A chefe da Mercearia Gadanha, em Estremoz, não vai à bola com cartilagens mas até gostou de umas rãs gigantes grelhadas que provou numa viagem a Laos. Se fosse para uma ilha deserta, café seria o ingrediente que não lhe poderia mesmo faltar.

Se não fosses cozinheira o que terias sido?

Eu estudava comunicação social, provavelmente se não me aventurasse a sair do Brasil, teria terminado o curso e seria jornalista.

Qual é aquela receita que nunca te sai bem?

Tantas! Normalmente estão ligadas a um jeito especial de quem as faz ou a memórias. O feijão rico da minha mãe, a farofa do meu pai, a pudim da minha irmã. São tudo coisas que por mais que eu tente não saem bem.

Qual o ingrediente que levarias para uma ilha deserta?

Partindo do principio que me desenrascaria com água doce, café torrado.

Qual é aquele ingrediente de que não consegues mesmo gostar?

Cartilagens.

Qual foi a refeição mais estranha que já tiveste?

Já comi tanta coisa estranha neste mundo, mas lembro-me de umas rãs gigantes grelhadas inteiras num mercado em Laos. Tinham um molho estranho mas até eram boas.

A primeira vez que cozinhaste fizeste o quê?

Arroz branco soltinho.

Qual o maior erro que já cometeste numa cozinha?

Acreditar que tenho que ser sempre durona.

Que ingredientes improváveis resultam muito bem?

Morango, vinagre e manjericão.

Qual é o restaurante que gostavas de ter mas não é teu?

Adorava ter uma pizzaria.

Qual o chefe em Portugal a quem confiavas a tua cozinha por um dia?

Para além da minha equipa que trabalha lindamente sem mim, entregaria a alguns chefes que admiro como o João Rodrigues, o António Galapito, o Leopoldo Garcia Calhau, o José Júlio Vintém ou o Vasco Coelho Santos.

Além da cozinha, que outras paixões tens?

Para além da minha família, gosto de fotografia. Acho que não levo jeito nenhum mas adorava perceber sobre o assunto.