#resistir João d’Eça Lima: Diário de um cozinheiro em Penela #20
Não sabemos já como fazer para segurar as coisas. Sabemos só que as temos que segurar. Mas escapam pelos dedos.
Não sabemos já como fazer para segurar as coisas. Sabemos só que as temos que segurar. Mas escapam pelos dedos.
Com o que fica escrito constroem-se ou derrubam-se opiniões, clarificam-se ou escurecem-se ideias, eleva-se a beleza ou desnuda-se o grotesco.
Um recente estudo da AHRESP - Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal sobre o impacto do Covid-19 na atividade turística (alojamento turístico e restauração e bebidas), realizado entre 1 e 3 de abril de 2020, apurou 1819 respostas válidas.
De uma forma ou de outra somos todos vizinhos numa imensa ideia global de vizinhança. Não seremos todos amigos, mas somos todos vizinhos numa qualquer rede social.
Resistir. Isso sim é preciso. Depois, vem o chavão do reinventar. Talvez não seja isso o preciso. Preciso é reflectir. Usar este tempo que nos é dado para pensar.
Fito a flor todos os dias, como um sinal do pormenor necessário, simbologia da sensibilidade. Sei que não durará para sempre, mas dou por mim a imaginar que a flor dura até que isto passe, ou que os dois sacos com um ramo de orégãos cada, vão durar além da crise.
E espera-se, de todos, um elevado grau de coragem, sobretudo dos mais idosos. Esses mesmos idosos que vemos nos lares. Os que parecem tão desprotegidos, tão alheados do mundo… e nem sempre o são. Não são pessoas abatidas pelo destino. Há neles identidades vivas, serenidades livres, invulnerabilidades espirituais.
Caro leitor os factos são claros e verdadeiros. Torna-se bastante evidente que não há quem esteja mais interessado no enfraquecimento (ainda maior) económico europeu que a China. Será isto uma guerra biológica? Deixo a cada leitor espaço à reflexão dos factos aqui apresentados, avisando desde já que correm sérios riscos de chegar a conclusão alguma.
A CVRA – Comissão Vitivinícola Regional Alentejana lançou uma plataforma online através do seu site, com o objetivo de ajudar os produtores a desenvolver o seu negócio, numa altura em que o setor está a sentir dificuldades.
Quero pensar o futuro. O que acho? O que preparo. O que penso? Que este é o tempo para descobrir caminhos. Que sabemos que não podemos ficar na mesma, nem ficaremos.