Miguel Oliveira e o pudim rei
O facto mais curioso é que o portuense nem sequer era fã daquele que considera ser o rei da doçaria portuguesa, que surgiu há um século, pelas mãos do padre e gastrónomo Manuel Rebelo.
O facto mais curioso é que o portuense nem sequer era fã daquele que considera ser o rei da doçaria portuguesa, que surgiu há um século, pelas mãos do padre e gastrónomo Manuel Rebelo.
Foi doce a dupla vitória de Luís Gaspar que arrebatou o título Chefe Cozinheiro do Ano 2017 e o Prémio Helmut Ziebell com a sobremesa de Leiria que trouxe ao concurso. O seu nome junta-se agora aos outros 27 que o evento consagrou e que fazem da gastronomia nacional um manifesto diário.
O chefe da Sala de Corte, em Lisboa, sangrou-se o grande vencedor da 28.ª edição do concurso Chefe Cozinheiro do Ano (CCA), a mais antiga competição de cozinha para profissionais em Portugal.
Ficar depois das aulas para treinar, comprar os próprios ingredientes, pedir opiniões aos chefes, dar a provar aos amigos e aos familiares, explorar tempos e técnicas de confeções e claro, organizar tudo para que encaixe nas duas horas de prova. Estes são os afazeres das semanas que antecedem o dia onde tudo pode acontecer.
“Estudassem! O Facebook não vos dá um curso”, alertou o Cozinheiro do Ano, numa formação paralela ao concurso Jovem Talento da Gastronomia. Se a competição é um passaporte para os jovens entrarem no mercado de trabalho, os jurados querem ver mais do que espumas e emulsões nos pratos.
Foi por cima de dois troncos de madeira, que pintam o cenário da entrada da Escola de Hotelaria e Turismo de Portalegre, que conversámos com Tiago Santos. Ao fim de um ano e meio à frente do Areias do Seixo, em A-Dos-Cunhados, o percurso do chefe chegou ao fim.
João Borralho tem 22 anos e já passou por cozinhas nórdicas e espanholas. Hoje, abraça o projecto do Vista Restaurante com o chefe João Oliveira e é o primeiro cozinheiro na viagem do ananás. Apertem os cintos porque vamos descolar.
Na terra em que a Sopa da Pedra serve de porta de entrada para os mais curiosos, pode ser difícil criar uma abordagem gastronómica diferente. O intuito do restaurante Cisco – Cozinha Tradicional, que abriu portas em maio de 2016, em Almeirim, Santarém, é fazer uma ruptura com os demais, respeitando sempre a tradição.
O nome de Igor Martinho pode ser desconhecido para a maioria dos portugueses. O seu percurso foi discreto. Em 2002, entrou para a Escola de Hotelaria e Turismo do Estoril, onde se formou em Cozinha e Pastelaria. Passados nove anos, conquista o troféu de Chefe Cozinheiro do Ano, um dos mais importantes concursos para profissionais na área.
É num espaço mais pequeno, comparativamente ao do Chiado, com apenas duas mesas dispostas à vista, que mora a nova Queijaria. Ao entrar, sente-se o cheiro forte dos mais de 60 queijos maturados, distribuídos pelas duas arcas frigoríficas, e oriundos de países como Portugal, França, Suíça e Itália.