#resistir Olga Cavaleiro: Maio as dá, Maio as leva
Sem dúvidas, sem medos, sem qualquer ponta de receio. Perante as notícias de hoje, há que agir. Olhar as melhores soluções, as que podem agilizar o serviço e o negócio de cada um e andar em frente.
Sem dúvidas, sem medos, sem qualquer ponta de receio. Perante as notícias de hoje, há que agir. Olhar as melhores soluções, as que podem agilizar o serviço e o negócio de cada um e andar em frente.
Vamos por partes. Primeiro deixar de pensar que temos todos que virar lugares assépticos e em modelo fastfood onde a relação e o bem-receber são coisas do passado e só a eficiência prevalece numa relação quase automática entre o restaurante e o cliente.
Nunca gostei da lógico do “empratamento” por muito bonito que seja. Torna a alimentação num acto único. Falta tudo o resto que dá vida.
E talvez este seja o momento para sentir essa mudança, acelerar um outro modelo. 2020 não é uma paragem ou uma interrupção, é vida todos os dias.
Após alguma expectativa, a Direção Geral de Saúde divulgou hoje os procedimentos a ter por parte dos estabelecimentos de restauração bebidas já a partir de 18 de maio — data em que restaurantes e cafés poderão reabrir.
A startup portuguesa Kitch, uma "cozinha virtual" desenhada para ajudar os restaurantes no seu serviço de entrega de comida, fundada por Rui Bento e Nuno Rodrigues — os responsáveis pelo lançamento da Uber em Portugal — iniciou hoje os seus serviços e tem como clientes a chefe Marlene Viera, o restaurante mexicano Pistola y Corazón, a cerveja Musa, entre outros.
Aqui n'O Ferreira nada será como dantes. E 3 anos após a mudança forçada da Rua do Almada para a Rua Gonçalo Cristóvão, mesmo sob o viaduto, uma nova mudança se avizinha.
Ao entrar em 2020, o sentimento era um de segurança. Continuávamos acelerados, confiantes no sucesso que estava para vir (tudo assim o indicava). doçaria industrial e a derrota das doçarias de cunho local, regional, conventual e monacal?
Não. Não é reabrir. Começar a pensar assim. Reabrir é fazer outra vez o que se fazia e parou só porque este tempo impossível chegou. Seria fácil, num restaurante “congelado” num momento refazer todos os hábitos, gestos e processos.
Se houve pena que me ficou no final do Inverno passado foi não ter conseguido ir a Penajóia por altura da floração das cerejeiras. Queria sentir o branco da flor que faz adivinhar o vermelho suculento e vibrante daqueles frutos tão apetecidos.