Armando Fernandes

- Armando Fernandes

Professor, investigador e autor

Sangue

A tortura, os crimes de sangue existiram e vão continuar a existir, não adianta escrever palavras piedosas a pedir o seu extirpamento, adianta, isso sim, pedir, exigir célere justiça contra os criminosos.

Por |2019-10-16T11:06:52+01:0010:35, 16/05/2018|

Religião

As religiões exercem fecundo papel no auxílio e defesa dos oprimidos, humilhados e ofendidos, dos sem eira, nem beira, dos apátridas na sua própria Pátria.

Por |2019-10-16T11:07:20+01:0015:00, 10/03/2018|

O Amor

No século passado até aos anos sessenta, nos meios rurais, os rapazes quando pretendiam declarar-se às raparigas da sua eleição e desprovidos de engenho para o fazer directamente recorriam a um “manual” de cartas de amor e escolhiam a que lhes parecia mais adequada ao seu sentir.

Por |2019-10-16T11:08:11+01:0016:18, 01/01/2018|

Farsa e comida

O teatro nasceu na Grécia há mais de 2500 anos. A farsa é um dos vários géneros teatrais. Segundo reputados especialistas, a farsa é o contrário do drama, como a comédia é a antítese da tragédia.

Por |2019-10-16T11:09:06+01:0011:58, 08/09/2017|

Poder e comida

Na Antiguidade o maior banquete de exaltação do poder terá sido o oferecido por Assurbanipal II, 690-627, rei da Assíria, quando inaugurou o Palácio de Todas as Habilidades.

Por |2019-10-16T11:13:37+01:0011:40, 22/05/2017|

Comida e Sexo

Em 1939, o escritor, bibliófilo e gourmet dotado de imenso saber e experimentado no tocante a sápidos sabores deu à luz a inusitado ensaio relativo às artes culinárias e a iguarias sólidas e líquidas intitulado VOLÚPIA: a Nona Arte: a Gastronomia.

Por |2019-10-16T11:12:43+01:0011:32, 08/05/2017|

Inverno

A terra torna-se húmida, as águas entumecidas galgam as margens dos rios, o vento vergasta as árvores, a chuva fustiga-as, o ar fica sombrio, o horizonte desprende brancura reluzente do nevão cobertor da montanha. Dizem os donos de provecta idade ser o inverno tempo de vida airada. O rifão adverte: Em dezembro descansa, mas não

Por |2019-10-16T11:17:02+01:0009:00, 21/12/2016|

Comeres de outono

Primeiro a luz. Depois os mil matizes a destrinçarem-se nas encostas, nos vales, nas planícies, nos casarios. E à cesura da luz, das cores, associam-se os cheiros das maçãs rosadas, cíclames, dos marmelos amarelos a pasmarem, os tons violetas/roxos/púrpuras das uvas, das ameixas tardias, a negrura brilhante das amoras.

Por |2019-10-16T11:16:41+01:0009:30, 21/09/2016|

Primavera

O inverno despede-se, trôpego, deixa os rios grossos, os lagos cheios, os campos gretados e ressequidos, as árvores despidas, no seu redor colchões de folhas mortas. Ao bater com a porta, o inverno resmunga, exclama: até à próxima! E, todos os anos pela primavera, voltamos a “ver primeiro”. A etimologia explica: prima-primeira, veris-ver. Traz o

Por |2019-10-16T11:16:33+01:0012:42, 20/07/2016|