Seis restaurantes e uma padaria: as novidades de Lisboa

Com o ritmo elevado de espaços de restauração a abrir em Lisboa, torna-se difícil acompanhar todas as novidades. Por isso mesmo, o ETASTE facilita-lhe a vida e dá a conhecer nas seguintes linhas o que cheira a novo na capital.

Faz Frio

Rua Dom Pedro V, 96. Príncipe Real, Lisboa.
Aberto terça, quarta e domingo, do 12h às 00h. Quinta, sexta e sábado, do 12h às 02h.

215 814 296

Depois de longos meses de incerteza quanto ao seu futuro, reabre agora a Antiga Casa Faz Frio. Caiu a Antiga Casa, renovou-se o espírito e a sala — com cadeiras e mesas restauradas, tal como os míticos compartimentos de madeira, a lembrar uma Lisboa de outros tempos. O restaurante, com mais de 150 anos de vida, responde agora apenas por Faz Frio e conta com uma jovem equipa à frente, composta pelo gerente Jorge Marques e pelo chefe Mateus Freire [que trabalhou nas cozinhas de Vítor Claro, no extinto Claro, e de Miguel Rocha Viera, na Fortaleza do Guincho]. Além dos famosos pratos de bacalhau pelos quais o estabelecimento ficou conhecido, outros clássicos da cozinha portuguesa marcam presença no menu, que muda de acordo com as temporadas. Feijoada de sames, arroz de polvo, arroz de carnes fumadas e entrecosto com ervilhas são algumas das sugestões diárias. “Quero oferecer aos clientes pratos muito típicos e bem feitos. No fundo, uma cozinha séria e com sabor”, assegura o chefe.

Foto: Jorge Simão

Clube Lisboeta

Rua da Escola Politécnica, 90. Príncipe Real, Lisboa.
Aberto de segunda a quinta, das 08h à 01h. De sexta a domingo, das 09h às 02h.

925 626 105

“Há já algum tempo tinha imaginado um restaurante que refletisse a volta ao mundo, no entanto a volta ao mundo seria um bocado grande demais”, começa por dizer Andreia Duarte, responsável pelo Clube Lisboeta, no Príncipe Real. A empresária optou, por isso, por escolher quatro destinos — Grécia, Tailândia, Brasil e Portugal — e oferecer aos clientes uma viagem gastronómica sem sair da cadeira. Para isso, contou com a ajuda da chefe brasileira Karin Gama, que soma experiências nas cozinhas de Nuno Mendes, Gordon Ramsay e Jamie Oliver. A ideia neste Clube, explica Andreia, é que os destinos mudem de forma frequente, aliando sempre a essas opções a ideia de uma cozinha saudável e natural. ‘Pastel de Nata’ salgado com queijo de Azeitão e cebola caramelizada, peixe thai, pak-choi e arroz jasmim, bobó de camarão com arroz de coco e farofa crocante de cebola são algumas das opções que pode comer ao almoço ou ao jantar. Ao pequeno-almoço, brunch ou lanche existem outras sugestões, para todos os gostos. E a oferta deste Clube não fica por aqui. Muito em breve, será possível fazer parte deste projeto, sem ter de pagar qualquer quota. Através de uma app, os membros terão acesso a uma vasta oferta de iniciativas, incluindo workshops de cozinha e aulas de yoga ou surf.

Foto: DR

Erva

Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, 105. Campolide, Lisboa.
Aberto de quarta a domingo, ao almoço das 12h30 às 15h30. Ao jantar, das 19h à 01h.
217 236 313

O jardim vertical que adorna as paredes do Erva — a nova aposta gastronómica do hotel lisboeta Corinthia — não está lá ao acaso. É que a natureza, os produtos frescos e os fornecedores locais são as peças mais importantes deste restaurante de raiz portuguesa. O peixe da lota de Peniche, as peças de bovino das Carnes Jacinto e os legumes biológicos do Hortelão do Oeste são alguns dos produtos trabalhados por Carlos Gonçalves, chefe responsável. São esses mesmos produtos que são, depois, evidenciados em pratos como a raia, puré de cebola assada e molho mediterrânico, a beringela gratinada com molho karashi ou o carapau, salada algarvia com tomate e beterraba.O Erva oferece uma comida despretensiosa, sem grandes misturas. O que se vai provar está à vista. Não queremos camuflar o sabor natural dos alimentos, do produto”, assegura o chefe. A acompanhar a comida, para além de uma seleção de vinhos e cervejas artesanais, há ainda cocktails de autor inspirados na cidade de Lisboa, criados pelo barman Nelson Antunes.

Foto: DR

Za’atar

Rua de São Paulo, 224. Cais Sodré, Lisboa.
Aberto todos os dias, ao almoço, das 12h30 às 15h e ao jantar, das 19h às 00h.

