A hospitalidade é um bem espiritual e valioso para a construção de uma comunidade gastronómica que se encontra a sofrer com a presente calamidade. É uma arte antiga e sagrada como bem sabemos, que abre espaço à mesa da consciência para todos neste momento, a estranhos ou até mesmo a convidados. Iremos todos precisar uns dos outros para podermos ultrapassar esta confusa tormenta.

No genuíno calor e espírito acolhedor do nosso povo, a paixão pelo próximo, o palco onde todos temos lugar para fazer os outros felizes e pelo qual a hospitalidade é mais conhecida a quem nos visita, abrange as todas as divisões culturais como um caminho de inclusão social, transcendendo o passado e a nacionalidade adicionando valor pelas diferenças de cada para um de nós ao recebermos os sabores, produtos, estilos de vida e experiências que nos acompanham para nos reencontrarmos, agora é o momento. Seja responsável e solidário.

Além disso, a sua inclusão estende-se a todas as criaturas e ao nosso próprio meio ambiente. Embora estes costumes sociais únicos possam ser aplicados, permanece um sistema compartilhado de valores emocionais e atitudes de princípios que criaram a pura essência da nossa hospitalidade. E, como em todos os valores espirituais, está profundamente incorporado à nossa consciência enquanto restauradores, hoteleiros, ou mesmo pessoas singulares que disponibilizam o seu tempo em prol dos outros.

O presente tempo, parece estar a forneceremos uma definição funcional da hospitalidade que conhecemos e observamos com a sua importância na vida futura das comunidades num futuro próximo que esperamos que venha rápido. Qual será o futuro da restauração? Cozinha de especialidade ou cozinha de autor? Cozinha comunitária ou social?

Irei concluir com alguns desafios e perguntas de reflexão sobre o uso atual da hospitalidade que praticamos e como a conhecemos. O capitalismo… vai ter de mudar!

Portanto, permitam-me que este discurso seja mais um convite, a um banquete de ideias para nos deleitarmos e nos deixarmos cair naquele espaço mais profundo, da lógica inebriante à expansão sentida no coração, onde só nós poderemos encontrar um campo ressonante das nossas próprias experiências, e irão dar consentimento para ampliar o nosso foco de percepção, abrirmos os braços pensativos positivos e abraçarmos a nós mesmos, a nossa família, a comunidade e a humanidade em geral. Meus amigos esta mesa só pode ser posta por nós!

Só iremos conseguir se estivermos juntos e ajudarmos os que fiquem para trás a chegar até nós sem interesses e juros.