Gastronomia Darwinista!
Bacalhau salgado, cação de coentrada, cusco transmontano, vinho do Porto, queijo da serra, fogaça de Alcochete, Moscatel de Setúbal, doces de ovos, butelo, faceira fumada, favas secas, cenoura algarvia...
Quando saí de Portugal, todos me perguntavam: “Porquê?”
Seria a pergunta que mais ouvia dos outros e de mim. Estaria a fazer a melhor opção? Estaria eu no meu perfeito juízo, com 35 anos, estabelecido no meu país, e prestes a mudar a minha vida do avesso?
Sobral e o Sobralismo
Tenho ideia que esta meia dúzia de anos que nos separa, era maior há uns 20 anos quando o conheci. Teria Vítor Sobral 10 anos de cozinha e era evidente como personificava o despontar de uma nova geração de cozinheiros à procura de quebrar barreiras.
The Flavor Trekker – Nahm, Bangkok
Há um ano, embarquei sozinho numa viagem de quase quatro meses pela Ásia. Desde que fui ao Vietnam, há cinco anos, que a maior parte dos meus destinos de viagem é escolhido pela sua relevância gastronómica.
Vaca Libre
7h30 da manhã... Idanha-a-Nova, uma neblina matinal irrompe pelos campos verdes que já estão matizados pelas acácias e aceres que caducos, têm as suas folhas a cair, o cheiro é inconfundível, terra molhada, um frio cortante que irrompe na nossa cara como uma espada de Démocles.
Inverno
A terra torna-se húmida, as águas entumecidas galgam as margens dos rios, o vento vergasta as árvores, a chuva fustiga-as, o ar fica sombrio, o horizonte desprende brancura reluzente do nevão cobertor da montanha. Dizem