Angélica Salvador, chefe do IN Diferente, no Porto, dispensa caracóis e caracoletas e nunca acerta com a receita de macarons. Noutra vida, se não fosse cozinheira, tinha sido professora de educação física.

Se não fosses cozinheira o que terias sido? Seria professora de educação física. Antes de sair do Brasil estava prestes a entrar para a faculdade.

Qual é aquela receita que nunca te sai bem? Macarons, nunca ficam todos com mesmo tamanho.

Qual o ingrediente que levarias para uma ilha deserta? Abacaxi, a minha fruta preferida.

Qual é aquele ingrediente de que não consegues mesmo gostar? Caracóis, não consigo mesmo.

Qual foi a refeição mais estranha que já tiveste? Caracoletas! E veio a meio de um menu degustação.

A primeira vez que cozinhaste fizeste o quê? Arroz branco. Nunca me vou esquecer! Tinha 9 anos e foi a minha avó quem me ensinou a fazer. Até hoje, sigo a receita dela, fritando primeiro o alho e depois juntando o arroz e por último, a água e o sal.

Qual o maior erro que já cometeste numa cozinha? Acho que o maior até agora, foi antes de um serviço achar que tinha mise en place para tudo e fui surpreendida com um grande lodo. Agora revejo tudo antes para que não aconteça novamente.

Que ingredientes improváveis resultam muito bem? Mousse de chocolate branco com fava tonka e ouriço-do-mar. Esta combinação surgiu porque um dia estava a fazer essa mousse enquanto um colega, ao meu lado, estava a arranjar ouriços. Por curiosidade provei a mousse com o ouriço e o resultado foi divinal.

Qual é o restaurante que gostavas de ter mas não é teu? O Ocean do hotel Vila Vita Parc. Acho que é um restaurante com uma vista linda, para o mar — a minha grande paixão.

Qual o chefe em Portugal a quem confiavas a tua cozinha por um dia?
Ao chefe Tiago Bonito. De olhos fechados!

Além da cozinha, que outras paixões tens? Desporto, adoro fazer caminhadas e vou ao ginásio sempre que consigo.