Ângela Leal: Um prato em casa
De repente, um inimigo minúsculo e invisível entrou pela porta da frente dos nossos restaurantes e afastou todos os que aqui eram felizes. Estamos perante um novo desafio, não só para a restauração, mas para toda a sua cadeia de valor.
#resistir Nuno Diniz: O chão
Apesar da vontade de poder estar com os meus cozinheiros no Revolução, e da recordação do prazer oferecido pelas guitarras e teclados que ficaram em Lisboa, tenho, aqui para estes lados onde a noite é apenas eventualmente iluminada pela lua e pelas estrelas e, de quando em vez, embalada por sons que raramente identifico, tenho aqui, dizia, momentos inesperados, excitação, novidade e cultura que chegam para me manter interessado, durante pelo menos mais sessenta anos.
#resistir Armando Fernandes: Comeres que Abril abriu
Estão por estudar as alteridades culinárias e gastronómicas surgidas e introduzidas nos hábitos alimentares dos portugueses em consequência da instauração da democracia em Portugal no dia 25 de Abril de 1974. doçaria industrial e a derrota das doçarias de cunho local, regional, conventual e monacal?
#resistir Armando Fernandes: Comida Rápida
Estaremos (acho que estamos) a caminhar para a uniformização do gosto, o triunfo do fácil, do envernizamento das insuficiências, o luzimento do «gato por lebre», da banalidade do cachorro quente, da sandocha aviltante da sanduíche, do suculento bife a favor do hambúrguer, da vitória total da doçaria industrial e a derrota das doçarias de cunho local, regional, conventual e monacal?
#resistir Bruno Azevedo: Lutar, fugir ou ficar parado
Como líderes e donos de negócio, somos chamados a tomar decisões. A crise gerada pelo COVID-19 é um inimigo amorfo que requere uma avaliação pessoal da forma como fazemos tudo. Eu acredito que a partir de agora um dos princípios que irá ser a base da nossa atuação será algo dentro da ideia de que “Todo o nosso modelo de gestão está aberto a mudanças”.
#resistir Nuno Diniz: Andando
Diariamente as tarefas são muitas: ler e pensar, reflectir e ver, mas também cozinhar, apanhar lenha caída (para a lareira), lavar roupa à mão, ajudar na limpeza da casa, ter a oportunidade única de fazer companhia à mãe, ir aprender a tratar da terra (agora a ser enriquecida com o estrume de um ano), contactar a família, manter interessados os cozinheiros que estão isolados e espalhados pelo país.