O chefe transmontano foi o anfitrião de uma expedição a Alfândega da Fé que começou na Serra de Bornes, à procura de cogumelos, e terminou, como não podia deixar de ser, à mesa.

Os cogumelos eram um meio para atingir o fim. Um meio para a busca, terminação usada por Marco Gomes para dar voz ao produto, à origem. Não deixar cair no esquecimento tradições e valorizar raízes era a verdadeira causa de um convívio prolongado. Como justifica o chefe, “para uma melhor percepção e aproveitamento de um produto há que vivê-lo e senti-lo nas mãos”. Perto de 50 convidados (muitos deles chefes de cozinha e produtores) aceitaram o convite do transmontano para passar um dia em conjunto, na Serra de Bornes, em Alfândega da Fé. Procurar cogumelos na região com a maior produção do produto e mapeá-los, com recurso a um conjunto de especialistas presentes, era um dos objetivos que no fim tornou-se secundário. A partilha de palavras e conhecimentos falaram mais alto, ficando no ar a promessa de se eternizar noutros fogões, noutras cozinhas. E também de uma segunda busca acontecer, ainda antes da primavera, sob outro tema.