O Vila Joya já tinha mostrado um livro especial. A capa que cobria o primeiro tinha a vácuo azeite e especiarias. Desta vez foi mais longe. The Cooked Book é um livro cozinhado. Literalmente. Apresentado no Folio, o Festival Literário de Óbidos, este trabalho da equipa do chefe Dieter Koshina e da Ivity quis explorar mais. Segundo o chefe, é a arte em livro bonito, mas o chefe gosta mais de comer. “É o livro da Joy”. Yung de sobrenome, a quem cabe o sonho de fazer tudo rimar com a tradução do seu nome. Ela própria é isso.

Ora um livro é um livro. Objeto impresso, físico, com tudo ou nada que se guarda. Tem capa e miolo. Cozido à linha ou colado, junto ou despegado. Onde se faz diferença? Além do conteúdo (no qual consta o livro traduzido numa multiplicidade de atos culinários, surgindo como livro ingrediente), o campeonato é outro. O livro está à venda na versão cozida ou grelhada. A sério. Fez-se uma massa tipo pão, cobre-se o livro e vai ao forno até cozer a massa, ou passa levemente pela grelha. O preço é diferente. A loucura é a mesma. Ganhava a ‘mis en place’ do ano, aplicada a livros, se a houvesse.