211 350 860

Depois da Cantina Peruana (com Diogo Muñoz) e da Barra Cascabel (com Roberto Cruz), Za’atar é o terceiro restaurante que José Avillez abre em conjunto com um chefe internacional. Joe Barza é o responsável por esta incursão da cozinha libanesa na capital portuguesa em parceria com o chefe português — um apaixonado pela história e cozinha do Médio Oriente. “A carta é uma sinfonia de sabores e aromas do Líbano com um toque de modernidade, e foi pensada para partilhar e para unir pessoas”, explica Barza. O pão pitta e as conhecidas pastas de grão hummus (tahini, azeite e sumo de limão) e falafel (salsa, tahini e limão) marcam presença numa ementa que conta ainda com outras opções, como baba ghanoush (beringela fumada e assada com tahini e romã), basterma (carne de vaca curada com especiarias, iogurte e manjericão) e kafta (espetada de carne de vaca e borrego picadas).

Foto: Grupo José Avillez

Irreverente

Rua da Boavista, 88. Cais do Sodré, Lisboa.
Aberto de terça a quinta, do 12h às 00h. Sexta e sábado, do 12h às 02h.
926 382 645

É no edifício Transboavista (antigo Palácio do Marquês do Sampaio) que mora o mais recente projeto de Eunice Gonçalves e Catarina Nagy Morais, mãe e filha que em comum têm a paixão pela cozinha italiana. A diferença deste italiano vai mesmo para a origem dos produtos, na sua maioria portugueses, e para a massa da piza — fina e crocante — que chega à mesa com uma forma quadrada. Na carta, há uma divisão para propostas mais clássicas, ‘à italiana’ e outras mais diferentes e locais, ‘à portuguesa’. Gerês, Tavira, Lisboa, Serra da Estrela e Espinho são algumas das sugestões das pizas e calzones a que se juntam algumas pastas (frescas e caseiras). À parte dessa oferta, há ainda para provar as habituais focaccias e bruschettas, risotos, algumas saladas, bifes e ainda diversas opções vegetarianas.

Foto: DR

Ararate

Avenida Conde Valbom, 70. Praça de Espanha, Lisboa.
Aberto de domingo a quinta, do 12h às 23h. Sexta e sábado do 12h às 00h.
925 451 509

Karine Sarkisyan é uma arménia, apaixonada pelas suas raízes e por Portugal, onde se fixou em meados de 2014 para abrir o seu primeiro negócio de restauração, Dom Afonso O Gordo. Ararate é o seu novo desafio e uma homenagem à sua cultura e cozinha tradicional do país de origem. Na carta, reinam ingredientes bem típicos da Arménia, como a beringela, o pimento, o tomate, a cebola, as ervas aromáticas e as especiarias — entre as quais o pimentão-doce, que chega ao restaurante pelas mãos dos avós da proprietária, que o enviam diretamente para Portugal. Estufados confecionados a partir de borrego, uma das carnes mais utilizadas no país, vitela, vitelão (dos Açores), e peixes de rio, como o esturjão e truta são algumas das sugestões de Andranik Mesropyan, o jovem chefe arménio que comanda a cozinha. Curiosamente, este Ararate — que deve o seu nome à montanha bíblica onde atracou a Arca de Noé — está localizado muito perto da Fundação Calouste Gulbenkian, talvez a maior herança deixadas a Lisboa pelo famoso industrial, diplomata e mecenas de origem arménia.

Foto: Murad RM

Isco, Pão e Vinho

Rua José D’Esaguy, 10D. Alvalade, Lisboa.
Aberto de terça e sexta, das 10h às 19h. Sábado, das 09h às 17h.
211 345 751

Numa altura em que o pão está a ganhar fermento em Lisboa, surge o Isco, um projeto há muito sonhado por Paulo Sebastião. O ex-consultor informático viveu durante dez anos na Suécia e foi lá que ganhou o amor por este alimento e iniciou o blogue Zine de Pão. Chegou a Portugal há pouco menos de dois anos para abraçar um projeto no setor, que deixou para abrir esta nova padaria em Alvalade. “Percebi que havia um nicho e arrisquei”, justifica. Isco é “uma padaria de influência portuguesa, nórdica e francesa” e, por isso, conta com sugestões típicas de cada uma dessas paragens. Não faltam, assim, pães de trigo, espelta e centeio, croissants, pain au chocolat, baguetes francesas e rolinhos de canela ou cardamomo. Além de café e alguns sumos, a complementar a oferta, há ainda uma garrafeira de vinhos com rótulos provenientes de pequenos produtores, ideais para acompanhar as opções de almoço diárias — que têm sempre o pão como protagonista.

Foto: Humberto Mouco

Foto: Humberto Mouco

Por |2018-11-13T19:03:00+00:0017:44, 07/11/2018|

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