A estrela Michelin atribuída ao restaurante G, em Bragança — que Óscar lidera juntamente com o irmão e sommelier de serviço, António — trouxe às luzes da ribalta o trabalho deste chefe transmontano nascido e criado no restaurante dos pais. Aliás, a sua ligação à cozinha vem de muito novo: aos 10 anos já preparava moelas estufadas para toda a família.

Se não fosses cozinheiro o que terias sido? Engenheiro do Ambiente. Cheguei a fazer três anos do curso.

Qual é aquela receita que nunca te sai bem? Arroz branco. Ou fica tipo pasta ou cru.

Qual o ingrediente que levarias para uma ilha deserta? Farinha. É um produto que me poderia alimentar durante algum tempo.

Qual é aquele ingrediente de que não consegues mesmo gostar? Picante. Simplesmente porque adormece as papilas gustativas e tudo o que comes depois passa a saber tudo ao mesmo.

Qual foi a refeição mais estranha que já tiveste? Raposa.

A primeira vez que cozinhaste fizeste o quê? Moelas estufadas para a minha família que andava a trabalhar no campo ao feno. Tinha 10 anos.

Qual o maior erro que já cometeste numa cozinha? Pensar que sabia tudo.

Que ingredientes improváveis resultam muito bem? Chocolate e pimenta.

Qual é o restaurante que gostavas de ter mas não é teu? Aquele que está no imaginário de todos os cozinheiros.

Qual o chefe em Portugal a quem confiavas a tua cozinha por um dia? À chefe Iracema, a minha mãe. Foi ela quem me mostrou e ensinou o que é a nossa cozinha regional.

Além da cozinha, que outras paixões tens? Os meus amigos e a minha família. São o meu pilar e o meu porto de abrigo.