#resistir Diário de Olga Cavaleiro: Embate com a realidade do amanhã #6
Até parece que temos todo o tempo do mundo. Mas não temos. É necessário olhar o amanhã que é já no segundo a seguir. O mundo não vai mesmo ser o mesmo depois disto.
Até parece que temos todo o tempo do mundo. Mas não temos. É necessário olhar o amanhã que é já no segundo a seguir. O mundo não vai mesmo ser o mesmo depois disto.
Agora percebemos que a pressa era inútil. Que a urgência era uma coisa relativa. Que só as pessoas importam. Como sempre importaram.
Lidamos com a nossa humanidade de formas tão diferentes. É este o momento em que mais próximos estamos e logo por esta razão.
Agora percebemos que a pressa era inútil. Que a urgência era uma coisa relativa. Que só as pessoas importam. Como sempre importaram.
O sol sente-se através da janela e da minha janela vejo o mundo. Para lá do caos a que estou atenta mas que recuso, penso na juventude que me inspira e que me deixa com pele de galinha.
Antes de ser cozinheiro, fui psicólogo. Ao longo da minha licenciatura pude estudar várias dimensões do comportamento humano e, ao pensar sobre o texto que agora escrevo.
Aproxima-se o fim de semana, altura em que a casa se enchia sempre e o telefone não parava de tocar, puxamos pelas forças de vir a refazer isto.
No negócio da restauração e da alimentação já surgem ideias para reinventar os modelos mostrando que nada está escrito na pedra e que há um mundo grande a descobrir.
Será que é desta que percebemos não só da justiça moral mas também da necessidade da melhor distribuição de recursos? Quero dizer a nível mundial, extrapolando do que nos toca mais directamente - a nossa família, a comunidade, a cidade, o país, o continente.
O Presidente da República decretou o Estado de Emergência. Ouviu o Conselho de Estado, teve a solidariedade do Governo e a Assembleia da República votou favoravelmente.