olhar para a frente e transformar os enormes desafios que o setor da restauração enfrenta em oportunidades”, afirma.