Auto-intitulam-se New Kids On The Block (NKOTB) e são os miúdos da nova vaga de cozinheiros em Lisboa. Mais do que comida, este grupo tem como objetivo partilhar e fomentar um lifestyle e uma maneira de estar na vida e no trabalho. Dia 1 de novembro, apresentam-se na Casa do Capitão, em Lisboa, para um almoço, com uma carta de petiscos a seis mãos, naquela que será a despedida do pop up d’A Praça, da responsabilidade de Bernardo Agrela, um dos integrantes do coletivo, no mesmo espaço.

Têm o mesmo nome da banda norte-americana dos anos 80, mas não são popstars. São chefes de cozinha da nova geração que querem fazer a diferença. Quem o afirma é Pedro Bandeira Abril (Chapitô à Mesa), um dos fundadores deste coletivo, tal como o denomina. “A ideia para criar o New Kids On The Block surgiu de forma muito orgânica, por parte de um grupo de amigos cozinheiros que decidiu começar a fazer coisas juntos e que nesta altura da pandemia tem servido de suporte a todos”, explica. Além de Abril, o grupo é composto por Pedro Monteiro (Fábrica da Musa), Leonor Godinho (Musa da Bica), Bernardo Agrela (Hub Beato), Tiago Lima Cruz e José Paulo Rocha (O Velho Eurico). Mas este é um grupo com ideais definidos e mais do que ser apenas um grupo de chefes, pretende representar “uma nova geração de jovens cozinheiros que exige mais e melhor, que não liga ao status quo e que prima pelo equilíbrio entre a vida profissional e a vida familiar.” Não é um grupo restrito, antes pelo contrário. Afinal, o seu intuito é criar e manter uma rede de comunicação entre os membros e parceiros que “permita capitalizar know how, novas ideias e parcerias”. (Ajuda a isso a conta criada pelos membros na rede social Instagram, cujo perfil pode ver aqui.)

Como forma de se apresentarem à cidade, os NKOTB vão juntar-se para um almoço no próximo dia 1 de novembro, na Casa do Capitão, no Beato, em Lisboa. Este será o primeiro evento oficial do coletivo mas segundo conta Abril, “será apenas mais uma reunião entre amigos. Já tínhamos cozinhado em separado em eventos como o Friendly Fire, que organizo no Chapitô, e na Fábrica da Musa do Pedro Monteiro e o ciclo tinha de continuar”.

O formato do almoço, que tem início a partir do 12h30, será bastante parecido com o do Friendly Fire, revela Pedro, com pratos pequenos à carta para dividir, da autoria dos seis chefes fundadores e acessíveis em termos de preço. O ambiente quer-se descontraído até porque música (a cargo do dj Mike El Nite) não vai faltar, não fosse o evento na Casa do Capitão, que foi o poiso de Bernardo Agrela nos últimos meses, enquanto chefe d’A Praça, no Hub Criativo do Beato. “Vai ser um dia muito especial entre amigos, muita comida gulosa e decadente, boa música, bom ambiente. Sem descurar os cuidados óbvios inerentes à pandemia, vai ser um dia para tirar a barriga e a cabeça de misérias. Vamos fazer o melhor encerramento possível à Casa do Capitão que tão importante foi ao dar a mão aos artistas que estiveram parados durante a pandemia e que viram os seus rendimentos quase deixarem de existir.”

O segundo ato oficial destes NKOTB acontecerá no Congresso dos Cozinheiros, de 10 a 12 de novembro, onde os intervenientes vão reunir-se novamente para uma apresentação no evento e para a exibição do documentário “A Nova Lisboa” que retrata precisamente esta nova geração de cozinheiros da capital a emergir. Poderá acompanhar a iniciativa online através do site www.congressodoscozinheiros.etaste.pt.

Os lugares para o almoço são limitados. Nesse sentido, é aconselhável reserva para o email reservas@casa-capitao.com ou para o número de telefone 216 033 429. Mais informações aqui.